sábado, 24 de julho de 2010

Jackson faz grande carreata em Pedreiras e no Médio Mearin

O candidato Jackson Lago (PDT), foi recebido com grande entusiasmo na região do Médio Mearim. Por onde passou recebeu apoio da população e de lideranças políticas. A visita a cinco municípios da região teve início ontem pela manhã na cidade de Pedreiras, terra onde Jackson nasceu no bairro dos Engenhos.

A programação se estendeu por quatro outros municípios: Trizidela do Vale, Bernardo do Mearim, Igarapé do Meio e Lima Campos.

Ficou clara a diferença entre o governo de Jackson Lago e o do grupo Sarney que há anos manda no Maranhão e durante seis anos mandou no Brasil”, desabafou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Joselândia, João Firmino da Silva, o João Mundoca.

Mundoca participou do grupo de pessoas que recepcionou o candidato em São Raimundo, no povoado Pacas, exatamente onde foi interrompida a construção da estrada ligando Pedreiras a Joselândia.

Jackson chegou a São Raimundo acompanhado pelos candidatos ao Senado, Edison Vidigal e Roberto Rocha, ambos do PSDB; da deputada estadual Graça Paz (PDT), do deputado federal Carlos Brandão (PSDB) e do candidato a deputado federal Simplício Araújo (PPS), além de dezenas de lideranças políticas regionais como Paulo Maratá, Marcílio Lira, Tavinho, Kariadne, entre outros.

Jackson Lago falou sobre a interrupção das obras de pavimentação da estrada de Pedreiras a Joselândia. Iniciada na sua gestão e suspensa desde que foi afastado do governo, a rodovia estadual com 56 KM de extensão foi anunciada como parte do plano rodoviário do atual governo.

Prometida para ser entregue em novembro do ano passado, somente esta semana máquinas iniciaram os trabalhos de raspagem no local.

“As coisas começavam a se organizar no Estado quando veio o golpe que desrespeitou a vontade da população. Estávamos reorganizando economicamente o Estado a partir da sua divisão em 32 regiões de desenvolvimento”
, assinalou Jackson ao grupo presente em São Raimundo, sob a sombra de uma amendoeira empoeirada, à margem da estrada de barro.

Entre as prioridades para o Médio Mearim do governo Jackson estava e ainda permanece como plano de governo a construção de um Hospital Socorrão em Pedreiras para atender a população da região. Fazia parte dos cinco Socorrões que seriam instalados em pontos estratégicos para atender todo o Estado.

Na gestão do pedetista foram repassados ao município de Pedreiras mais de R$ 15 milhões para serem aplicados exclusivamente na área da saúde, entre os anos de 2007 e 2008.

Minha Casa

No Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Trizidela do Vale, Jackson ratificou seu comprometimento na valorização da agricultura familiar. O presidente do sindicato, João Ferreira, observou que a representação dos trabalhadores teve espaço no governo do pedetista a partir da indicação do secretário de Agricultura: o líder sindical e deputado estadual Domingos Paz (PSB).

Com mais de 4 mil filiados, o sindicato foi o principal apoio aos moradores do município que tiveram suas casas destruídas pelas enchentes em 2009. Cerca de mil casas dos bairros Baixada, Jerusalém e Centro desabaram com a enchente do Mearim. Até hoje eles aguardam a ajuda prometida do governo federal.

Em Pedreiras, Jackson iniciou a segunda etapa do seu itinerário de campanha eleitoral. Moradores como Maria da Conceição Costa, do bairro Aeroporto, alimentam esperança de participar do programa Minha Casa, Minha Vida. “Eles estão construindo umas casas que prometem entregar até outubro. Mas a prefeitura inscreveu somente aqueles que ela mesma escolheu”, reclama Conceição Costa.

Há dois meses sem luz em casa, a lavradora disse que outros moradores de Trizidela do Vale reclamam da CEMAR. “Eles dizem que meu consumo é alto. Só tenho uma geladeira e uma televisão. Nem aparelho de som eu tenho”, relata. Segundo ela a média da conta tem sido em torno de R$ 60,00. “Esses programas de ajuda aos pobres só existem na televisão. Lá em casa nem água tem. Estão prometendo agora, no tempo das eleições”, conclui.

Carreata recorde

A visita ao Médio Mearim culminou com a maior carreata já realizada até o momento na região. Mais de cem veículos, entre motos e carros, iniciaram a passeata em Igarapé Grande no meio da tarde de sexta-feira, num percurso de cerca de 30 quilômetros. O ex-prefeito do município, Breado, e várias lideranças igarapegrandenses recepcionaram na entrada da cidade o candidato Jackson Lago e comitiva. Em frente ao mercado público municipal, Jackson discursou para o público formado na maioria por jovens.


“Eles cassaram meu mandato porque não aceitaram um governo que tivesse participação popular. Mas, se vocês desejarem retornarei ao comando do Estado para promovermos as transformações que iniciamos no curto período que estivemos no governo”
, destacou Jackson.



Acima o carro que liderou a carreata com a deputada Graça Paz, o candidato a deputado federal Simplício Araújo, Jackson Lago, Edson Vidigal e Roberto Rocha. Abaixo centenas de motos participaram da carreata de Jackson.




A carreata passou por dois outros municípios antes de chegar a Pedreiras. Em Bernardo do Mearim ganhou a adesão do ex-candidato a prefeito Wanderson Castro, e dos vereadores Nilza, Isaac Pereira, Flávio, além de várias lideranças comunitárias. Na medida em que trafegava pelas estradas e cidades do Médio Mearim a carreata de Jackson foi crescendo e quando chegou a Pedreiras já eram mais de 500 carros e motocicletas, além de centenas de bicicletas.



No retorno a Pedreiras outros candidatos se integraram à comitiva. No clube W10, no centro da cidade, Jackson Lago participou do lançamento da candidatura de Simplício Araújo (foto acima), empresário pedreirense defensor da renovação política no Estado.

O último compromisso do candidato foi em Lima Campos. Já ontem à noite Jackson foi recebido por um grande número de jovens que o aguardavam no Clube Forró do Dó. Superando desavenças e ranços políticos, o candidato ao governo pela coligação “O Povo é Maior”, ressaltou a parceria com as prefeituras que pretendeu estabelecer em seu governo. O deputado federal Julião Amim (PDT) esteve na reunião que teve grande participação popular.




Jackson encerrou a programação de ontem participando de uma reunião à noite em Lima Campos


“Não enxerguei cores partidárias naqueles que me buscaram para contribuir, para ajudar a retirar a população do atraso a que estão condenadas há quase meio século. Essa é minha proposta de governo, uma proposta de Estado democrático e de direito dos todos os cidadãos”, resumiu Jackson Lago.

Gallup e Datafolha publicam números díspares para as eleições presidenciais

Os institutos Gallup e Datafolha publicaram duas pesquisas de intenção de votos para presidente do Brasil num intervalo não superior a 48 horas.

Os resultados foram muito diferentes: enquanto no Gallup a candidata do PT abriu uma vantagem de oito pontos percenruais (41% a 33%)sobre o tucano, a pesquisa Datafolha indica empate técnico (37% a 36%) com Dilma na frente com 1% de vantagem sobre Serra.

O blog publica a seguir duas análises distintas sobre as pesquisas. Uma foi escrita hoje pelo jornalista Ricardo Kotscho em seu blog "Balaio do Kotscho". Ele tem mais de 46 anos de jornalismo, passou por todos grandes jornais, revistas e redes de tv brasileiras e durante algum tempo (2003/2004) foi assessor de imprensa do presidente Lula.

O segundo texto é do professor de História Marco Antônio Villa, da Universidade Federal de São Carlos (UFSC/SP) e foi publicado hoje em seu blog.

Leia agora a matéria de Ricardo Kotscho:

"Datafolha X Vox: que se passa?

É normal que dois institutos de pesquisa apresentem resultados diferentes, mesmo que os levantamentos tenham sido feitos na mesma semana. Estranho é quando apresentam resultados absolutamente iguais, tanto no primeiro como no segundo turno, como aconteceu recentemente com os empates apontados por Datafolha e Ibope.

Mas os mais recentes levantamentos divulgados na sexta-feira pelo Vox Populi (pesquisa encomendada por TV Bandeirantes e iG), e neste sábado pelo Datafolha, nos mostram números tão díspares que a gente começa a se perguntar o que estará acontecendo com os institutos na campanha presidencial deste ano. Tem alguma coisa errada.

Fora de qualquer margem de erro nas duas pesquisas, a diferença somada chega a 9 pontos, como podemos observar nos números apresentados:

Vox Populi: Dilma 41 X Serra 33 (margem de errro de 1,8 ponto)

Datafolha: Serra 37 X Dilma 36 (margem de erro de 2 pontos)

Ou seja: no Vox Populi, a diferença é de 8 pontos a favor de Dilma; no Datafolha, Serra aparece um ponto à frente, o chamado empate técnico. Pelos números do Vox, Dilma estaria a um passo de levar a eleição no primeiro turno.



Que se passa? (foto de Ricardo Koscho à esquerda) O principal motivo sempre apontado quando aparecem números tão conflitantes é a diferença na metodologia utilizada pelos dois institutos. Acontece que, tanto Vox Populi como Datafolha, não mudaram suas metodologias, são as mesmas de sempre.

Enquanto o Datafolha faz seus levantamentos em lugares públicos de grande movimento, entrevistando aleatoriamente os transeuntes, o Vox vai às casas das pessoas, tanto nas áreas urbanas como nas rurais.

Pode residir aí o diferencial: ninguém vai mandar um pesquisador para o meio do mato onde não há circulação de pessoas. Nos pequenos municípios, que eu conheço bem, só há maior movimento nas áreas urbanas nos finais de semana, em dias de feira _ e os dois levantamentos foram feitos em dias úteis.

Mesmo assim, desta vez ficou muito grande o abismo que separa os dois institutos. Descarto a conclusão simplista feita por muitas pessoas de que um é pró-Serra e o outro pró-Dilma, até porque o faturamento destas empresas e a sua sobrevivência dependem basicamente da sua credibilidade.

Minha mulher, a pesquisadora Mara Kotscho, foi uma das fundadoras do Datafolha e eu fui testemunha da seriedade dos profissionais deste instituto nos muitos anos em que trabalhei no jornal. De outro lado, tenho o maior respeito por Marcos Coimbra, o responsável pelo Vox Populi. Daí a minha estranheza com estes últimos resultados.

Fora estes levantamentos que vêm a público, as campanhas dos principais candidatos dispõem de pesquisas constantes, o chamado “trakking”, com um acompanhamento quase diário das oscilações dos números. Os candidatos e seus marqueteiros sempre sabem antes do que nós o que está mudando nos gráficos de intenções de voto. Por isso, eles mudam suas estratégias de acordo com o humor dos eleitores.

Foi o que aconteceu nos últimos dias, quando o candidato da oposição demo-tucana abandonou sua versão ”Serrinha Paz e Amor”, enaltecendo Lula quando vai ao Nordeste, onde ele é mais fraco, e batendo de leve no governo e na sua candidata quando vai ao Sul, seu principal reduto eleitoral.

A partir da desastrada entrevista do vice Indio da Costa no último final de semana, em que associou o governo e o PT às Farc e ao narcotráfico, Serra se viu na obrigação de defendê-lo e também partir para o ataque, saindo dos cuidados recomendados por seus marqueteiros para não bater de frente com a popularidade do presidente Lula.

Neste ponto, pelo menos, o Vox Populi e o Datafolha estão de acordo. Lula mantém 78% de aprovação no Vox, com apenas 3% de ruim e péssimo, e 77% no Datafolha, que dá 4% de ruim e péssimo. Na pesquisa espontânea do Datafolha, Lula ainda aparece com 4% das intenções de voto, “candidato do Lula” com 3 e “candidato do PT com 1 _ números que tendem a ser incorporados aos 21% de Dilma (contra 16% de Serra).

Também com seus números nas mãos, Dilma Roussef fez o caminho inverso: baixou a bola, viajou menos e colocou a campanha em banho maria, preparando-se para os próximos embates na televisão. Para ela, ao que parece, quanto menos marola, a esta altura da disputa, melhor.

Nos dois institutos, Dilma aparece na frente tanto na pesquisa espontânea como na projeção para o segundo turno, e com a menor rejeição (Serra tem 26% e, Dilma, 19%) _ três importantes fatores que pesam na balança a seu favor. Marina Silva, a terceira via, continua praticamente no mesmo lugar, desde que lançou a sua candidatura no ano passado: tem 8% no Vox e 10% no Datafolha. Os nanicos não passam de 2%.

Agora, só nos resta esperar pelo próximo Ibope para, quem sabe, desempatar esta guerra de números, a apenas nove semanas das eleições. Na opinião dos caros leitores, quem está certo: o Vox Populi ou o Datafolha?"

Leia agora o comentário de Marco Antônio Villa publicado hoje em seu blog:

"Pesquisa de Hoje

O Datafolha divulgou mais uma pesquisa. Serra ganha no primeiro turno mas perde no segundo. Todos os resultados por uma margem exígua. Isto reforça a tese de que teremos a eleição presidencial mais disputada da nossa história (e a mais violenta). Serra vence em SP e MG (em SP por 14 pontos - 44 a 30; em Minas por 3 pontos - 38 a 35). Perde no Rio por 6 pontos (31 a 37). No Rio Grande, parecido com São Paulo, vence por 12 pontos (46 a 34). Na Bahia perde por 11 pontos (43 a 32). O resultado em Pernambuco é muito ruim: perde de 46 a 27.




O candidato de Aécio vai muito mal em Minas: perde para Hélio Costa de 44 a 18 (diversamente de Alckim que ganha fácil de Mercadante: 47 a 16). (foto de Marco Antônio Villa à esquerda) O sinal está amarelo para Aécio. Vai precisar arregaçar as mangas para levar, primeiro, o seu candidato ao segundo turno. Ou seja, até o momento fracassou a política que desenvolveu durante 7 anos de aproximação com Lula.

O presidente chegou até a insinuar que Aécio poderia ser o seu candidato. Ainda está em tempo de Aécio não fazer o papel de Ciro Gomes, que tomou o maior passa-moleque da história republicana brasileira. Seria muito ruim para Aécio ser o Ciro Gomes do dia seguinte.

Jackson recebe consagração popular em carreata em Pedreiras.

Leiam postagem do blog do Elcinho, de Pedreiras, sobre a visita de Jackson Lago a sua cidade natal ontem.

Acompanhem o texto do blog do Elcinho:

"FOI UMA GRANDE FESTA POPULAR A VISITA DE JACKSON LAGO A SUA TERRA NATAL. O QUE SE VIA POR TODO O PERCURSO DA CARREATA ERAM PESSOAS APLAUDINDO E ACENANDO CALOROSAMENTE O CANDIDATO DO PDT. ALIADOS DE JACKSON QUE VIERAM DE SÃO LUIS E DE OUTRAS CIDADES, FICARAM IMPRESSIONADOS COM A MANIFESTAÇÃO DO POVO.



A carreata de Jackson ontem começou em Igarapé Grande e terminou em Pedreiras com mais de 500 automóveis, motos e bicicletas

"O QUE FIZERAM COM O VELHINHO FOI UMA TREMENDA COVARDIA, ESTOU ESPERANDO ESSA CAMPANHA A MESES E VOU LAVAR A ALMA", DISSE UM ENTUSIASMADO TRIZIDELENSE CHAMADO ODAIAS.

ALÉM DE PEDREIRAS E TRIZIDELA DO VALE, O PEDETISTA TAMBÉM ESTEVE NOS MUNICÍPIOS DE BERNARDO DO MEARIM E IGARAPÉ GRANDE E EM AMBAS CIDADES JACKSON FOI RECEBIDO COM MUITA EUFORIA."

A eleição para governador do Maranhão irá para o segundo turno

O jornalista Luís Cardoso publicou ontem em seu blog uma matéria de opinião sobre a atual conjuntura eleitoral do Maranhão.

Intitulada de “Roseana pode vencer no 1.° turno”, a matéria citou vários aspectos positivos da campanha de Roseana e negativos das campanhas de Jackson Lago e de Flávio Dino.

Ninguém pode discordar da importância de Roseana estar ocupando o governo estadual e ter uma estrutura administrativa de porte, como é a máquina do estado, apoiando sua candidatura.

O exemplo de 2006 foi pedagógico. A presença de Zé Reinaldo nos Leões até o final do mandato foi determinante para que o candidato que ele apoiava, Edson Vidigal, do PSB, obtivesse quase 15% dos votos no 1.° turno. A votação de Vidigal (14,26%) e de Aderson Lago (3,95%), pelo PSDB, somados aos 34, 36% de Jackson garantiram a realização do 2.°turno.

Roseana teve 47,215% dos votos no primeiro turno e 48, 18% no segundo turno, perdendo para Jackson que obteve 51,82%.

Passados quatro anos podemos analisar dois períodos bem distintos.

Tivemos Jackson no poder por dois anos e três meses realizando muitas obras importantes, equilibrando de vez as finanças estaduais e descentralizando recursos através do fortalecimento de prefeitos e municípios.

Depois já se passaram 15 meses do velho “novo governo” de Roseana com centralização administrativa exarcebada, desequilíbrio financeiro com a tomada de quase R$ 1 bilhão de empréstimos, do confisco de recursos de convênios nas contas correntes de municípios e desmonte do sistema de saúde pública do estado.

Soma-se a isso o desgaste do nome Roseana e, sobretudo, do sobrenome Sarney devido à exposição negativa na mídia nacional (crise no Senado, processo contra Fernando Sarney e superpoderes dados a Ricardo Murad).

Concordo com Cardoso quando ele afirma que as duas candidaturas de oposição carecem de recursos financeiros para tocarem suas campanhas.

No caso de Jackson sua candidatura sub judice dificulta em muito a arrecadação de recursos financeiro de possíveis doadores.

No caso de Flávio o fato do PT não estar oficialmente apoiando sua candidatura dificulta a captação de recursos financeiros e o fato de Flávio Dino ainda ser desconhecido da maioria dos eleitores maranhenses também dificulta sua campanha.

O grupo Sarney tem interesse de que o julgamento do pedido de impugnação de Jackson seja o mais demorado possível para afastar possíveis doadores e dificultar o deslanchamento da campanha eleitoral do PDT.

Só que com o pedido de impugnação da candidatura de Roseana apresentado pelo ex-chefe da Casa Civil de Jackson, Aderson Lago, que incorporou uma parecer da procuradora regional eleitoral Carolina da Hora que afirma que a conduta de Roseana em seu governo tipifica propaganda antecipada, a situação da Jackson pode mudar.

Ou a Justiça Eleitoral no Maranhão e em Brasília julga com rigor os processos de Jackson e de Roseana ou julga os dois casos de forma mais branda. Dois pesos e duas medidas no julgamento dos dois casos seriam inadmissíveis e a mídia nacional faria um verdadeiro carnaval na cobertura dos dois casos.

Essa história de Roseana ter o apoio de mais de mil vereadores e 179 dos 217 prefeitos é muito relativa. Já soube de muitos prefeitos que ficarão de braços cruzados.

Muitos são agradecidos a Jackson pelo apoio que receberam em 2008 para ganhar as eleições municipais, derrotando candidatos da base aliada de Roseana e fingem estar apoiando Roseana agora, mas estão doidos para retribuírem o apoio recebido em 2008, dando votos agora para Jackson.

Isto tudo sem contar o imenso desgaste popular de muitos prefeitos que dizem apoiar Roseana, mas seria até melhor para ela se pedissem votos para Jackson ou Flávio.

O jornal O Estado do Maranhão deste domingo poderá vir com a pesquisa Escutec onde Roseana apareça com índices de 53% a 58%, mas na realidade Jackson não tem menos de 27% e Flávio Dino se aproxima rapidamente dos 20%.

Em 1990 Conceição Andrade, do PSB, com o apoio do então prefeito da capital, Jackson Lago, do PDT, e coligada com o PT, era uma candidata quase totalmente desconhecida do povo maranhense e obteve 17,2% dos votos no primeiro turno.

Em 1994 Roseana obteve 42,9% dos votos no 1.° turno, contra 28,4% de Cafeteira e 18,4% de Jackson.

Em 2002, Zé Reinaldo, do PFL, ganhou a eleição no 1.° turno com 51,06% dos votos, contra 42,25% de Jackson, 6,025 de Raimundo Monteiro, do PT e 0,4% do PSTU.

Levando em conta o resultado eleitoral do 1.° turno de 2006, acho muito difícil que Roseana vença a eleição agora no 1.° turno. Boa parte do eleitorado maranhense está cansada da continuidade sarneysista no poder e muitos consideram que Jackson foi injustiçado pelos quatro ministros do TSE que cassaram seu mandato em abril de 2009.

Soma-se a estes dois sentimentos populares, o fato de Flávio Dino estar fazendo uma campanha de mudança do Maranhão com uma forte mensagem de renovação para todo o Maranhão.

Essa mensagem tem grande apelo popular e atinge mais a candidatura de Roseana do que a de Jackson, pelo fato do sarneysismo estar no poder desde 1966 no Maranhão, com um breve intervalo de Maio de 2004, quando Zé Reinaldo e Alexandra Tavares romperam com o grupo do senador amapaense, até Abril de 2009 quando Jackson foi cassado.

A programação de Jackson e de Dino na semana passada no interior do Estado foi consagradora para os dois. Jackson visitou 18 municípios em cinco dias e foi muito bem recebido tanto na região tocantina, sobretudo em Imperatriz (2.° maior colégio eleitoral do Estado), como no Sul do Maranhão, na região de Balsas.

Flávio e Zé Reinaldo participaram de uma das maiores carreatas da história política do Maranhão. Foi em Caxias e juntou dois mil carros e quatrocentas motos e centenas e centenas de bicicletas. Zé Reinaldo esteve em Timon com Flávio Dino e recebeu a apoio do grupo político do ex-prefeito Chico Leitoa na cidade. Chico está fortalecendo a unidade oposicionista no Maranhão ao apoiar a dobradinha Jackson e Zé Reinaldo.

Muita água vai correr embaixo da ponte até Outubro deste ano, mas algo me diz que esta eleição também vai para o segundo turno como aconteceu em 1990, 1994 e 2006.

Quem viver verá!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Zé Reinaldo responsabiliza Roseana pelos péssimos resultado do Maranhão no ENEM 2009

O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) responsabilizou a governadora e candidata Roseana Sarney (PMDB) pelo resultado "desastroso" das escolas do Maranhão nas provas do Enem (Exame nacional do Ensino Médio), durante reunião com lideranças na cidade de Nina Rodrigues na noite de ontem. .





Zé Reinado fala durante encontro com lideranças políticas e comunitárias em Nina Rodrigues


Entre as 20 piores escolas do Brasil, cinco são do estado. E Roseana ainda disse que a culpa era de governos anteriores. Ela, certamente, está se referindo ao dela. Quando assumi em Abril de 2002, não tinha ensino médio em 159 municípios e coloquei em todos”
, afirmou.

Flávio Dino (PCdoB) também refletiu sobre essa situação. Ele criticou a irregularidade do calendário escolar, quando os estudantes desconhecem quando inicia e quando terminam as aulas. ”É uma série de problemas gerenciais. O ensino tem que seguir um calendário e as crianças e jovens saibam que será cumprido. Temos que suprir essa carência de professores e valorizar os profissionais da educação”, assumiu o compromisso.

Dino citou ainda a implantação, no governo Zé Reinaldo, de unidades educacionais de ensino médio em todos os municípios maranhenses. “Com apenas 59 municípios com ensino médio era um cenário que refletia uma condenação antecipada. Por isso que a média de estudo do maranhense é de apenas cinco anos”, refletiu.

Em Vargem Grande o repórter José de Fátima disse que a Escola Raulina de Sousa Silva está fechada desde o dia 2 de março para reforma. O prazo de conclusão da reforma era 24 de abril e, ainda em julho, não possui previsão de entrega.

Estavam presentes na reunião os vereadores Erlan e Iratan Diamantina, o presidente do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras rurais do município, Riba Espíndola, além do presidente municipal do PCdoB, Silvan Costa. Na platéia, também Samuel Vitermos,Pindaré, presidente municipal do PHS, Ramon Correia (PPS), Beta Coutinho (PSB), Aguinaldo Nunes (PDT), o delegado Jeferson Portela, bem como Antônio Teixeira, secretário municipal de agricultura, Moisés Martins, representante da Pastoral da Juventude, Milton Teles, coordenador de esporte de Nina Rodrigues, Chico da Cohab, representante do PT de Chapadinha.

O Maranhão caiu cinco posições entre os anos de 2008 e 2009 no ranking nacional de médias do ENEM, segundo levantamento divulgado esta semana pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Conforme os dados disponibilizados, em 2008, o estado ficou na 21ª posição, obtendo uma média de 46,80 pontos, entre questões objetivas e a redação. No ano passado, quando adotou-se um novo formato no exame, o Maranhão obteve média de 496,26, também entre questões objetivas e a redação. O cenário rendeu a 26ª posição, a penúltima entre os 27 estados da Federação, perdendo apenas para Roraima, com média de 494,06 pontos.

A queda do estado no ranking é notória. Na classificação de 2008, apenas uma escola maranhense estava entre as 20 piores do país, era a estadual Unidade Integrada Emésio Dário de Araújo. Em 2009, esse número aumentou. Cinco escolas maranhenses estão entre as piores do país, sendo que todas elas estão sob responsabilidade do Governo do Estado.

A pior de todas é o Centro de Ensino Médio Vicente Maia, uma escola de turno noturno que funciona do Centro de Ensino do Anjo da Guarda, e atende principalmente a alunos na modalidade Educação para Jovens e Adultos (EJA)

Confira a posição e média dos estados no EBEM de 2008:

1º Rio Grande do Sul 53,81
2º Santa Catarina 52,3
3º São Paulo 52,28
4º Espírito Santo 52,18
5º Rio de Janeiro 52,17
6º Minas Gerais 52,08
7º Distrito Federal 51,86
8º Paraná 51,01
9º Goiás 49,60
10º Mato Grosso do Sul 49,19
11º Pernambuco 48,67
12º Ceará 48,64
13º Pará 48,05
14º Bahia 47,07
15º Mato Grosso 47,30
16º Rio Grande do Norte 47,25
17º Sergipe 47,25
18º Paraíba 47,08
19º Piauí 47,01
20º Rondônia 46,95
21º MARANHÃO 46,80
22º Amapá 46,60
23º Amazonas 46,53
24º Acre 46,38
25º Roraima 345,99
26º Tocantins 45,50
27º Alagoas 45,44

Resultado do ENEM 2009:

1º Rio Grande do Sul 553.96
2ª Santa Catarina 549.04
3º Rio de Janeiro 544.45
4º Distrito Federal 543.67
5º Minas Gerais 540.89
6º São Paulo 540.09
7º Goiás 530.86
8º Paraná 527.46
9º Mato Grosso do Sul 521.50
10º Bahia 516.98
11º Sergipe 514.87
12º Rio Grande do Norte 514.22
13º Alagoas 514.01
14º Paraíba 513.37
15º Pará 513.01
16º Espírito Santo 512.76
17º Ceará 511.05
18º Pernambuco 506.73
19º Piauí 506.69
20º Acre 503.56
21º Amapá 501.77
22º Tocantins 500.50
23º Rondônia 499.70
24º Amazonas 498.85
25º Mato Grosso 497.28
26º MARANHÃO 496.26
27º Roraima 494.06

Fonte: INEP/MEC

Zé Reinaldo é o candidato ao Senado de Flávio Dino e do PT antisarney do Maranhão

O vice-presidente estadual do PT/MA, Augusto Lobato, destacou a importância do ex-governador e candidato a senador José Reinaldo Tavares (PSB) no processo de mudança política no Maranhão.

“O Zé Reinaldo tem uma importância fundamental, pois com ele conseguimos vencer o grupo Sarney em 2006. Aqui não é uma aliança apenas ideológica, é uma aliança para a sociedade derrotar a oligarquia”, disse, em discurso durante lançamento do comitê do candidato a governador da coligação “Muda Maranhão” (PCdoB, PSB e PPS), Flávio Dino.


O candidato ao governador Flávio Dino frisou também o histórico do ex-governador do Maranhão. Conforme relembrou e parafraseou o slogan de campanha do candidato “Coragem para defender o Maranhão”. "Ele merece ser senador por essa postura", disse Dino.




Zé Rainaldo discursa durante o lançamento do comitê central de Flávio Dino em São Luís


Zé Reinaldo caracterizou o momento como definitivo para libertação do Maranhão. ”No meu governo foi quando o Maranhão mais erradicou a pobreza. Nós sabemos que o Maranhão pode mudar e ele está querendo mudar porque merece oportunidade, igualdade. Acreditamos que Flávio Dino vai conduzir o Maranhão nesses novos caminhos”, ressaltou.

Villa diz que político não pode ser profissão

O historiador Marco Antônio Villa defende em artigo publlicado em seu blog hoje o barateamento do proceeso eleitoral no Brasil para brecar a profissionalização dos políticos brasileiros.

Leia a interessante postagem de Villa:

"As informações do TSE reforçam uma tendência do sistema político brasileiro. Ter como profissão ser político causa estranheza. Uma coisa é o homem público, aquele que acaba se dedicando às grandes questões nacionais e que, mesmo assim, exerce o seu ofício. Outra muito distinta é o indivíduo que abandona qualquer trabalho para se dedicar única e exclusivamente à política.

Durante a Primeira República boa parte dos políticos desenvolviam outras atividades. Eram fazendeiros, comerciantes, advogados ou médicos. A política era um complemento. Evidentemente defendiam seus interesses de classe. Contudo não abandonavam seus afazeres para se dedicar só à política.

O surgimento da democracia de massas, em 1945, mudou o panorama político. Democratizou-se o processo eleitoral e a escolha dos candidatos. A velha elite política foi substituída, na maioria das vezes, por profissionais liberais -basta ver a origem profissional dos presidentes.

Contudo a consolidação do processo eleitoral -e não necessariamente da democracia- foi transformando a política em profissão. De um lado, devido à necessidade de se dedicar exclusivamente ao mandato. Argumenta-se que é impossível exercer a profissão original e, ao mesmo tempo, fazer política.

Por outro lado, é possível imaginar que a dedicação à política acabe criando vícios antirrepublicanos. É sabido que o salário acaba, muitas vezes, não sendo suficiente para manter os gastos do parlamentar. Muito menos para que possa preparar-se para a próxima eleição.

Assim, fica aberto o caminho para práticas que conduzam à corrupção. A intermediação de uma verba pública, a liberação de um gasto orçamentário pode significar um "ganho" muito superior a um ano de recebimento dos proventos de um deputado.

É essencial baratear o custo de se eleger e a criação de um sistema eleitoral que permita a efetiva participação, como candidato, de um cidadão sinceramente republicano. Caso contrário, a cada eleição aumentará o número de profissionais da política."