terça-feira, 11 de maio de 2010

Governadora biônica quer processar o Jornal Pequeno

A governadora biônica do Maranhão, Roseana Sarney, reagiu de maneira irada à matéria de minha autoria, publicada ontem no Jornal Pequeno.

A matéria fala da denúncia de Rudolf Elmer, ex-diretor do banco suíço Julius Bär, filial das Ilhas Caymans, de que Roseana e seu marido Jorge seriam os verdadeiros proprietários de uma empresa off-shore, de nome Coronado.

A empresa abriu uma conta corrente no banco suíço no dia 27 de setembro de 1993, e segundo a ONG norte-americana Wikileaks, especializada em rastrear dinheiro sujo, a conta corrente da Coronado teria movimentado 150 milhões de dólares entre os anos de 1993 e 1999.

Editorial publicado hoje na capa do jornal “O Estado do Maranhão”, afirmou que: “Mais uma vez um jornal faccioso de São Luís investe contra a honra da governadora Roseana Sarney, repetindo a armação que se tornou rotineira em momentos pré-eleitorais em que ela se dispõe a disputar uma eleição. Tenta repetir a canalhice política que a tirou da corrida presidencial em 2002, métodos repetidos na campanha de 2006.”



Roseana irada vai processar JP


O editorial fala que a matéria não passa de “armação e invencionice”. Diz também que a governadora biônica vai entrar com uma ação de danos morais contra o jornal.

“Agora se valem de um suposto livro escrito por um suíço em alemão, na qual a governadora (biônica) seria citada como detentora de uma suposta conta bancária naquele país”, afirmou ainda o editorial de “O Estado do Maranhão”.

Para quem leu o editorial, parece que a apreensão de R$ 1.340.000,00 nos cofres da Lunus em 2002 pela Polícia Federal, que cumpria mandado da Justiça Federal, foi uma obra de ficção criada só para afastar Roseana das eleições presidenciais daquele ano.

Será que a família Sarney também considerou “canalhice política” a ampla cobertura do caso Lunus feita, pela Rede Globo de Televisão, SBT, TV Bandeirantes, TV Record, Veja, Istoé, Época, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil e outros grandes veículos de comunicação do país?

Da mesma forma agora quando o ex-banqueiro Rudolf Elmer, que foi diretor do banco Julius Bär, filial das Ilhas Caymans, escreveu um livro que cita nominalmente Roseana Macieira Sarney e Jorge Francisco Murad como proprietários da empresa Coronado que abriu uma conta naquele banco em setembro de 1993, Roseana vem afirmar que tudo não passa de uma “armação e invencionice”.


O ex-banqueiro Rudolf Elmer


O X da questão é que Elmer possui documentos do banco Julius Bär que serviram como base para ele escrever o livro.

Por que Roseana não processa Rudolf Elmer? Vocês já imaginaram a repercussão internacional de um processo desses? O próprio banco suíço já processou seu ex-funcionário e se deu mal, tamanha a reação dos meios de comunicação dos Estados Unidos e da Europa, perante a tentativa de cerceamento das informações acerca das grandes negociatas que envolveram políticos e empresários conhecidos mundialmente.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Jackson e Flávio Dino acertam os ponteiros para a eleição 2010

A reunião na casa do governador cassado Jackson Lago na noite do último sábado aconteceu num clima amistoso que quebrou o gelo que ainda havia entre os dois principais grupos de oposição à oligarquia Sarney no Maranhão.

A reunião durou um pouco mais de uma hora e participaram do encontro Jackson Lago, Flávio Dino, José Reinaldo Tavares, Aderson Lago, Marcelo Tavares, Marcio Jerry e o ex-deputado Rubens Pereira.

Foi a primeira reunião de Jackson e Flávio, que são candidatos a governador do Maranhão. No final da conversa ficou fechado que cada um vai tocar da melhor maneira possível suas campanhas eleitorais no 1.°turno.

Ficou acertado também que os dois grupos de oposição ao sarneysismo estarão unidos em um eventual segundo turno contra a candidata do PMDB, Roseana Sarney.

Jackson afirmou que apoiará Dino caso ele vá ao segundo turno contra Roseana e o deputado federal do PC do B/Ma disse que apoiará Jackson Lago se ele passar para o 2. ° turno.

Dunga convoca 23 jogadores amanhã

Sai amanhã a relação dos 23 jogadores convocados pelo técnico Dunga para a Copa da África do Sul.

Dunga é teimoso, grosso e muito mal educado. Montou uma boa seleção na entressafra da copa da Alemanha para esta copa, ganhou a Copa América, a Copa das Confederações e a seleção se classificou em 1.° lugar nas Eliminatórias da América do Sul.

Mas que adianta ganhar tudo antes e perder a copa como em 2006?

Kaká, nosso principal jogador está fora de forma e vem de uma contusão grave. Se ele não estiver bem na copa quem será o nosso criador de jogadas? Ramires, Elano, Josué, Felipe Melo, Júlio Batista ou Kleberson?

Não quero nem pensar nessas opções!

Dunga tem que ser coerente e entender que o futebol tem que refletir a realidade atual dos campeonatos na Europa e no Brasil.

Se Dunga conseguir manter a coerência, jogadores como Kleberson e Adriano, do Flamengo, Doni, do Roma, Felipe Melo, da Fiorentina, Júlio Batista, e Josué, que joga na Alemanha, não poderiam ser convocados porque estão muito mal em seus clubes.

Cada brasileiro é um técnico e a minha seleção seria: Júlio Cesar, Gomes e Vitor; Michael e Daniel Alves; Lúcio, Luisão, Juan e Tiago Silva; Marcelo (Real Madri) e Gilberto; Gilberto Silva, Arouca, Hernanes, Elano, Ramires, Ronaldinho Gaucho, Kaká e Paulo Henrique Ganso; Robinho, Neymar, Nilmar e Luís Fabiano.

Com essa relação teríamos opções excelentes para qualquer esquema tático. Tanto para segurar o jogo quando estivermos ganhando uma partida quanto poderio ofensivo para virar um placar adverso.

Eu entendo que Daniel Alves não pode ser reserva na seleção. Ele bem poderia jogar improvisado na lateral esquerda ou como segundo volante ou mesmo na meia direita.

Mas a realidade é bem outra e arrisco o palpite que a única novidade da lista de Dunga será Paulo Henrique Ganso no lugar de Kleberson e talvez Grafite no lugar de Adriano que está visivelmente foram de forma e gordo. Os outros 22 ou 21 serão os mesmo que tem sido constantemente convocados.

Vamos aguardar para conferir!

Jackson dá show de coerência política em entrevista à radio Capital AM

O blog do amigo John Cutrim publicou hoje um resumo da entrevista concedida pelo governador deposto do Maranhão, Jackson Lago (PDT), á rádio Capital AM, no programa do competente radialista Djalma Rodrigues. Foi,de longe, a melhor entrevista
de Jackson dos últimos tempos.

A oposição ao grupo Sarney no Maranhão está num processo avançado de união de todos para disputar um eventual segundo turno contra Roseana Sarney.

Anteontem à noite o governador Jackson Lago recebeu em sua casa em São Luís, o candidato do PC do B/MA ao governo do Maranhão, deputado federal Flávio Dino, que estava acompanhadodo do ex-governador e candidato a senador pelo PSB, José Reinaldo Tavares.

A conversa foi amistosa e ficou claro que tanto Jackson quanto Flávio Dino vão estar juntos num eventual segundo turno contra Roseana, seja lá quem disputá-lo.

Leia agora a íntegra da postagem do blog de John Cutrim:

"O governador deposto Jackson Lago (PDT) declarou, na manhã de ontem (09), em entrevista ao programa do radialista Djalma Rodrigues, na Rádio Capital AM, que espera contar com o apoio do PSDB á sua candidatura ao governo do Estado. O pedetista revelou que deseja ter o deputado federal Roberto Rocha (PSDB) como companheiro de chapa - na condição de vice - e falou de temas polêmicos como o seu estado de saúde, os erros cometidos nos dois anos e três meses de governo, o desempenho de seus secretários, a união das oposições e o palanque presidenciável no estado.


Jackso Lago dá entrevista a Dajalma Rodrigues da Rádio Capital AM

“Eu torço e desejo ter o apoio do PSDB, pela sua importância, pelo seu tamanho, pelas grandes lideranças que tem”, disse Jackson. Ele confirmou sua candidatura ao governo do Maranhão e revelou que ficaria “feliz se o deputado Roberto Rocha com sua juventude, com a grande experiência política que tem, com seu talento, pudesse ser meu companheiro de chapa, pois compensaria algumas das minhas limitações”.

De acordo com Lago, as conversações entre o PDT e o PSDB estão num patamar avançado, próximo, segundo ele, de um desfecho decisivo. “As conversações estão boas, mas a decisão vai ser tomada pelo PSDB. No entanto, faço questão de ressaltar que no segundo turno estaremos todos unidos. Se eu não for para o segundo turno, aquele que for terá o meu apoio”, afirmou ao jornalista Djalma Rodrigues, apresentador do programa Redação 1.180, e ao titular deste blog.

Por duas horas e meia o ex-governador - deposto por meio de um golpe via judicial tramado por seus adversários - teve um bate-papo sincero, bastante honesto e descontraído com ouvintes. Político decidido e protagonista da luta pela libertação do estado, Jackson demonstrou ser um cidadão de hábito simples, humilde e jeito manso de se expressar, mesmo quando fala do seu estado de saúde, fragilizado depois que foi deixou o governo.

“Há seis anos venho controlando e tratando o meu câncer de próstata, e isso não tem alterado meu ritmo de vida. Quando saí do governo, devido ao ritmo intenso que ele exigia de mim, não tinha tempo de cuidar da minha saúde. Por conta disso estive bem doente. Enquanto os adversários viviam me caluniando através de seus meios de comunicação, eu estava procurando me recuperar. Graças a Deus, nos últimos meses, a doença normalizou e estou com a energia renovada para dedicar mais ainda ao estado do Maranhão”, assinalou.

Jackson abordou também um dos temas mais questionados pela população maranhense em relação à sua passagem interrompida pelo Palácio dos Leões: à crítica ao desempenho dos seus secretários de Estado. “Quando nós saímos do governo foi aquele massacre da mídia, e muitas coisas que aconteciam não chegavam ao nosso conhecimento, assim também como muitas coisas chegavam a população as vezes de maneira distorcida”, contou.

“Mas sempre é bom que nós tenhamos todas as informações e que a gente as tenha para corrigirmos os erros e para melhorar os acertos. É de grande importância qualquer advertência, essa chamada de atenção por parte da população”, lembrou Jackson Lago, ao reconhecer que uma das baixas da sua gestão foram marcadas pelo movimento grevista dos professores e a política de subsídio implantada para os servidores estaduais.

“Cometi muitos acertos no governo e cometi também muitos erros, mas acho que o erro maior foi ter tido um governo convencional. Se chegarmos ao governo novamente, teremos uma participação popular mais ampla, forte e orgânica”, admitiu Lago. Ao final da entrevista, Jackson garantiu que dará no estado palanque ao pré-candidato a presidência José Serra, do PSDB.

“Eles se juntaram e nos cassaram o mandato, de forma que nós achamos que em respeito ao povo do Maranhão eu não posso estar no palanque de quem cassou não apenas o meu mandato como cassou a vontade de quase 1 milhão e 400 mil maranhenses. Então o nosso palanque não poderá ser de quem tiver o apoio da família Sarney”, finalizou.

Confira a seguir os principais pontos da entrevista:

Estado de Saúde

O importante é que exista diagnóstico e tratamento. Eu tenho a felicidade de estar há seis anos controlando, tratando o meu câncer de próstata e isso não tem alterado meu ritmo de vida. Quando saí do governo, devido ao ritmo intenso que o mesmo exigia de mim, não tinha tempo de cuidar da minha saúde, eu estava bem doente e passei quase um ano tratando de uma anemia muito severa. Enquanto os adversários viviam me caluniando através de seus meios de comunicação, eu estava procurando recuperar minha saúde. Graças a Deus nos últimos meses ela normalizou e essa fase foi superada. Nós vamos continuar tratando o nosso câncer de próstata com os modernos métodos que a medicina oferece a todos de forma que não tem por que esconder as coisas. Eu convivo com ele desde 2004 e isso não tem impedido de ter a minha ação de trabalho, a minha ação política e espero em Deus que muitos anos pela frente nós possamos dedicar ao estado do Maranhão.

Crítica ao desempenho de Secretários

Quando nós saímos do governo foi aquele massacre da mídia e muitas coisas também que aconteciam no governo não chegavam ao nosso conhecimento, assim também como muitas coisas chegaram a população as vezes de maneira distorcida. Mas sempre é bom que nós tenhamos todas as informações e que a gente as tenha para corrigirmos os erros e para melhorar os acertos. É muito fácil ás vezes se dizer que todos os secretários foram ruins, nós respeitamos a posição de todos, das pessoas que nos fazem restrição ou de maneira direta a minha pessoa ou de maneira indireta por meio de todos os que foram os nossos secretários. É sempre importante qualquer advertência, chamada de atenção por parte da população.


Professores e política de subsídios


Talvez nós não tenhamos tido a competência de conduzir aquela questão com os professores. Na realidade, nós fizemos o que os professores estavam querendo desde o início, mas só que tardiamente. O movimento começou com postulações corretíssimas que nós a atendemos depois. Fomos mais além, oferecemos e implantamos gratificações mais dignas para os diretores de escolas. Se tirarmos todo o quadro emocional daquele momento pressionado pela mídia do grupo dominante e toda a conduta incorreta que tivemos na condução do processo na luta dos professores, nós vamos ver que as relações teriam sido muito boas assim como foi nos meus três mandatos de prefeitos de São Luís com todo o professorado. A mesma coisa ocorreu também em determinado momento com os policiais militares.

Aliança com o PSDB/Roberto Rocha vice


Em primeiro lugar eu tenho dito que o deputado Roberto Rocha é o presidente de um grande partido no estado que é o PSDB. Ele tem toda uma história, tem reconhecido a sua competência, seu talento, seu tirocínio, e que naturalmente ele tem toda a legitimidade para postular qualquer cargo na função pública do estado: governo, senador, vice-governador e não falar deputado que ele já exerce há vários mandatos. Acho que ele tem legitimidade pessoal como também em função da dimensão do seu partido, inclusive tendo um candidato competitivo a presidente da república, então por todas essas razões eu acho que ele tem legitimidade para essas postulações. Mas o que eu posso fazer é torcer, desejar ter o apoio do PSDB, pela sua importância, pelo seu tamanho, pelas grandes lideranças que tem. Eu não posso deixar de dizer que eu ficaria muito feliz se o doutor Roberto Rocha com sua juventude, apesar de jovem com a grande experiência política que tem, com seu talento, pudesse ser meu companheiro de chapa como vice, ele compensaria algumas das minhas limitações. É apenas um desejo, e não pode passar de um desejo, por que essa decisão ela vai ser tomada pelo seu partido, do qual é presidente. As conversações com o PSDB estão boas.

Palanque presidenciável

Todos me conhecem aqui no Estado, sabem as minhas posições doutrinárias, ideológicas, não há um movimento social no qual eu não tenha dado a minha modesta contribuição e assim foi ao longo de décadas. Depois, quando nós olhamos este grupo que ajudamos, quando ele não tinha força, ele se une ao Sarney para me tomar o mandato, não apenas do Jackson Lago, mas para desrespeitar o voto de quase 1 milhão e 400 mil pessoas. Então nós temos que olhar com profundidade o que significou o golpe judiciário, o qual foi seu significado - além do administrativo que colocou no governo quem perdeu a eleição, mas também com implicação política disso. Ora, se nós ganhamos a última eleição, fomos para o segundo turno e vencemos, eles não só tiveram a formação democrática para aceitar mas se valeram da força que tem lá em Brasília como tem há 50 anos. Se juntaram e nos cassaram o mandato, de forma que nós achamos que em respeito ao povo do Maranhão, eu não posso estar no palanque de quem cassou não apenas o meu mandato como cassou a vontade de quase 1 milhão e 400 mil maranhenses. Então o nosso palanque não pode ser de quem tiver o apoio da família Sarney.

Candidatura ao governo

Eu fiquei fora do embate da vida pública praticamente um ano, agora estou retornando, quando começo a recolher informações de que boa parte da população do estado, apesar de toda a pancadaria, difamações e calúnias, ela saber o que quer, como a conclusão de muitas estradas que começamos, de um projeto de saúde e educacional sério que fizemos para o Estado. Nós últimos meses começou a renascer a confiança de que a saúde me permitiria me unir a tantos maranhenses que querem outra realidade para o estado. Não só estou com a energia renovada através da melhoria da saúde como também estou muito animado com as conversões que mostram que nós e o PSDB e outras legendas importantes marcharemos juntos.

União das oposições no segundo turno


No primeiro turno teremos vários candidatos, mas no segundo turno nos uniremos. Se eu não for para o segundo turno, aquele que for terá o meu apoio para combater a família Sarney e tenho certeza que a recíproca será verdadeira.

Principais erros no governo

Cometi muitos acertos no governo e cometi também muitos erros, mas acho que o erro maior foi ter tido um governo convencional. Se chegarmos ao governo novamente teremos uma participação popular maior, forte, orgânica. O amplo leque de partidos no meu governo teve suas contradições internas, e nós olhamos mais para o leque de partidos do que com os compromissos históricos, com a imensa esperança que a população depositou em nós, e isso não colocamos na frente de nossos partidos, as nossas composições. Eu creio que se o povo do Maranhão nos der uma segunda oportunidade, todos nós, a começar por mim, temos que ter a grandeza de estar a altura das expectativas da população. É importante que aprendamos com nossos erros."

domingo, 9 de maio de 2010

Banqueiro denuncia conta de Roseana e Jorge em filial de banco suíço nas Ilhas Caymans

Esta matéria foi postada na noite da última sexta-feira. Estou republicando a postagem para acrescentar informações sobre o indiciamento de Fernando Sarney pela Polícia Federal, por evasão de divisas.

O banqueiro Rudolf Elmer, ex-vice-diretor da filial do banco suíco Julius Bär, nas ilhas Cayman, confirmou em livro editado no último mês de março, na Alemanha, que a governadora Roseana Sarney era uma das clientes do banco.

“Outros indícios no meu levantamento de dados conduzem a Roseana Sarney, membro do Senado brasileiro e filha de ex-presidente, que mantém um trust com o nome Coronado no banco Julius Bär”, afirma o banqueiro no seu livro Bankenterror (Terror bancário).

A informação confirma dados obtidos pela ONG Wikileaks, especializada em rastrear dinheiro sujo. Segundo a organização, Roseana e Jorge Murad abriram uma conta em 1993 que teria movimentado 150 milhões de dólares até 1999.

O livro de Elmer, escrito em alemão, ainda não foi traduzido para o Português, mas já está disponível para compra em versão digital em formato e-book.

Na obra Elmer faz revelações sobre o que ele chama “o terrorismo financeiro internacional”, destacando o mecanismo dos negócios das offshores, empresas de sociedade anônima que realizam “o maior saque na história da humanidade sob o manto da soberania do Estado de Direito”. A história parece saída de um roteiro de filme policial.



Rudolf Elmer, autor do livro "Terror Bancário"


Rudolf Elmer, o “homem-bomba da Suíça”, segundo o definiu a revista Isto-É Dinheiro, edição de maio de 2009, fala com a autoridade de quem foi por sete anos auditor do banco em Zurich, na Suíça, tendo então sido promovido a vice-diretor responsável pelas operações nas ilhas Cayman.

Lá ele cuidava das empresas, dos registros contábeis, contratos e transações em fundos off-shore. Nessa função ele sabia quem eram os clientes, mas não tinha contato direto com eles.

O mecanismo bancário permite que os clientes possam movimentar as contas através dos gestores do Julius Bär em Nova York ou Zurique. O Julius Bär é um dos mais sólidos bancos suíços, fundado em 1890, com uma carteira de clientes privados avaliada, em 2007, em 405 bilhões de francos suíços, espalhados em filiais em Nova York, Londres, Hong Kong, Dubai, Frankfurt, Grand Cayman, Guernsey, Los Angeles, Luxemburgo, Milão, Stuttgart e Viena.

O soprador de apito

A carreira de Elmer caiu em desgraça quando o banco sofreu um vazamento de informações na sua filial de Cayman e toda a diretoria foi obrigada a passar por detectores de mentira para apurar de quem seria a responsabilidade. Elmer se recusou a se submeter ao detector e foi demitido.

Ele era um dos suspeitos, pois dentre suas tarefas estava a de fazer a guarda de dados sensíveis, mantendo uma cópia de segurança que era atualizada diariamente. Muitas vezes ele levava essa cópia para casa e quando foi demitido guardava algumas dessas fitas que, segundo ele, tornaram-se valiosas para se proteger da pressão do banco.

"Do ponto de vista jurídico eu não roubei o material, pois tinha autorização de guardá-lo", afirma hoje. Com o tempo ele decidiu utilizar o material para pressionar o banco, como "uma forma de defender a mim e minha família", declarou à revista alemã Spiegel em 2008.

Elmer transformou-se num whistleblower (soprador de apito) que na gíria policial significa o Informante.

Ele resolveu abrir um site (www.swisswhistleblower.com) para tornar pública sua briga. Começou então uma longa saga de disputas, uma verdadeira guerra de Davi contra Golias.

Wikileaks

Em 2004 Elmer processou o banco na justiça de Zurique, na mesma época em que a revista suíça Cash publicava matéria denunciando clientes alemães do Julius Bär que teriam sonegado grandes somas entre 1997 e 2002. Os documentos também chegaram às mãos de autoridades fiscais americanas que resolveram conduzir investigações.

Elmer partiu então para o ataque e resolveu disponibilizar alguns documentos para um site especializado na publicação de material confidencial suspeito, com o intuito de rastrear e desmascarar dinheiro e operações ilegais.

Os advogados do banco imediatamente processaram o site e em fevereiro de 2008 a Corte de São Francisco emitiu um mandado a pedido do banco Julius Bär para fechar o endereço do servidor Wikileaks.org, que tem sede nos Estados Unidos.

Tiro pela culatra

O que o banco não poderia prever é que a vitória judicial se transformaria na maior derrota de relações públicas que o banco jamais imaginara ter. Várias ONGs de defesa da liberdade de acesso à informação começaram a espelhar o site original com endereços postados fora da jurisdição americana. A disputa atraiu ainda mais a atenção da imprensa especializada a ponto do juiz revogar sua decisão.

Elmer tem soltado informações pouco a pouco, mas foi categórico ao dizer em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, da Isto É-Dinheiro, em maio do ano passado, que “passaram pelo Julius Bäer em Cayman empresários, políticos e advogados brasileiros. Se houver interesse, posso vir a colaborar com a Justiça brasileira.”

Roseana e Jorge

Os dados disponibilizados pela Wikileaks já dão algumas pistas da conta Coronado, aberta em 27 de setembro de 1993, em nome de Mr. Jorge Francisco Murad e Mrs. Roseana Macieira Sarney.

Na época Roseana e Jorge estavam separados judicialmente desde a década de 80. Eles só se casaram novamente anos depois para impedir a candidatura do então oposicionista Ricardo Murad, irmão de Jorge, a senador pelo PDT do Maranhão, nas eleições de 1998.


Roseana Macieira Sarney e Jorge Francisco Murad Júnior



Com o recasamento oficial do irmão, Ricardo se tornou inelegível, pois não exercia mandato parlamentar e como cunhado de Roseana, na época governadora do Maranhão, não poderia se candidatar a qualquer cargo eletivo.

O site Wikileaks estima que pela conta do casal teriam passado 150 milhões de dólares até 1999. No entanto, não divulgou documentos de movimentação bancária. Mas o que foi disponibilizado é suficiente para que as autoridades brasileiras iniciem uma ampla investigação, a exemplo do que vem sendo feito com as contas do irmão, Fernando Sarney, acusado pela Polícia Federal de enviar remessas ilegais de dinheiro para bancos na China e na Suíça.

Brecha na jurisdição e o sigilo bancário de Roseana

A legislação brasileira permite a quebra de sigilo bancário pela Receita Federal de empresas ligadas a offshores sem necessidade de autorização judicial, desde que haja indícios de irregularidades.

Não é crime ter uma conta off-shore em paraíso fiscal, desde que os valores sejam declarados ao fisco nacional. Uma consulta às declarações de Roseana entregues ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, por ocasião das eleições de 1994, 1998, 2002 e 2006 mostra que nunca houve menção às contas off-shore.

Hoje á tarde, sexta-feira 07 de maio de 2010, A Polícia Federal indiciou o irmão de Roseana, Fernando Sarney, por evasão de divisas devido a uma remessa ilegal de um milhão de dólares através de uma empresa off-shore sediada nas Bahamas a um banco chinês.

Tal qual a irmã, Fernando também não informou em suas últimas declarações de rendimentos à Receita Federal a posse deste dinheiro enviado ilegalmente para a China.

Segundo investigações da PF feitasna antiga “Operação Barrica”, hoje “Operação Faktor”, o dinheiro enviado ilegalmente para o HSBC de Qingdao, na China, pode ter como origem recursos desviados da construção da Ferrovia Norte-Sul pela Valec, empresa que era dirigida pelo engenheiro Ulisses Assad, ex-presidente da CAEMA e colega de Fernando Sarney na Escola Politécnica da USP de São Paulo, na década de 70.

A prática destes ilícitos parece ser uma marca registrada dos filhos, do genro e da nora do senador José Sarney.

Os indícios de lavagem de dinheiro no caso de Roseana Sarney e sua empresa Coronado são fortes.

A conta foi aberta através do advogado José Brafman, investido com poderes de trustee (administrador). O trustee é quem detêm o título legal de propriedade da off-shore, para administrá-la em nome dos verdadeiros donos, como artifício para garantir o anonimato.

Dessa forma é assegurado o sigilo bancário até mesmo contra decisões judiciais. Esse modelo vem sendo questionado apenas nos últimos anos, através de acordos entre países para evitar que as offshores se tornem reduto de mafiosos e terroristas.

Por essa brecha tem se chegado a alguns figurões, como por exemplo, o ex-presidente do México, Carlos Salinas, que tinha uma conta milionária, adivinhe onde? No mesmo circunspecto banco Julius Bäer, nas ilhas Cayman.

Uma consulta a internet revela que José Brafman é mais que um simples advogado. É um operador dos mais bem sucedidos. Segundo a revista Veja, edição de março de 2001, José Brafman atuou juntamente com Ricardo Sérgio e Miguel Ethel na formação do consórcio Telemar e do consórcio de Benjamin Steinbruch que resultou na privatização da mineradora Vale do Rio Doce.



Miguel Ethel (foto á esquerda), segundo a mesma revista Veja, é amigo de Fernando Sarney e Jorge Murad, que o fez sócio como condição para liberar o empreendimento do São Luis Shopping. Ainda hoje ele integra o Conselho Curador da Fundação José Sarney. Coincidências?


Korruptionskandal

O livro de Rudolf Elmer abre caminho para que as autoridades brasileiras puxem o fio dessa intrincada meada. Resta para nós maranhenses o vexame de saber que a única pessoa de nacionalidade brasileira citada no livro foi Roseana Sarney, que agrega agora ao seu repertório de práticas suspeitas um palavrão, Korruptionskandal, que não é preciso conhecer alemão, basta conhecer o sobrenome Sarney para entender.

Para compreender o contexto geral desta grave denúncia contra o casal Roseana Sarney & Jorge Murad, leia as duas postagens abaixo: a primeira com o texto da página 280 do livro de Elmer, na versão original em alemão e uma tradução livre para o Português; e a segunda postagem que relaciona os grandes escândalos financeiros que marcaram as duas administrações do governo de Roseana Sarney no Maranhão na década de 90 e no início do século XXI.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Livro "Terror Bancário" cita Roseana Sarney

Esta postagem publica a página 280 do livro "Bankenterror" de Rudolf Elmer, onde ele cita o nome da Roseana Sarney e de sua empresa Coronado.

Inicialmente publicamos a página 280 em sua versão original em alemão e a seguir uma tradução livre para o português feita por um amigo.


Original em alemão da página 280 do livro "Bankenterror" (Terror Bancário). escrito pelo ex-banqueiro Rudolf Elmer, diretor do banco suíço Julius Bär, filial das Ilhas Cayman, editado em versão digital e lançado no mês de março de 2010, na Europa:


"Dass er nach nur fünf Jahren “Luxusarrest” vortzeitig entlassen wurde. Er befindet sich seit 2007 wieer auffreiem Fuss!

Weitere Hinweisein meiner Datensammlung fuhren zu Roseana Sarney. Mitglied des Brasilianischen Senates und Tochter des ehemaligen Präsidenten, die einen Trust mit Namen CORONADO bei Julius Bär unterhielt . Roseana Sarney war 2002 ein heisser Tip für die Präsidentschaftskandidatur in Brasilien. Als aber die Polizei auf einen Hinweis hin ihr Zuhause durchsuchte, und dabei über USD 500.000 unerklärbarem Bargeld fand, zog sie gezwungenermassen ihre Kandidatur zurück und die Affäre eskalierte zu einem Korruptionsskändal.

Roseana Sarnay war Kundin des Julius Bär Gruppe. Der Skandal um ihre Person ist heute noch für jedermann, sogar für die Polizei im Internet zu finden. Eine Namessuche mit Google genügt. Man braucht kein zentrales Informationssystem, keine Geheimdienste und kein Interpol, um den Zusammenhang zu erkennen. Der Trust bzw. das Vermögen von Senatorin Roseana Sarney war jedoch gut versteckt und anonymisiert worden.

Bei Geschäften mit solchen Kunden läuft dies normalerweise folgendermassen ab. Es wird als “Wirtschaftlich Berechtigter” ein Rechtsanwalt vorgeschoben, oder es warden Inhaberaktien registriert deren Direktor ein sogennanter “Corporate Director” war. Die Namen der Eigentumer unde Geschäftsfürer...benützt, um die tatsächlichen Eingentumer zu verschleiern. So war eine Gesellschaft mit dem Namen Totar in sowohl in den Britsch Virgin Island als auch auf den Caymans"


Tradução para a Língua Portuguesa da página 280 do livro “Bankenterror” (Terror Bancário). Escrito pelo ex-banqueiro Rudolf Elmer em alemão, editado em versão digital e lançado no último mês de março na Europa:


“...Que após apenas cinco anos em “cárcere de luxo”, seu pedido de prisão foi indeferido. Ele está desde 2007 novamente livre! 

Mais tarde, contudo,  minha atenção virou-se para Roseana Sarney. Membro do Senado brasileiro e filha do ex-presidente.

Um nome de confiança,  CORONADO, conversou com Julius Baer.

Roseana Sarney foi em 2002, uma opção forte para a candidatura presidencial no Brasil. Mas numa batida policial em suas propriedades foram encontrados 500.000 dólares de origem inexplicada e o caso rapidamente tomou proporções de grande escândalo de corrupção. 




Capa da revista Veja que cobriu o caso Lunus em 2002

 
Roseana Sarney era uma cliente do Julius Baer Group. O escândalo referido pode ser até hoje encontrado por todos, inclusive a polícia, na Internet. Basta uma simples busca no Portal da Google. Você nem precisa ter uma Central de informação, detetives particulares ou a Interpol para ter acesso a essas informações.

Contudo,  bens e ativos da senadora Roseana Sarney foram bem escondidos e “anônimisados”. 
 
Esses foram os caminhos normalmente seguidos por esse cliente. Portanto, aparece como "Beneficiário" de um advogado disfarçado de real proprietário. Assim foram registradas em nome de uma empresa chamada Totar nas Ilhas Virgens Britânicas e ainda nas Ilhas Caymans, em nome do seu diretor, chamado de ‘diretor corporativo’.  “

Governo de Roseana (1995 a 2002) foi marcado por escândalos financeiros

Esta postagem é complementar à matéria anterior, postada há dez minutos.

O ex-banqueiro Rudolf Elmer, ex-diretor do banco suíço Julius Bär, filial das Ilhas Cayman, denunciou em seu livro "Bankenterror" que a empresa Coronado, de propriedade de Roseana Macieira Sarney e Jorge Murad, abriu uma conta naquele banco em 27 de setembro de 1993.

Segundo a ONG norte-americana Wiklieaks, a referida conta bancária do casal movimentou cerca de 150 milhões de dólares entre os anos de 1993 a 1999.

O mesmo período coincide com os dois primeiros governos de Roseana, de janeiro de 1995 a março de 2002.

Aqueles anos foram marcados por graves denúncias responsáveis pelo sumiço de centenas de milhões de dólares pelos ralos da corrupção:

1) 1995-1996: logo no início de sua primeira gestão Roseana Sarney mandou pagar indevidamente 33 milhões de dólares para duas empreiteiras (a EIT e a Planor, que segundo investigações da Polícia Federal, tem como sócios integrantes da OCRIM – Organização Criminosa – comandada pelo irmão de Roseana, o engenheiro Fernando Sarney). As duas empresas deveriam ter construído a MA -008, de Paulo Ramos a Arame. A estrada nunca foi construída e em muitos trechos não passa de uma picada onde só transitam burros de carga;

2) 1996: o golpe do pólo têxtil de Rosário, que levantou 24 milhões de dólares de empréstimos da SUDENE junto ao BNB e enganou cerca de 4 mil homens e mulheres humildes da região do Munin. Ninguém esquece que o governo de Roseana foi fundamental na montagem do pólo, os quatro galpões industriais foram construídos pela empresa Pleno, de Severino Cabral (sócio do marido da governadora em um hotel em Balsas) e foi o próprio Jorge Murad quem trouxe o empresário chinês Chhai Kwo Chheng, responsável pelo negócio, do Ceará no final de 1995;

3) 1997 e 1998: o golpe do pólo têxtil da São Luís realizado da mesma forma e patrocinado pelos mesmos personagens do pólo têxtil de Rosário, que levantou cerca de U$ 30 milhões da SUDENE junto ao BNB;

4) 1998/1999: a assinatura do contrato do Telensino com a Fundação Roberto Marinho custou cerca de R$ 110 milhões, através de recursos federais liberados pelo projeto Alvorada. Centenas de milhares de jovens estudantes não conseguiram acompanhar as aulas dadas em televisões, sem a presença de professores em sala de aula e o Telensino prejudicou sensivelmente a formação educacional de toda uma geração. Em 2002, ano que Roseana se afastou do governo para candidatar-se ao Senado Federal, só existiam escolas públicas de ensino médio em 58 dos 217 municípios maranhenses;

5) 1999: o golpe da Usimar dado pelo empresário paranaense Teodoro Hubner Filho, que contou com o decisivo apoio da governadora Roseana Sarney e do supersecretário de Planejamento, Jorge Murad. O Conselho Deliberativo da SUDAM aprovou um projeto no valor global de U$ 1,38 bilhão e liberou uma parcela inicial de 44 milhões de dólares para a instalação de uma fábrica de autopeças no Distrito Industrial de São Luís. A empreiteira Planor construiu um barracão no local, o empreendimento nunca saiu do papel e o dinheiro liberado tomou doril!;

6) 2000: liberação de cerca de 150 milhões de dólares em recursos federais do Ministério da Integração Regional para as empreiteiras baianas OAS e Gautama (U$ 75 milhões para cada) para duplicar a capacidade de captação e produção de água potável do Sistema Italuís. O governo Roseana não fiscalizou a aplicação dos recursos e a obra não foi realizada. Esta é a principal causa do caos que impera até hoje no Estado e na grande São Luís, causando a falta de água em centena de bairros, povoados e pequenas localidades;

7) 1993 a 2002: o repasse incalculável de centenas de milhões de dólares ao Sistema Mirante de Comunicação ( conglomerado que reúne várias emissores de TV, dezenas de rádios AM e FM e o jornal “ O Estado do Maranhão”) pertencentes aos três irmãos Sarney: Roseana, Fernando e Zequinha;

8) 2000: U$ 80 milhões de dólares foram liberados pelo Ministério do Meio Ambiente (quase toda a verba da pasta do então ministro Zequinha Sarney) para a empreiteira baiana Coesa para construir, sanear e urbanizar a Lagoa da Jansen, em São Luís. A obra está repleta de denúncias de irregularidades;

9) 2000 e 2001: aplicações ilegais de recursos públicos do Fundo Previdenciário do Estado (U$ 20 milhões) e da Capof (Caixa de Assistência dos Funcionários Aposentados do BEM), U$ 16 milhões, no Banco Santos, de propriedade do padrinho de casamento do casal Sarney & Murad, Edmar Cid Ferreira, do qual Roseana era dependente em um cartão de crédito internacional. O banco faliu e a aplicação da Capof foi totalmente perdida e o Estado conseguiu a devolução de apenas uma parte dos recursos de seu fundo previdenciário;

10) 1999/2002: tomada de empréstimo de U$ 275 milhões junto ao Banco Central para sanear as contas do BEM. O Estado depois ainda fez um aporte de R$ 58 milhões no BEM que faliu em seguida, foi privatizado e vendido ao Bradesco;

11) 1995 a 1999: liberação de 70 milhões de dólares, via BNB, para a empresa baiana Coesa implantar o projeto de irrigação de Salangô, em São Mateus, que foi abandonado; e

12) 1992 a 1999: dezenas de milhões de dólares do Orçamento Geral da União investidos no projeto de irrigação do Tabuleiro de São Bernardo, que também não foi implementado.

Ninguém pode responsabilizar a governadora Roseana Sarney Murad e seu marido, Jorge Francisco Murad Júnior, pelo sumiço dos recursos públicos federais e estaduais que se perderam nestes ralos da corrupção.

Mas com certeza, Roseana tem que ser responsabilizada e tinha a obrigação, como governadora do Maranhão, de fiscalizar a correta aplicação dos recursos estaduais gastos na estrada fantasma Paulo Ramos a Arame; nas aplicações de risco de recursos da Capof (Fundo dos Funcionários Aposentados do BEM) e do Fundo Previdenciário do Estado do Maranhão feitas no Banco Santos; e na falência do BEM.

Da mesma forma tanto Roseana como seu marido Jorge, na função de secretário de Estado de “planejamento”, devem ser responsabilizados por não terem fiscalizado corretamente a aplicação de recursos federais da SUDENE nos pólos têxteis de Rosário e de São Luís; de recursos da SUDAM na Usimar; e das verbas federais transferidas para o Telensino, para os projetos de irrigação de São Mateus e São Bernardo, para a duplicação do Sistema Italuís em 2000, e para as obras de urbanização e esgotamento sanitário da Lagoa da Jansen.