Uma das minhas primeiras postagens neste blog foi a reprodução de uma fala de Ricardo Murad, feita na época em que ele passava uma chuva na oposição ao grupo Sarney.
Há poucos dias o excepcional jornalista Augusto Nunes, da revista Veja, reproduziu em seu blog dois vídeos com Ricardo Murad: uma falando mal de sua cunhada Roseana Sarney na campanha eleitoral de 2002 e o outro falando mal de Jackson Lago em setembro de 2007.
Nunes arrematou afirmando que Murad se reconciliou com José Sarney na campanha eleitoral de 2002 e até pouco tempo era Secretário Estadual de Saúde.
Segundo Nunes, Ricardo virou secretário para ajudar Roseana a aumentar a mortalidade infantil no Maranhão.
Murad não reagiu bem à postagem de Nunes. Irado e reivoso chamou o jornalista da revista Veja "de verme, desavergonhado, vendável, covarde, venal, financiado, sem credibilidade, sem-vergonha, sem senso jornalístico, sem berço, falta de ética" e disse ainda que processará o jornalista da revista Veja.
Tem razão o meu amigo Felipe Klamt, que afirmou em seu blog, que o rescaldo desta confusão vai sobrar para o governo de Roseana Sarney.
Leia agora o texto de Augusto Nunes em seu blog:
Por Augusto Nunes (Revista Veja)
"Candidato ao governo do Maranhão em 2002, Ricardo Murad atravessou a temporada de caça ao voto fantasiado de inimigo n° 1 da famiglia Sarney em geral e, em particular, da governadora abatida pelo caso Lunus e pelo fim iminente do mandato. Irmão de Jorge Murad e, portanto, cunhado de Roseana Sarney, desertara do clã anos antes, inconformado com o veto do patriarca ao desejo de governar o Estado. Definitivamente, sugere o vídeo em que o parente rancoroso acusa os Sarney de só pensarem em dinheiro e qualifica Roseana de 'uma farsa'.
Nada que uma conversa com o patriarca não pudesse resolver, corrige o segundo vídeo, gravado cinco anos mais tarde. Em 2007, o deputado Ricardo Murad continuava em estado de beligerância, mas o alvo era outro. De volta à seita, o antigo devoto de José Sarney recuperou inteiramente a fé no sumo sacerdote e declarou guerra ao governador Jackson Lago. A reconversão funcionou. O maranhense volúvel ganhou de presente a Secretaria da Saúde, onde hoje ajuda a aumentar a taxa de mortalidade infantil."
Veja agora o que Ricardo Murad falava de sua cunhada Roseana Sarney Murad na campnha eleitoral de 2002, época em que ainda tentava enganar a oposição. Murad rompeu com Sarney, que preteriu seu nome em favor de Roseana como candidata oficial ao governo maranhense nas eleições de 1994:
Acompanhe agora a entrevista de Ricardo Murad à TV Cidade, de Coroatá, de propriedade do próprio Murad, em setembro de 2007:
Agora caro leitor responda você mesmo: quem não é ético, é desavergonhado e não possui credibilidade? Augusto Nunes ou Ricardo Murad?
Postem um comentário e enviem suas conclusões para o blog.
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Sarney agora quer intervir no PT/MA
Depois da maioria dos delegados do encontro do PT/MA decidir apoiar a candidatura do deputado federal Flávio Dino (PC do B) a governador do Estado, o grupo Sarney exigiu de Lula que a direção nacional do PT decretasse uma intervenção no PT maranhense.
Como a iniciativa do ex-presidente José Sarney não sensibilizou dirigentes nacionais da legenda com José Genoíno, Cândido Vacareza e até o presidente José Eduardo Dutra, Sarney mudou de tática e tenta agora anular o encontro da semana passada sob a alegação que três delegados que votariam na coligação de Roseana foram impedidos de votar.
Um dos três é a mulher do prefeito de Buriticupu, Antônio Primo, que foi de PDT e hoje apóia a governadora biônica.
Primo sempre foi um político oportunista que atua e apóia quem está no poder. Sua mulher, tão oportunista quanto ele, é o retrato mais preciso da transformação radical pelo que o PT passou.
Partido que nasceu das lutas dos trabalhadores rurais e urbanos, da intelectualidade, de estudantes e sindicalistas, a legenda da estrela vermelha se transformou num partido burguês como qualquer outro e recebeu a filiação de políticos tradicionais, conservadores e picaretas de todos os naipes.
Para se manter no poder a qualquer custo e manter acesa a chama do projeto de ocupar o poder no Brasil por 30 anos, o PT faz qualquer negócio, inclusive entregar a seção regional numa bandeja de ouro para Roseana e José Sarney.
Que o deputado Flávio Dino, a banda decente do PT/MA e o PSB de José Reinaldo fiquem de olhos bem abertos e esbugalhados. Até meados de 2008, ninguém do governo Jackson Lago acreditava na vitória de Roseana no tapetão do TSE! Deu no que deu!
A maioria dos petistas do Maranhão não quer coligar com o PMDB sarneysista e Roseana e Sarney foram clamorosamente derrotados no sábado passado.
Tentaram a intervenção e ela não colou. Agora a oligarquia vai tentar anular o encontro para realizar outro.
Olho vivo, Flávio!
Como a iniciativa do ex-presidente José Sarney não sensibilizou dirigentes nacionais da legenda com José Genoíno, Cândido Vacareza e até o presidente José Eduardo Dutra, Sarney mudou de tática e tenta agora anular o encontro da semana passada sob a alegação que três delegados que votariam na coligação de Roseana foram impedidos de votar.
Um dos três é a mulher do prefeito de Buriticupu, Antônio Primo, que foi de PDT e hoje apóia a governadora biônica.
Primo sempre foi um político oportunista que atua e apóia quem está no poder. Sua mulher, tão oportunista quanto ele, é o retrato mais preciso da transformação radical pelo que o PT passou.
Partido que nasceu das lutas dos trabalhadores rurais e urbanos, da intelectualidade, de estudantes e sindicalistas, a legenda da estrela vermelha se transformou num partido burguês como qualquer outro e recebeu a filiação de políticos tradicionais, conservadores e picaretas de todos os naipes.
Para se manter no poder a qualquer custo e manter acesa a chama do projeto de ocupar o poder no Brasil por 30 anos, o PT faz qualquer negócio, inclusive entregar a seção regional numa bandeja de ouro para Roseana e José Sarney.
Que o deputado Flávio Dino, a banda decente do PT/MA e o PSB de José Reinaldo fiquem de olhos bem abertos e esbugalhados. Até meados de 2008, ninguém do governo Jackson Lago acreditava na vitória de Roseana no tapetão do TSE! Deu no que deu!
A maioria dos petistas do Maranhão não quer coligar com o PMDB sarneysista e Roseana e Sarney foram clamorosamente derrotados no sábado passado.
Tentaram a intervenção e ela não colou. Agora a oligarquia vai tentar anular o encontro para realizar outro.
Olho vivo, Flávio!
segunda-feira, 29 de março de 2010
As Isabellas do Maranhão
Deu no blog de Augusto Nunes, da revista Verja.
Os leitores da coluna convivem há meses com a refinada ironia de Celso Arnaldo.
Hoje, quem ainda não a conhece será apresentado à indignação do jornalista Celso
Arnaldo Araújo. Perplexo com a matança de crianças maranhenses, resultante da
falta de leitos na capitania hereditária da famiglia Sarney, ele conta neste
post a saga das Isabellas sem-imprensa:
Acompanho, com horror e nojo, a cobertura de mais uma tragédia maranhense: a
morte em série de crianças, inclusive recém-nascidas, por falta de leitos de UTI
no estado.
A Folha deste domingo registra a 16ª morte do ano ─ a vítima é Mayara
Francelino, 8, que agonizava há nove dias, em leito comum, numa sala abafada e
imunda, com meningite, à espera de uma vaga em unidade de terapia intensiva em
sua cidade, Imperatriz.
Nem uma liminar obtida na Justiça, obrigando o governo maranhense a lhe oferecer
UTI, mesmo que fosse em clínica particular, conseguiu materializar a tempo o
tratamento que talvez lhe desse alguma chance de sobrevivência. A UTI só
apareceu quando era tarde demais.
Mayara é a vítima de número 16 de mais essa incúria do governo instalado no
Palácio dos Leões, em São Luís, que há mais de 40 anos abriga, com fausto, pompa
e riqueza progressiva, uma família de hienas que se refestelam na carniça de seu
povo.
O estado tem o pior índice de IDH do país, a pior educação e o pior
sistema de saúde, entre outros superlativos do mal.
No ano passado, 43 outras crianças morreram no Maranhão nas mesmas
circunstâncias.
O mesmo governo que sonega a essas crianças, ainda no útero das
mães, condições sociais mínimas de nutrição e bem-estar, mata-as assim que vêm
ao mundo, ou um pouco mais tarde, porque devem ter faltado pelo menos 13 milhões
de dólares para a instalação dos necessários leitos de UTI infantil, a fim de
atender às vítimas da contaminação pela miséria e pelo descaso, que resultam em
baixo peso ao nascer, desnutrição, infecções oportunistas.
Ouso afirmar que os 13 milhões de dólares de Fernando Sarney que tomavam sol nas
Bahamas têm a ver com as mortes dessas crianças. E que essa tragédia está
intimamente relacionada à atuação dos Sarneys, que há 40 anos sugam e desgraçam
o Maranhão.
Leio os jornais com horror, nojo e uma ponta de sentimento de culpa: enquanto
perco tempo e verve analisando as crônicas mambembes do patriarca dessa família
infame, relevo o fato de que ser o pior escritor do mundo é o mais leve de seus
delitos.
Teria José Sarney a decência e a coragem de assinar um texto sobre Mayara ─ como
se arvorou em fazer, numa crônica da Folha, a respeito de uma menina haitiana
que ele identificou como MJ, amputada a sangue frio num hospital de campana
improvisado em Porto Príncipe?
A inicial é a mesma. E há outra coincidência: MJ foi vítima de uma catástrofe
natural; a pequena Mayara, também ─ a perpetuação do governo Sarney no Maranhão
é uma catástrofe natural, e muito mais mortal, porque acumula danos há mais de
40 anos, instabilizando, pela miséria eterna, os níveis subterrâneos do terreno
social do estado.
O governo Sarney não socorreu Mayara a tempo ─ nem com ordem judicial. Mas era
uma ordem difícil mesmo de cumprir: não há leitos suficientes no estado, nem à
força.
Com o cinismo que é de família, a governadora, só depois da morte de Mayara e de
outras 58 crianças Sem-UTI, designou 5 milhões de reais para a criação de um
punhado de leitos no hospital onde agonizou a menina - o Hospital Municipal
Infantil de Imperatriz, conhecido, à propos, como Socorrinho.
Noves fora os 20 ou 30% dessa verba que vão morrer no caminho, sem passar pela
futura UTI, até diretores do Socorrinho acham que a coisa vai continuar como
está e novas Mayaras morrerão: para abrigar uma unidade da terapia intensiva, o
hospital precisaria rever radicalmente seus padrões de higiene, que estão abaixo
dos da tenda onde MJ foi amputada.
Por força de hábito, mas me sentindo a pior das criaturas, passei os olhos pela
crônica de José Sarney na Folha de sexta-feira: ele continua obcecado pelo
avanço da internet, que mal conhece, agora ameaçando a sobrevivência dos jornais
impressos.
No final, depois daqueles raciocínios escabrosamente sem nexo de que só o pior
escritor do mundo é capaz, ele sentencia, bem a seu estilo:
─ Finalmente, como o rádio e a TV não mataram o jornal, a internet não o matará.
Só quem pode matá-lo é ele mesmo, querendo ser internet ou fazendo mau
jornalismo.
Podemos garantir ao cronista que, mesmo que essa previsão não se concretize, e o
jornal impresso vá a encontro de sua morte, as gerações futuras terão acesso,
num hipotético arquivo nacional da vergonha e do escárnio, a um pedaço de papel
embolorado noticiando a morte de Mayara e das demais crianças maranhenses ─ cuja
lembrança, um dia, assombrará também as futuras gerações da família Sarney.
As Isabellas do Maranhão são atiradas para a morte por pais-da-pátria que nem
tentam enxergá-las das janelas dos palácios. Morrem sem barulho. E acabam
esquecidas na vala comum reservada aos que jamais conseguirão aparecer na
primeira página do jornal.
Os leitores da coluna convivem há meses com a refinada ironia de Celso Arnaldo.
Hoje, quem ainda não a conhece será apresentado à indignação do jornalista Celso
Arnaldo Araújo. Perplexo com a matança de crianças maranhenses, resultante da
falta de leitos na capitania hereditária da famiglia Sarney, ele conta neste
post a saga das Isabellas sem-imprensa:
Acompanho, com horror e nojo, a cobertura de mais uma tragédia maranhense: a
morte em série de crianças, inclusive recém-nascidas, por falta de leitos de UTI
no estado.
A Folha deste domingo registra a 16ª morte do ano ─ a vítima é Mayara
Francelino, 8, que agonizava há nove dias, em leito comum, numa sala abafada e
imunda, com meningite, à espera de uma vaga em unidade de terapia intensiva em
sua cidade, Imperatriz.
Nem uma liminar obtida na Justiça, obrigando o governo maranhense a lhe oferecer
UTI, mesmo que fosse em clínica particular, conseguiu materializar a tempo o
tratamento que talvez lhe desse alguma chance de sobrevivência. A UTI só
apareceu quando era tarde demais.
Mayara é a vítima de número 16 de mais essa incúria do governo instalado no
Palácio dos Leões, em São Luís, que há mais de 40 anos abriga, com fausto, pompa
e riqueza progressiva, uma família de hienas que se refestelam na carniça de seu
povo.
O estado tem o pior índice de IDH do país, a pior educação e o pior
sistema de saúde, entre outros superlativos do mal.
No ano passado, 43 outras crianças morreram no Maranhão nas mesmas
circunstâncias.
O mesmo governo que sonega a essas crianças, ainda no útero das
mães, condições sociais mínimas de nutrição e bem-estar, mata-as assim que vêm
ao mundo, ou um pouco mais tarde, porque devem ter faltado pelo menos 13 milhões
de dólares para a instalação dos necessários leitos de UTI infantil, a fim de
atender às vítimas da contaminação pela miséria e pelo descaso, que resultam em
baixo peso ao nascer, desnutrição, infecções oportunistas.
Ouso afirmar que os 13 milhões de dólares de Fernando Sarney que tomavam sol nas
Bahamas têm a ver com as mortes dessas crianças. E que essa tragédia está
intimamente relacionada à atuação dos Sarneys, que há 40 anos sugam e desgraçam
o Maranhão.
Leio os jornais com horror, nojo e uma ponta de sentimento de culpa: enquanto
perco tempo e verve analisando as crônicas mambembes do patriarca dessa família
infame, relevo o fato de que ser o pior escritor do mundo é o mais leve de seus
delitos.
Teria José Sarney a decência e a coragem de assinar um texto sobre Mayara ─ como
se arvorou em fazer, numa crônica da Folha, a respeito de uma menina haitiana
que ele identificou como MJ, amputada a sangue frio num hospital de campana
improvisado em Porto Príncipe?
A inicial é a mesma. E há outra coincidência: MJ foi vítima de uma catástrofe
natural; a pequena Mayara, também ─ a perpetuação do governo Sarney no Maranhão
é uma catástrofe natural, e muito mais mortal, porque acumula danos há mais de
40 anos, instabilizando, pela miséria eterna, os níveis subterrâneos do terreno
social do estado.
O governo Sarney não socorreu Mayara a tempo ─ nem com ordem judicial. Mas era
uma ordem difícil mesmo de cumprir: não há leitos suficientes no estado, nem à
força.
Com o cinismo que é de família, a governadora, só depois da morte de Mayara e de
outras 58 crianças Sem-UTI, designou 5 milhões de reais para a criação de um
punhado de leitos no hospital onde agonizou a menina - o Hospital Municipal
Infantil de Imperatriz, conhecido, à propos, como Socorrinho.
Noves fora os 20 ou 30% dessa verba que vão morrer no caminho, sem passar pela
futura UTI, até diretores do Socorrinho acham que a coisa vai continuar como
está e novas Mayaras morrerão: para abrigar uma unidade da terapia intensiva, o
hospital precisaria rever radicalmente seus padrões de higiene, que estão abaixo
dos da tenda onde MJ foi amputada.
Por força de hábito, mas me sentindo a pior das criaturas, passei os olhos pela
crônica de José Sarney na Folha de sexta-feira: ele continua obcecado pelo
avanço da internet, que mal conhece, agora ameaçando a sobrevivência dos jornais
impressos.
No final, depois daqueles raciocínios escabrosamente sem nexo de que só o pior
escritor do mundo é capaz, ele sentencia, bem a seu estilo:
─ Finalmente, como o rádio e a TV não mataram o jornal, a internet não o matará.
Só quem pode matá-lo é ele mesmo, querendo ser internet ou fazendo mau
jornalismo.
Podemos garantir ao cronista que, mesmo que essa previsão não se concretize, e o
jornal impresso vá a encontro de sua morte, as gerações futuras terão acesso,
num hipotético arquivo nacional da vergonha e do escárnio, a um pedaço de papel
embolorado noticiando a morte de Mayara e das demais crianças maranhenses ─ cuja
lembrança, um dia, assombrará também as futuras gerações da família Sarney.
As Isabellas do Maranhão são atiradas para a morte por pais-da-pátria que nem
tentam enxergá-las das janelas dos palácios. Morrem sem barulho. E acabam
esquecidas na vala comum reservada aos que jamais conseguirão aparecer na
primeira página do jornal.
Prata da casa não dará vitória a Roseana
O blog do jornalista Marco D'Eça, no portal Imirante, é uma espécie de porta voz informal da governadora biõnica Roseana Sarney na internet.
Enquanto Décio Sá é o provocador barato do grupo, responsável pelas baixarias e professor de jornelismo marrom do Sistema, D'Eça é mail hábil e diplomatico..
Ontem em seu blog, ele postou um texto onde analisou a situação eleitoral do Maranhão após a definição do PT pela candidatura de Flávio Dino.
O quinto item apresentado por D'Eça é uma verdadeira obra prima. Leiam o tópico a seguir:
"5 – Roseana Sarney tem o mais forte, o mais preparado e o mais competente grupo político do Maranhão. A negativa do PT em se juntar a ela deve ser avaliada como uma oportunidade de ver, dentro de casa, os talentos que ela prefere ignorar. Nem um outro candidato a governador tem tantos quadros capazes de gerir o governo, em todos os setores. A hora de valorizá-los é agora, na pré-campanha."
Parece até piada. Se o grupo de partidos que formam a base aliada do grupo Sarney (PMDB, DEM, PV, PTB, PP, PSC e outras siglas menores) e seus líderes políticos (Roseana, João Alberto, Lobão, Ricardo Murad, Mauro Fecury, Cutrim, Clóvis Fecury, Zéquinha Sarney, Pedro Fernandes, Manoel Ribeiro, Waldir Maranhão, Costa Ferreira, etc e tal) bastassem para reeleger Roseana, ela não teria perdido a eleição em 2006 e nem precisaria da providencial ajuda de ministros do TSE para voltar aos Leões pela porta dos fundos.
A corrida desesperada pelo apoio do PT/MA prova que Roseana sabe que vai perder mais uma eleição no voto direto.
Não importa se o o próximo governador será Jackson Lago ou Flávio Dino. Só não será Roseana, com certeza!
Enquanto Décio Sá é o provocador barato do grupo, responsável pelas baixarias e professor de jornelismo marrom do Sistema, D'Eça é mail hábil e diplomatico..
Ontem em seu blog, ele postou um texto onde analisou a situação eleitoral do Maranhão após a definição do PT pela candidatura de Flávio Dino.
O quinto item apresentado por D'Eça é uma verdadeira obra prima. Leiam o tópico a seguir:
"5 – Roseana Sarney tem o mais forte, o mais preparado e o mais competente grupo político do Maranhão. A negativa do PT em se juntar a ela deve ser avaliada como uma oportunidade de ver, dentro de casa, os talentos que ela prefere ignorar. Nem um outro candidato a governador tem tantos quadros capazes de gerir o governo, em todos os setores. A hora de valorizá-los é agora, na pré-campanha."
Parece até piada. Se o grupo de partidos que formam a base aliada do grupo Sarney (PMDB, DEM, PV, PTB, PP, PSC e outras siglas menores) e seus líderes políticos (Roseana, João Alberto, Lobão, Ricardo Murad, Mauro Fecury, Cutrim, Clóvis Fecury, Zéquinha Sarney, Pedro Fernandes, Manoel Ribeiro, Waldir Maranhão, Costa Ferreira, etc e tal) bastassem para reeleger Roseana, ela não teria perdido a eleição em 2006 e nem precisaria da providencial ajuda de ministros do TSE para voltar aos Leões pela porta dos fundos.
A corrida desesperada pelo apoio do PT/MA prova que Roseana sabe que vai perder mais uma eleição no voto direto.
Não importa se o o próximo governador será Jackson Lago ou Flávio Dino. Só não será Roseana, com certeza!
sábado, 27 de março de 2010
Por 87 votos a 85 PT/MA resolve apoiar Flávio Dino
O encontro estadual do PT maranhense decidiu apoiar a candidatura do deputado federal Flávio Dino, PC do B, por 87 votos a 85 votos e uma abstenção.
A votação foi aberta com cada delegado falando em voz alta seu voto. Chegaram duas versões ao blog: uma de que a tese contra a coligação do PT com o PMDB de Roseana Sarney teria vencido pela diferença de dois votos e uma segunda versão de que a diferença foi de apenas um voto.
Se a votação foi 87 a 85 e uma abstenção, a soma deu 173 votos, significando que dois delegados não compareceram ao encontro.
Dos 175 delegados escolhidos para o encontro do PT, 81 eram dos grupos políticos do deputado federal Domingos Dutra, de Augusto Lobato e de Bira de Pindaré; 80 eram dos grupos de Washington Oliveira e Raimundo Monteiro, de José Antônio Heluy, de Edmilson Carneiro e de Fransuila; e 14 ligados ao grupo de Rodrigo Comerciário.
Como a junção dos grupos de Washington e de Rodrigo somava 95 votos e a tese pró-Roseana só obteve 85 votos, significa dizer que dez delegados preferiram seguir suas consciências e votaram de forma independemnte.
Na hipótese dos dois delegados que faltaram e do delegado que se absteve serem do grupo pró-Roseana, sete delegados votaram contra a tese defendida por Washington Oliveira.
Uma fonte ligada ao PT identificou para o blog quatro delegados do grupo de Washington que votaram na formação de uma coligação popular e democrática com o PC do B e o PSB. São eles o advogado Márcio Embles, ex-assessor da deputada Helena Heluy; o vereador Bilu, de Santa Luzia; Fabão, de São Francisco do Brejão; e Valdinar, vereador de Satubinha.
No final do encontro o grupo político de Washington Oliveira tentou promover uma recontagem dos votos e a confusão tomou conta do encontro do PT.
Logo depois foi confirmada a vitória de tese de apoio à candidatura do deputado Flávio Dino por 87 votos contra 85 votos e uma abstenção. Não foi feita a recontagem porque a votação, como já informei, foi aberta com cada delegado declarando seu voto.
Com a vitória da tese de apoio à formação de uma frente popular e democrática de esquerda confirmada, assistimos à derrota do rolo compressor de Roseana e da direção nacional do PT que mandou seu presidente, José Eduardo Dutra ao Maranhão para se reunir com Roseana e pressionar os delegados petistas.
Para atrair o apoio do PT, o grupo Sarney ofereceu a vaga de vice-governador na montagem da chapa majoritária e três secretarias de Estado de uma lista de seis pastas, inclusive a Secretária de Educação.
A derrota de Roseana e de Washington aponta para a possibilidade concreta da realização de um segundo turno das eleições para governador do Maranhão. Com dois candidatos fortes ao Palácio dos Leões, Jackson Lago e Flávio Dino, Roseana dificilmente conseguirá vencer no 1.° turno.
A votação foi aberta com cada delegado falando em voz alta seu voto. Chegaram duas versões ao blog: uma de que a tese contra a coligação do PT com o PMDB de Roseana Sarney teria vencido pela diferença de dois votos e uma segunda versão de que a diferença foi de apenas um voto.
Se a votação foi 87 a 85 e uma abstenção, a soma deu 173 votos, significando que dois delegados não compareceram ao encontro.
Dos 175 delegados escolhidos para o encontro do PT, 81 eram dos grupos políticos do deputado federal Domingos Dutra, de Augusto Lobato e de Bira de Pindaré; 80 eram dos grupos de Washington Oliveira e Raimundo Monteiro, de José Antônio Heluy, de Edmilson Carneiro e de Fransuila; e 14 ligados ao grupo de Rodrigo Comerciário.
Como a junção dos grupos de Washington e de Rodrigo somava 95 votos e a tese pró-Roseana só obteve 85 votos, significa dizer que dez delegados preferiram seguir suas consciências e votaram de forma independemnte.
Na hipótese dos dois delegados que faltaram e do delegado que se absteve serem do grupo pró-Roseana, sete delegados votaram contra a tese defendida por Washington Oliveira.
Uma fonte ligada ao PT identificou para o blog quatro delegados do grupo de Washington que votaram na formação de uma coligação popular e democrática com o PC do B e o PSB. São eles o advogado Márcio Embles, ex-assessor da deputada Helena Heluy; o vereador Bilu, de Santa Luzia; Fabão, de São Francisco do Brejão; e Valdinar, vereador de Satubinha.
No final do encontro o grupo político de Washington Oliveira tentou promover uma recontagem dos votos e a confusão tomou conta do encontro do PT.
Logo depois foi confirmada a vitória de tese de apoio à candidatura do deputado Flávio Dino por 87 votos contra 85 votos e uma abstenção. Não foi feita a recontagem porque a votação, como já informei, foi aberta com cada delegado declarando seu voto.
Com a vitória da tese de apoio à formação de uma frente popular e democrática de esquerda confirmada, assistimos à derrota do rolo compressor de Roseana e da direção nacional do PT que mandou seu presidente, José Eduardo Dutra ao Maranhão para se reunir com Roseana e pressionar os delegados petistas.
Para atrair o apoio do PT, o grupo Sarney ofereceu a vaga de vice-governador na montagem da chapa majoritária e três secretarias de Estado de uma lista de seis pastas, inclusive a Secretária de Educação.
A derrota de Roseana e de Washington aponta para a possibilidade concreta da realização de um segundo turno das eleições para governador do Maranhão. Com dois candidatos fortes ao Palácio dos Leões, Jackson Lago e Flávio Dino, Roseana dificilmente conseguirá vencer no 1.° turno.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Resposta de Reinaldo Azevedo a Sarney Filho
Depois que recebeu a resposta do deputado Sarney Filho, o jornalista Reinaldo Azevedo, da Veja On Libe, postou em seu blog a seguinte resposta ao depuardo:
Epa! Devagar, deputado!
Compreendo que o senhor não queira, especialmente depois de ontem, entrar “no mérito” de minhas referências sobre a sua família. Há 13 milhões de motivos depositados na Suíça para isso, não é mesmo?
Não concordo com a sua leitura do Código Florestal. Acho desinformada e preconceituosa. Se o senhor quer criar a lista de “exterminadores do futuro”, então eu vou incluí-lo na lista dos “promotores da fome”. Sei que isso pode não ser estranho à gente sofrida do Maranhão profundo, se é o caso de falar em barbárie.
“Setores atrasados do agronegócio?” E é o senhor que vem reclamar de “preconceito”?
Quanto a seu sobrenome, huuummm… É certamente um exagero o senhor se comparar a um judeu perseguido na Alemanha nazista. No Maranhão, os Sarneys estão, metaforicamente falando, é claro, mais para quem manda prender do que para quem é preso. Quanto aos romanos, lembro que o senhor jamais sofreria as conseqüências das dívidas da família. No máximo, pode ser beneficiado pelo patrimônio. O senhor não tem culpa, é claro.
Então, se o nome lhe pesa, parafraseio Julieta num de seus momentos intensos com Romeu:
“Zequinha, Zequinha, por que és Zequinha? Renega o pai, despoja-te do nome”!
Viu só como sou, deputado? É falar em Sarney, e eu logo respondo com Shakespeare.
Epa! Devagar, deputado!
Compreendo que o senhor não queira, especialmente depois de ontem, entrar “no mérito” de minhas referências sobre a sua família. Há 13 milhões de motivos depositados na Suíça para isso, não é mesmo?
Não concordo com a sua leitura do Código Florestal. Acho desinformada e preconceituosa. Se o senhor quer criar a lista de “exterminadores do futuro”, então eu vou incluí-lo na lista dos “promotores da fome”. Sei que isso pode não ser estranho à gente sofrida do Maranhão profundo, se é o caso de falar em barbárie.
“Setores atrasados do agronegócio?” E é o senhor que vem reclamar de “preconceito”?
Quanto a seu sobrenome, huuummm… É certamente um exagero o senhor se comparar a um judeu perseguido na Alemanha nazista. No Maranhão, os Sarneys estão, metaforicamente falando, é claro, mais para quem manda prender do que para quem é preso. Quanto aos romanos, lembro que o senhor jamais sofreria as conseqüências das dívidas da família. No máximo, pode ser beneficiado pelo patrimônio. O senhor não tem culpa, é claro.
Então, se o nome lhe pesa, parafraseio Julieta num de seus momentos intensos com Romeu:
“Zequinha, Zequinha, por que és Zequinha? Renega o pai, despoja-te do nome”!
Viu só como sou, deputado? É falar em Sarney, e eu logo respondo com Shakespeare.
Sarney Filho responde a Reinaldo Azevedo
sexta-feira, 26 de março de 2010 | 16:05
Recebo do deputado Sarney Filho (PV-MA) a nota que segue. Faço considerações em seguida:
Ao jornalista Reinaldo Azevedo
À propósito de nota publicada em seu blog em 18 de março, sem entrar no mérito de suas referências à minha família, lamento que no momento em que enfrentamos talvez a mais difícil batalha contra setores atrasados do agronegócio que pressionam para desfigurar o Código Florestal, abrindo brechas para novos desmatamentos, inclusive de matas ciliares você, com a responsabilidade de formador de opinião, tenha preferido embarcar no discurso de alguns parlamentares sem compromisso com a sustentabilidade.
Causa-me também perplexidade a tentativa leviana de denegrir a minha luta de mais de 20 anos em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida - como cidadão, ex-ministro do Meio Ambiente e como parlamentar- e de desqualificar o papel da sociedade civil nessa missão.
Julgar alguém pelo sobrenome nos remete ao direito romano, no qual as famílias eram escravizadas pelas dívidas dos pais.
Na Alemanha nazista, o sobrenome era motivo de prisão e morte. Graças a Deus, a civilização avançou, embora alguns ainda continuem na barbárie.
Sarney Filho
Recebo do deputado Sarney Filho (PV-MA) a nota que segue. Faço considerações em seguida:
Ao jornalista Reinaldo Azevedo
À propósito de nota publicada em seu blog em 18 de março, sem entrar no mérito de suas referências à minha família, lamento que no momento em que enfrentamos talvez a mais difícil batalha contra setores atrasados do agronegócio que pressionam para desfigurar o Código Florestal, abrindo brechas para novos desmatamentos, inclusive de matas ciliares você, com a responsabilidade de formador de opinião, tenha preferido embarcar no discurso de alguns parlamentares sem compromisso com a sustentabilidade.
Causa-me também perplexidade a tentativa leviana de denegrir a minha luta de mais de 20 anos em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida - como cidadão, ex-ministro do Meio Ambiente e como parlamentar- e de desqualificar o papel da sociedade civil nessa missão.
Julgar alguém pelo sobrenome nos remete ao direito romano, no qual as famílias eram escravizadas pelas dívidas dos pais.
Na Alemanha nazista, o sobrenome era motivo de prisão e morte. Graças a Deus, a civilização avançou, embora alguns ainda continuem na barbárie.
Sarney Filho
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