sexta-feira, 7 de maio de 2010

Banqueiro denuncia conta de Roseana e Jorge nas Ilhas Cayman

O banqueiro Rudolf Elmer, ex-vice-diretor da filial do banco suíco Julius Bär, nas ilhas Cayman, confirmou em livro editado no último mês de março, na Alemanha, que a governadora Roseana Sarney era uma das clientes do banco.

“Outros indícios no meu levantamento de dados conduzem a Roseana Sarney, membro do Senado brasileiro e filha de ex-presidente, que mantém um trust com o nome Coronado no banco Julius Bär”, afirma o banqueiro no seu livro Bankenterror (Terror bancário).



Ex-diretor do Banco Julius Bär, Rudolf Elmer


A informação confirma dados obtidos pela ONG Wikileaks, especializada em rastrear dinheiro sujo. Segundo a organização, Roseana e Jorge Murad abriram uma conta em 1993 que teria movimentado 150 milhões de dólares até 1999.

O livro de Elmer, escrito em alemão, ainda não foi traduzido para o Português, mas já está disponível para compra em versão digital em formato e-book.

Na obra Elmer faz revelações sobre o que ele chama “o terrorismo financeiro internacional”, destacando o mecanismo dos negócios das offshores, empresas de sociedade anônima que realizam “o maior saque na história da humanidade sob o manto da soberania do Estado de Direito”. A história parece saída de um roteiro de filme policial.

Rudolf Elmer, o “homem-bomba da Suíça”, segundo o definiu a revista Isto-É Dinheiro, edição de maio de 2009, fala com a autoridade de quem foi por sete anos auditor do banco em Zurich, na Suíça, tendo então sido promovido a vice-diretor responsável pelas operações nas ilhas Cayman.

Lá ele cuidava das empresas, dos registros contábeis, contratos e transações em fundos off-shore. Nessa função ele sabia quem eram os clientes, mas não tinha contato direto com eles.

O mecanismo bancário permite que os clientes possam movimentar as contas através dos gestores do Julius Bär em Nova York ou Zurique. O Julius Bär é um dos mais sólidos bancos suíços, fundado em 1890, com uma carteira de clientes privados avaliada, em 2007, em 405 bilhões de francos suíços, espalhados em filiais em Nova York, Londres, Hong Kong, Dubai, Frankfurt, Grand Cayman, Guernsey, Los Angeles, Luxemburgo, Milão, Stuttgart e Viena. 

O soprador  de apito

A carreira de Elmer caiu em desgraça quando o banco sofreu um vazamento de informações na sua filial de Cayman e toda a diretoria foi obrigada a passar por detectores de mentira para apurar de quem seria a responsabilidade. Elmer se recusou a se submeter ao detector e foi demitido. Ele era um dos suspeitos, pois dentre suas tarefas estava a de fazer a guarda de dados sensíveis, mantendo uma cópia de segurança que era atualizada diariamente. Muitas vezes ele levava essa cópia para casa e quando foi demitido guardava algumas dessas fitas que, segundo ele, tornaram-se valiosas para se proteger da pressão do banco.

"Do ponto de vista jurídico eu não roubei o material, pois tinha autorização de guardá-lo", afirma hoje. Com o tempo ele decidiu utilizar o material para pressionar o banco,  como "uma forma de defender a mim e minha família", declarou à revista alemã Spiegel em 2008.

Elmer transformou-se num whistleblower (soprador de apito) que na gíria policial significa o Informante.

Ele resolveu abrir um site (www.swisswhistleblower.com) para tornar pública sua briga. Começou então uma longa saga de disputas, uma verdadeira guerra de Davi contra Golias.

Wikileaks 

Em 2004 Elmer processou o banco na justiça de Zurique, na mesma época em que a revista suíça Cash publicava matéria denunciando clientes alemães do Julius Bär que teriam sonegado grandes somas entre 1997 e 2002. Os documentos também chegaram às mãos de autoridades fiscais americanas que resolveram conduzir investigações.

Elmer partiu então para o ataque e resolveu disponibilizar alguns documentos para um site especializado na publicação de material confidencial suspeito, com o intuito de rastrear e desmascarar dinheiro e operações ilegais.

Os advogados do banco imediatamente processaram o site e em fevereiro de 2008 a Corte de São Francisco emitiu um mandado a pedido do banco Julius Bär para fechar o endereço do servidor Wikileaks.org, que tem sede nos Estados Unidos. 

Tiro pela culatra 

O que o banco não poderia prever é que a vitória judicial se transformaria na maior derrota de relações públicas que o banco jamais imaginara ter. Várias ONGs de defesa da liberdade de acesso à informação começaram a espelhar o site original com endereços postados fora da jurisdição americana. A disputa atraiu ainda mais a atenção da imprensa especializada a ponto do juiz revogar sua decisão. 

Elmer tem soltado informações pouco a pouco, mas foi categórico ao dizer em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, da Isto É-Dinheiro, em maio do ano passado, que “passaram pelo Julius Bäer em Cayman empresários, políticos e advogados brasileiros. Se houver interesse, posso vir a colaborar com a Justiça brasileira.” 

Roseana e Jorge 

Os dados disponibilizados pela Wikileaks já dão algumas pistas da conta Coronado, aberta em 27 de setembro de 1993, em nome de Mr. Jorge Francisco Murad e Mrs. Roseana Macieira Sarney.

Na época Roseana e Jorge estavam separados judicialmente desde a década de 80. Eles só se casaram novamente anos depois para impedir a candidatura do então oposicionista Ricardo Murad, irmão de Jorge, a senador pelo PDT do Maranhão, nas eleições de 1998.


Roseana Macieira Sarney e Jorge Francisco Murad Júnior


Com o recasamento oficial do irmão, Ricardo se tornou inelegível, pois não exercia mandato parlamentar e como cunhado de Roseana, na época governadora do Maranhão, não poderia se candidatar a qualquer cargo eletivo.

O site Wikileaks estima que pela conta do casal teriam passado 150 milhões de dólares até 1999. No entanto, não divulgou documentos de movimentação bancária. Mas o que foi disponibilizado é suficiente para que as autoridades brasileiras iniciem uma ampla investigação, a exemplo do que vem sendo feito com as contas do irmão, Fernando Sarney, acusado pela Polícia Federal de enviar remessas ilegais de dinheiro para bancos na China e na Suíça. 

Brecha na jurisdição e o sigilo bancário de Roseana

A legislação brasileira permite a quebra de sigilo bancário pela Receita Federal de empresas ligadas a offshores sem necessidade de autorização judicial, desde que haja indícios de irregularidades.

Não é crime ter uma conta off-shore em paraíso fiscal, desde que os valores sejam declarados ao fisco nacional. Uma consulta às declarações de Roseana entregues ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, por ocasião das eleições de 1994, 1998, 2002 e 2006 mostra que nunca houve menção às contas off-shore. 

Hoje á tarde, sexta-feira 07 de maio de 2010, A Polícia Federal indiciou o irmão de Roseana, Fernando Sarney, por evasão de divisas devido a uma remessa ilegal de um milhão de dólares através de uma empresa off-shore sediada nas Bahamas a um banco chinês.

Tal qual a irmã, Fernando também não informou em suas últimas declarações de rendimentos à Receita Federal a posse deste dinheiro enviado ilegalmente para a China.

A prática destes ilícitos parece ser uma marca registrada dos filhos, do genro e da nora do senador José Sarney.

Os indícios de lavagem de dinheiro no caso de Roseana Sarney e sua empresa Coronado são fortes. A conta foi aberta através do advogado José Brafman, investido com poderes de trustee (administrador). O trustee é quem detêm o título legal de propriedade da off-shore, para administrá-la em nome dos verdadeiros donos, como artifício para garantir o anonimato.

Dessa forma é assegurado o sigilo bancário até mesmo contra decisões judiciais. Esse modelo vem sendo questionado apenas nos últimos anos, através de acordos entre países para evitar que as offshores se tornem reduto de mafiosos e terroristas.

Por essa brecha tem se chegado a alguns figurões, como por exemplo, o ex-presidente do México, Carlos Salinas, que tinha uma conta milionária, adivinhe onde? No mesmo circunspecto banco Julius Bäer, nas ilhas Cayman. 

Uma consulta a internet revela que José Brafman é mais que um simples advogado. É um operador dos mais bem sucedidos. Segundo a revista Veja, edição de março de 2001, José Brafman atuou juntamente com Ricardo Sérgio e Miguel Ethel na formação do consórcio Telemar e do consórcio de Benjamin Steinbruch que resultou na privatização da mineradora Vale do Rio Doce. 



Miguel Ethel (foto á esquerda), segundo a mesma revista Veja, é amigo de  Fernando Sarney e Jorge Murad, que o fez sócio como condição para liberar o empreendimento do São Luis Shopping. Ainda hoje ele integra o Conselho Curador da Fundação José Sarney. Coincidências? 


Korruptionskandal 

O livro de Rudolf Elmer abre caminho para que as autoridades brasileiras puxem o fio dessa intrincada meada. Resta para nós maranhenses o vexame de saber que a  única pessoa de nacionalidade brasileira citada no livro foi Roseana Sarney, que agrega agora ao seu repertório de práticas suspeitas um palavrão, Korruptionskandal,  que não é preciso conhecer alemão, basta conhecer o sobrenome Sarney para entender. 

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Arte, garra, emoção: é a volta do nosso futebol

O jornalista Ricardo Kotosho, são paulino de quatro costados, escreveu este texto ontem em seu blog: Balaio do Kotosho. O texto é brilhante e nenhum outro jornalista poderia escrevê-lo tão bem.

Como amante e apreciador do bom futebol, Kotosho defende a convocação de Ganso e Neymar do Santos para a seleção de Dunga.

Se pudesse assinaria o texto junto com todos que amam o futebol arte do Brasil das copas de 58, 62, 70 e 82.


"O 18º título paulista conquistado pelo Santos neste domingo, com arte, garra e emoção, contra o valente Santo André do técnico Sergio Soares, não é apenas mais um troféu na galeria da Vila Belmiro. O time campeão passa para a história por ter trazido de volta aos nossos campos o melhor do futebol brasileiro _ a alegria de jogar bola, a beleza do drible, o toque de calcanhar, a irreverência, o improviso, a festa.

Um time que joga bonito e diverte a torcida pode ser campeão, sim, como nos provaram os meninos de Dorival Júnior, o técnico certo, na hora certa, no lugar certo para inaugurar uma nova era no clube e dar um alento a todas as outras torcidas.

Mesmo perdendo o último jogo por 3 a 2, para um adversário que se superou em campo, tendo três jogadores expulsos, o Santos do artilheiro Neymar viu se agigantar em campo a figura de Paulo Henrique Ganso, um jovem craque de apenas 20 anos, que mostrou a experiência e a grandeza de um Gerson ou um Didi no auge das suas carreiras.

Para mim, o momento decisivo da emocionante partida no Pacaembu foi quando, já quase no final, após a expulsão de Roberto Brum, Dorival Júnior resolveu substituir Ganso pelo zagueiro Bruno Aguiar para reforçar a defesa. O maestro do time, preocupado apenas em segurar a bola para não tomar mais gols do Santo André e morrer na praia, simplesmente se recusou a sair de campo.

O que poderia parecer um gesto de indisciplina para os burocratas que comandam a maioria dos nossos times, foi um ato de superação emblemático de um atleta que consegue aliar o talento ao caráter.

Poucos minutos depois, com a bola que o Santo André ainda chutou na trave, ficou provado mais uma vez que, para ser campeão, um time também tem que ter sorte, por melhor que seja sua campanha ao longo de todo o campeonato. Se aquela bola entra, derrubando o time que marcou cem gols este ano, teríamos que aguentar novamente os dungueiros do futebol de resultados a proclamar a superioridade dos times cheios de volantes que maltratam a bola.

Para quem teve a alegria de ver jogar o Santos de Pelé e Coutinho, quase meio século atrás, e dá mais valor à beleza da arte do que à força física, este time de Neymar e Paulo Henrique Ganso, que o Paulistão revelou ao mundo, renova nossas esperanças no futuro do futebol brasileiro, eternamente o melhor do mundo.

Se os dois não forem convocados por Dunga para a Copa do Mundo que começa daqui a 40 dias na África do Sul, o técnico teimoso terá cometido a maior injustiça contra o nosso futebol. É pior do que tirar bala da boca de criança _ as crianças, no caso, somos todos nós, que não vemos o futebol como uma guerra, mas como uma grande diversão."

domingo, 2 de maio de 2010

Gabeira diz que vai apoiar Serra em um eventual 2.° turno com Dilma

O jornalista Ricardo Noblat entrevistou o candidato do PV a governador do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira. A entrevista foi publicada no blog de Noblat neste domingo.

Leia agora na íntegra a entrevista de Gabeira:


Blog Ricardo Noblat (BRN): Boa tarde, deputado Fernando Gabeira. Depois de idas e vindas, o senhor será mesmo candidato ao governo do Rio?

Fernando Gabeira (FG): Boa tarde. Depois de idas e vindas, sou candidato ao governo do Rio.

BRN: O que lhe faz achar que merece ser eleito governador?

FG: Creio que adquiri experiência política e conhecimento para responder aos desafios do Rio.

BRN: O senhor se acha mais capaz do que Sérgio Cabral e Garotinho, por exemplo?

FG: Pelo governo que fizeram, creio que tenho condições de realizar muito mais e com outra concepção política.

BRN: Por que o senhor não queria o ex-prefeito Cesar Maia em sua chapa para o Senado e agora quer?

FG: Fizemos ampla consulta aos apoiadores capital e interior. Preferem união para termos chances de vitoria.

BRN: Mas antes o senhor imaginou que sem união com o DEM de Cesar Maia poderia vencer?

FG: Antes estava disposto a seguir caminho sem grandes conflitos. Não há resposta científica sobre a fórmula vencedora.

BRN: Que conflitos o senhor pensa que enfrentará por se juntar com o DEM?

FG: Conflitos na coligação e com parte dos eleitores. Só aceito coligar se todos se sentirem confortáveis. Creio que haverá paz.

BRN: "Só aceito coligar se todos..." Quer dizer que ainda não se bateu o martelo sobre a coligação com o DEM?

FG: Creio que isso será feito amanhã. O critério para coligar é a aceitação do projeto ficha limpa.

BRN: E quem ainda resiste a aceitar o projeto ficha limpa? O DEM? O PSDB? Quem?

FG: Todos os partidos da coligação aceitam, com base no projeto original. Vamos oficializar essa decisão amanhã.

BRN: Quem mudou para que se possa imaginar o senhor e Cesar Maia juntos? Mudou o senhor ou Cesar Maia?

FG: O que muda é a situação do país e do estado. O sistema de dominação do PMDB é profundo e muito forte. Só a união vencerá.

BRN: Quem mudou? Gabeira ou o PT, partido ao qual o senhor já pertenceu?

FG: Nós todos mudamos no caminho. O PT mudou de uma forma que nos separou. Consegui crescer sozinho, fora de um governo popular.

BRN: O senhor acha possível fazer um governo popular junto com o DEM e o PSDB? Ou esse não é o seu objetivo?

FG: O objetivo é um governo com a sociedade. O governo popular tem boa políticas econômica e social, mas loteou cargos com partidos.

BRN: O senhor não dará cargos a pessoas indicadas pelos partidos que o apóiam caso se eleja?

FG: Sim, desde que sejam pessoas honradas e com competência especifica para os cargos.

BRN: Acho que Lula teria respondido da mesma forma antes de lotear cargos com os partidos que o apoiam...

FG: Isto não é uma pergunta. Quando Lula descumpriu o prometido, sai do PT.

BRN: Para quem o senhor pedirá votos - Marina ou Serra?

FG: Pedirei votos para Marina, mas tenho admiração pelo Serra. Ambos me apoiam.

BRN: Haverá lugar para Serra no seu programa de propaganda no rádio e na televisão?

FG: Está combinado que Serra aparece me dando apoio.O vice, do PSDB, vai apoiá-lo.

BRN: Quando Serra for ao Rio fazer comícios o senhor estará ao lado dele?

FG: De um modo geral não faço mais comícios. Posso encontrá-lo na rua, pois nela encontro até adversários.

BRN: Por que o senhor acha Marina e Serra mais preparados para governar do que Dilma?

FG: Ambos passaram por crivos eleitorais, Marina venceu a pobreza e eleições, Serra governou São Paulo.

BRN: Em um eventual segundo turno entre Serra e Dilma, o senhor então irá de Serra?

FG: Sim, num eventual segundo turno apoio Serra.

BRN: Existe alguma chance de composição entre Serra e Marina ainda no primeiro turno?

FG: Não creio. Marina quer falar de sustentabilidade e acha que seu papel é singular.

BRN: Que lição (ou lições) extraiu de sua derrota para prefeito do Rio?

FG: Estou nisso desde 82 e cometo erros até hoje. Meu principal erro foi não deter o feriado na Justiça.

(De O Globo: A ausência de 927.250 eleitores cariocas (20,24% do total), em meio ao feriado prolongado decretado pelo governador Sérgio Cabral, pode ter influenciado o resultado da eleição, na opinião de cientistas políticos.

As maiores abstenções registradas foram nas zonas eleitorais do Centro (26,34%), da Zona Sul (26,11%) e da Grande Tijuca (22,14%), três regiões que registraram o melhor desempenho do candidato derrotado , Fernando Gabeira (PV).

Os números são superiores aos registrados no primeiro turno, que teve 17,91% de abstenção, e acima da média nacional, que ficou em 18,09%, bem próximo dos 17,29% registrados no segundo turno de 2004. Na ponta do lápis, isso representou uma perda de mais 107.157 votos em relação ao primeiro turno.

Na Zona Sul faltaram 143.714 eleitores, justamente onde Gabeira teve seu melhor desempenho. O fato reforça a polêmica sobre o feriadão decretado pelo governador Sérgio Cabral, que antecipou de terça-feira para esta segunda o Dia do Servidor Público.

Leia mais em Feriado pode ter influenciado resultado da eleição no Rio)

BRN: De 0 a 10, que nota dá à administração do prefeito Eduardo Paes?

FG: Não dou notas, mas aprecio a decisão de recuperar o porto do Rio, um dos projetos centrais de minha campanha.

BRN: O que o governador Sérgio Cabral está fazendo que o senhor não faria?

FG: Proponho plano de segurança para todo o estado, saúde não apenas para emergência, e romper com a cumplicidade com empresas transporte.

BRN: Em um eventual segundo turno contra Cabral o senhor pediria o apoio de Garotinho?

FG: Meu grande esforço é ir para o segundo turno. Quando estiver lá, tomarei as decisões do momento.

BRN: O que acha da política de segurança pública de Cabral? E mais especificamente das UPPs?

FG: Defendi esta politica em 2008. Sou beneficiado por ela, mas pergunto sempre: e os outros? É preciso pensar Rio como estado.

BRN: Qual será o papel do RJ na discussão da partilha de royalties caso o senhor se eleja?

FG: O Rio tem de lutar pelos royalties. Veja o desastre agora em Lousiana. São riscos ambientais e encargos sociais com o petróleo.

BRN: Últimas perguntas. Qual é exatamente sua posição sobre o comércio de drogas consideradas ilícitas?

FG: Minha proposta é reformar a polícia. Sem boa polícia não há politica de repressão ou discriminação. É uma ponte entre extremos.

BRN: O que pensa da concessão do titulo de propriedade definitivo aos atuais moradores de favelas?

FG: Sou favorável, desde que em áreas seguras. Com o título, as pessoas têm emprestimos, há dinamismo econômico.

BRN: Última pergunta: O que fará para impedir a edificação em áreas de risco? E a ocupação ilegal de terra pública?

FG: De um modo geral é tarefa de prefeito. Poderei ajudar [fazendo] convênio com Google, monitorando on line.

TSE retirou do ar comentário de Arnaldo Jabor veiculado na CBN

O Tribunal Superior Eleitoral, TSE, atendendo pedido do presidente Lula, mandou a rádio CBN retirar de seu site comentário gravado por Arnaldo Jabour. Leia o que a jornalista Dora Kramer escreveu a respeito do assunto em sua coluna dominical no jornal "O Estado de São Paulo".

'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa.

Leia agora o comentário de Arnaldo Jabour feito na rádio CBN e retirado do ar por ordem do TSE, a pedido do presidente Lula:

"A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE.
(ARNALDO JABOR)

O que foi que nos aconteceu?

No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicáveis' demais.

Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.

Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.

A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!!!!!!!

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!!!!!!!!

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!!!!

Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!

Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz !!!!!

Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas.

A verdade se encolhe, humilhada, num canto.

E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!!

E a população ignorante engole tudo.. Como é possível isso?

Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.

Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua.

O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.

Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...
Está havendo uma desmoralização do pensamento.

Deprimo-me:

Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'

A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.

A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!!!!!

Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.

Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.

E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.

Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?'

Sempre que a verdade eclode, reagem.

Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando....

Mas agora é diferente.

As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.

Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.

Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.

Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.

Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!"

sábado, 1 de maio de 2010

Deu na coluna do Augusto Nunes, da Veja Online

Em homenagem ao 1° aniversário da coluna, os médicos e enfermeiros do Sanatório Geral decidiram republicar, em ordem cronológica, uma coletânea de palavrórios internados neste ano.

“A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido. Acho que de tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo. O africano em si tem uma maldição. Todo o lugar que tem africano tá foda”.

Gerge Samuel Antoine, cônsul do Haiti em São Paulo, antes do começo da entrevista ao SBT, sem saber que o que dizia estava sendo gravado.


“Eu estava no Guarujá, caiu uma chuva na quinta-feira que eu pensei que ia encher o mar. Eu falei: tudo bem, quando o rio transborda, a água vai para o mar. Primeiro, passa na casa das pessoas que moram na periferia, depois ela vai para o mar. Eu falei: se o mar encher, vai para onde?”

Lula, revelando, como atesta a profunda reflexão reproduzida pelo Blog do Noblat, o que se passa na cabeça de quem vai à praia com um isopor daquele tamanho.


“Tudo isso só aconteceu porque o Zelaya esteve na nossa embaixada”.

Celso Amorim, chanceler de bolso de Hugo Chávez, revelando que, se o Brasil não tivesse instalado Manuel Zelaya na Pensão do Lula, o governo hondurenho não precisaria tirar Manuel Zelaya da Pensão do Lula.


“O PAC 1 não tinha capacidade estrutural, essa coisa estruturante que tem o PAC 2 por não termos dinheiro”.

Dilma Rousseff, numa reunião com prefeitos do Paraná, ao explicar a diferença entre o PAC 1 e o PAC 2 a 170 convidados que continuam reunidos até agora tentando descobrir o que é que ela quis dizer.


“Todos os partidos têm desvios éticos porque são formados por seres humanos”.

José Eduardo Dutra, explicando que as bandalheiras do PT só deixarão de acontecer quando o partido, em vez de um ajuntamento de seres humanos, transformar-se, por exemplo, numa floresta.


“Sou vítima de uma campanha difamatória que atinge níveis jamais vistos na vida pública brasileira”.

José Roberto Arruda, em carta divulgada quando estava a caminho da cadeia, suspeito de roubo de fraldas quando ainda estagiava no berçário, ladrão irrecuperável, disposto a atingir níveis de cinismo jamais vistos na vida pública brasileira.


“Uma pessoa chique ganhando cachaça é algo chique. Um metalúrgico ganhando cachaça é cachaceiro”.

Lula, em Goiás, explicando que um cachaceiro é identificado pela primeira anotação na carteira de trabalho, não pela quantidade de garrafas que derruba.


“Há problemas de direitos humanos no mundo inteiro”.

Marco Aurélio Garcia, sobre a morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, informando que quem vê o mundo com as lentes da canalhice não há diferenças entre Cuba e Dinamarca, Irã e Holanda, Venezuela e Suécia, Brasil e Suiça.


“Que horas vamos votar isso? Estou de saco cheio de ficar aqui”.

Ideli Salvatti, musa da bancada companheira no Senado, ansiosa por aprovar a desconvocação de Dilma Rousseff pela Comissão de Constituição e Justiça, mostrando que também merece o título de Miss Elegância.


“Eu digo sempre o seguinte: eu acordo todo dia pedindo a Deus que cada dia mais apareça chinês comendo, indiano comendo, africano comendo, latino-americano comendo, porque quanto mais o povo comê, mais o Brasil vai ter que produzir, porque não tem nenhum país no mundo que tenha a quantidade de terras agricultáveis que tem o Brasil, nem tão pouca quantidade de sol e chuva na combinação perfeita para formar a fotossíntese que a agricultura mundial precisa”.

Lula, em entrevista a TV Tem, de São Paulo, depois de um almoço da pesada.


“Não fico arrependido, mas, quando a gente põe a cabeça no lugar, percebe que não é uma coisa legal”.

Vágner Love, atacante do Flamengo, explicando que só é escoltado por traficantes armados de fuzis na favela da Rocinha, na zona sul do Rio, quando está com a cabeça fora do lugar.


“Acredito que com os presos cubanos a situação seja diferente porque o acesso que eles têm à mídia é muito grande”.

Dilma Rousseff, ao comparar os presos políticos cubanos aos brasileiros punidos pela ditadura militar, explicando que quem está na cadeia e no noticiário dos jornais é muito mais feliz do que quem está só na cadeia.


“Mesmo quando é para um artefato nuclear, é também para fins pacíficos porque é para dissuasão”.

José Alencar, ao justificar o projeto atômico do companheiro iraniano Mahmoud Ahmadinejad, ensinando que a corrida nuclear ocorrida durante a Guerra Fria foi, no fundo, uma bonita demonstração de amor à paz protagonizada em parceria pelos Estados Unidos e pela União Soviética.


“Nós, brasileiros, acostumados com nosso calor suarento, sempre louvamos termos sido preservados por Deus dos violentos fenômenos da natureza: vulcões, furacões, terremotos ─ mas não nos livramos das secas nem das enchentes. E a miscigenação nos deu a mulata!”

José Sarney, ao discorrer na Folha desta sexta sobre as cinzas do vulcão Eyjafjallajokull, explicando que um par de mulatas vale meia dúzia de enchentes no Rio e uma centena de secas no Nordeste.


“É com satisfação que nos reunimos aqui na quadra da Mangueira”.

Luiz Sérgio, presidente do PT do Rio, ao saudar a comitiva de Dilma Rousseff na quadra da Portela.

Deu no blog de Ed Wilson: Flávio Dino irreversível

Este texto foi postado pelo jornalista Ed Wilson, filiado ao PT do Maranhão:

"O deputado federal Flavio Dino (PC do B) vai manter a pré-candidatura ao governo do Maranhão em qualquer circunstância.

Tendo ou não o apoio do PT, Dino distupará a eleição. A coligação oficial com os petistas, assegurado o resultado do encontro estadual, dá a Flavio o poderoso tempo na propaganda eleitoral.

Somando os tempos do PT, PC do B e PSB, a campanha pode chegar a 7 minutos na televisão. Sem o PT, a propaganda fica muito reduzida. Mesmo assim, Flavio será candidato.

O petismo está dividido. A maioria decidiu apoiar o PC do B, em votação no encontro estadual. Os derrotados abrigaram-se no governo Roseana Sarney (PMDB) e interpuseram recursos à direção nacional do PT para modificar a decisão.

Será um desgaste imenso mudar o resultado do encontro. Se o PT nacional assim fizer, vai gerar uma pauta negativa para a campanha da presidenciável Dilma Roussef.

Traduzindo: o PT nacional interveio no Maranhão para atender aos interesses do senador José Sarney (PMDB-AP).

Todos sabem que, sem Flavio Dino na disputa, a vitória de Roseana será um passeio. Com Dino em jogo o páreo é duro e Roseana tende a ser derrotada no segundo turno.

Sarney tentou eliminar Flavio na diplomacia, em Brasília. Não deu. Agora quer tirar o PT da coligação com o PC do B no Maranhão, reduzindo o tempo da propaganda eleitoral.

Está difícil. E, mesmo sem o PT, Dino é candidato pra valer."

Piada eleitoral sem graça: o preço pago por uma jornalista

Escrito por Flávia Regina Bezerra de Melo
sexta-feira, 30 de abril de 2010

A história registra que, na França do século XVIII, quando o Duque de Orleans vendeu metade dos cavalos das estrebarias reais, o jovem François Marie Arouet, o Voltaire, comentou que teria sido mais sensato desfazer-se de metade dos asnos que enchiam a corte real.

Depois de dois anos, exercendo o cargo de Secretária de Comunicação do Governo do Maranhão, não me tornei fazendeira, nem dona de cavalos de raças: preferi combater a asnice, submetendo-me a uma seleção para pós-graduação na USP, Universidade de São Paulo. Sou jornalista profissional, nunca exerci outra atividade em minha vida. Assim como Voltaire, após o comentário sobre o Duque de Orleans, passei a ser culpada por tudo de ruim que acontecia no reino.

De Bezerra no sobrenome, passei a Boi de Piranha, embora, paradoxalmente, tenham me atribuído adjetivos mais próximos de uma feroz predadora que atacava os pobres indefesos veículos de comunicação do Estado, obrigando-os a criticar a família Sarney. Fui chamada de mensaleira, acusada de responsável pela desconstrução da imagem da então senadora Roseana Sarney, quase um gênio do mal, uma espécie de Joseph Goebbels do Governo José Reinaldo Tavares. Houve um jornalista que chegou a pedir minha prisão, com base em pedaços de papel sem nenhuma legitimidade - o mesmo, por sinal, que mandava recados me intimidando a enviar contratos publicitários para seu jornal.

Fui vítima de uma farsa montada, com documentos adulterados, não oficiais, misturados a fotos com exposição pública de minha vida pessoal, inclusive de uma de minhas sobrinhas, à época com apenas 3 anos de idade, exibida nas páginas de um jornaleco chamado Veja Agora, em uma escandalosa infração do Estatuto da Criança e do Adolescente. O tal CD, contendo supostos arquivos com textos atribuídos a mim, não por acaso chegou a constar no rol de denúncias apresentadas ao STF para a cassação do ex-governador Jackson Lago.

Virei assunto nacional, sendo criticada até pelo portal Comunique-se. Somente em 2008, a mais respeitada revista semanal brasileira, a Carta Capital, no artigo, Oligarquia resiste, publicado em 20/12/2008, reconhece, por intermédio do jornalista Mauricio Dias: “Há um argumento na acusação que é pura fantasia: o uso indevido dos meios de comunicação para favorecer Lago. Só que 95% da imprensa maranhense está sob controle do Sistema Mirante, pertencente ao clã Sarney. O argumento, por absurdo, nem foi encampado pela Justiça.”

Agora, o assunto da vez são os gastos com verbas publicitárias, tanto do Governo Roseana Sarney (44 milhões em um ano), quanto do Governo Jackson Lago (cerca de 21 milhões em 43 dias). Nenhuma citação aos recursos do período em que respondi pela Comunicação do Governo José Reinaldo, pelo simples fato de que os processos de pagamento, dos quais fui a ordenadora de despesa, referem-se a verbas inferiores aos citados governos - recursos que foram democratizados e pagos a dezenas de pequenas emissoras de rádio e TV do interior do Estado, sem que a maior parte deles fosse drenados a apenas um Sistema de Comunicação. Recentemente, e de forma sorrateira, ventríloquos de certos políticos ainda estiveram debruçados sobre os processos de pagamento, dos quais foi a ordenadora de despesa.

Informo aos interessados que, em dois anos recebemos prêmios, como a medalha da campanha Eu & Você na Luta contra a Aids, na categoria Produtos e Serviços do Prêmio Colunistas Norte e Nordeste 2005 e outra na categoria Mídia Exterior, com um outdoor feito com máscaras de fofão. Recebemos ainda um reconhecimento do TCU, Tribunal de Contas da União, que considerou a comunicação como fundamental para que o Maranhão saísse da situação de alto risco em febre aftosa.

Produzimos o primeiro programa de rádio popular do Governo do Maranhão, o Marrapá, que incomodava os mais oficiosos, tornado-se um case de sucesso entre as classe B e C. Trabalhamos muito e convertemos a verba pública destinada à comunicação em informações de interesse da população. Indubitavelmente, sem informação não há cidadania. O Maranhão há de chegar à época em que Comunicação Pública signifique, exclusivamente, ressonância popular e via de acesso aos serviços de Saúde, Educação, Emprego e Renda, em suma, desenvolvimento.

Continuo sobrevivendo da minha profissão, escrevendo matérias, produzindo releases, gerenciando processos de comunicação, com a cabeça erguida e a dignidade que aprendi com os professores Elenice e Alexandre Botão, pais e mestres em minha existência.