sábado, 22 de maio de 2010

Jackson Lago deixou R$ 150 milhões para obras em São Luís que a madastra da capital bloqueou

Decididamente a governadora biônica Roseana Sarney se tornou uma espécie de madastra má da capital maranhense.

Antes de ser deposto por um golpe judiciário, o governador Jackson Lago tinha assinado alguns convênios com o prefeito João Castelo, destinando cento e cinquenta milhões de reais para construir dois viadutos na cidade (do quartel da PM do Calhau e o da Forquilha), além de verbas para o prolongamento da Avenida Litorânea até o Olho D'Água e a construção de novas avenidas e recapeamento asfáltico de ruas e
avenidas para melhorar o caótico trânsito da capital.




Roseana Sarney não gosta de São Luís e de sua população




Roseana bloqueou esses recursos porque não gosta de São Luís onde sempre levou verdadeiras sovas eleitorais nas eleições de 1994, 1998, 2002 e 2006.

Os quatro candidatos a prefeito da capital nas eleições de 2008 (Raimundo Cutrim - DEM -, Pedro Fernandes -PTB -, Gastão Vieira - PMDB - e Waldir Maranhão -PP -) da base aliada de Roseana Sarney tiveram somados apenas 8% dos votos no primeiro turno daquelas eleições.

Para Roseana quanto pior estiver São Luís (trânsito caótico, Caema abrindo buracos em ruas recentemente asfaltadas e recuperadas pelo prefeito João Castelo e colocação de todo o tipo de obstáculos para o município construir o novo hospital de urgência e emergência da capital) melhor para ela e seu grupo político.

Raciocínio tacanho e conservador típico de uma mente retrógrada de uma coronel nordestina de saias da pior espécie.

Leiam agora o artigo assinado por Jackson Lago e publicado na edição de hoje do Jornal Pequeno:

"Publiquei, na semana passada o primeiro artigo sobre as realizações de meu governo em São Luís, nos dois anos, quatro meses e 16 dias anteriores ao golpe judiciário que me afastou da administração do Estado, devolvendo-a à oligarquia quarentona.

Concentramos o artigo passado, nas obras do PAC Rio Anil, maior investimento que meu governo estava realizando (288 milhões de reais) e que teria impacto sobre 200 mil cidadãs e cidadãos de São Luís.

No entanto, o total de investimentos que nossa capital receberia, suplantava os 600 milhões de reais. Além de pequenas e médias obras setoriais e do PAC Rio Anil, São Luís contaria com projetos estruturantes, que seriam realizados através da Prefeitura da capital e para as quais assinei convênios no valor de 150 milhões de reais com o prefeito João Castelo.

As obras setoriais, de importância decisiva para a cidade, foram realizadas durante meu governo, ou ficaram próximas de seu término.

Cito, por exemplo:

1) a intervenção urbanística e paisagística da orla da Lagoa da Jansen, onde foram recuperados os espaços deteriorados (calçamento, teatro de arena, banheiros, quadras poliesportivas e a comporta da lagoa);

2) a recuperação da ponte sobre o rio Calhau (na avenida Litorânea), que estava com sua estrutura comprometida pela erosão;

3) a reforma da rampa Campos Melo, que estava ameaçada por acelerado processo de erosão;

4) a radical intervenção na estrutura e no revestimento da ponte do São Francisco, cuja estabilidade estrutural estava comprometida pela oxidação das ferragens;

5) a reforma estrutural e modernização do Estádio Castelão, que estava em estado de completo abandono;

5) a realização de obras de intervenção e reurbanização da Península da Ponta da Areia, ameaçada pela erosão que avançava sobre o Memorial Bandeira Tribuzzi; além da melhoria em diversos equipamentos urbanos, como praças esportivas.

Os convênios que assinei com o prefeito João Castelo no valor global de 150 milhões de reais tinham como destinação a construção de dois viadutos (no trevo do Quartel da Polícia do Calhau e na Forquilha), o prolongamento da avenida Litorânea (que alcançaria o Olho d’Água) e o asfaltamento de ruas e avenidas por toda a cidade.

Mostrando seu caráter antimunicipalista e seu ódio pela capital que sempre lhe impôs derrotas eleitorais, um dos primeiros atos de minha ilegítima sucessora foi o de seqüestrar os recursos que eu havia transferido à Prefeitura de São Luís, através dos convênios.

Aliás, ao contrário do que fez com os demais municípios do Estado, a governadora ilegítima não conseguiu subtrair aos cofres da Prefeitura da capital os recursos transferidos de forma perfeitamente legal. Mas, através de embaraços oferecidos pela via da Justiça, a governadora Roseana Sarney Murad tem conseguido impedir que a Prefeitura realize as obras previstas e que de tanta utilidade seriam para a população ludovicense.

Mostrando sua face de verdadeira madrasta de São Luís, a governadora quer condenar nossa cidade (e o Estado como um todo) ao atraso. Mas, a população da Ilha Rebelde sabe que a hora do acerto de contas está próxima e saberá dar - como sempre o fez - uma resposta à altura à oligarquia odienta e atrasada."

Ricardo vai cumprir a promessa de entrar em greve de fome?

Será que o boneco de Olinda (grande e oco) vai cumprir a promessa que fez para chantagear Roseana Sarney e iniciar uma greve de fome em frente ao Palácio dos Leões, caso a governadora biônica não assine sua nomeação para assumir novamente a Secretaria Estadual de Saúde.

O prazo que Ricardo Murad deu para Roseana nomeá-lo terminou ontem (21) à noite.

Vejam a charge publicada ontem no blog do amigo John Cutrim:

Deu na Veja: Roseana comprou petistas do Maranhão

Leia matéria completa publicada na revista Veja intitulada "Compram-se petistas".

O blog do jonalista Ricardo Noblat, de "O Globo", reproduziu hoje a matéria da revista da Editôra Abril, de autoria da jornalista Sofia Krausen.


Abaixo do título da matéria, Krausen editou a seguinte pergunta : "Para apoiarem a candidatura da governadora Roseana Sarney, petistas estão recebendo ofertas de pacotes de dinheiro que chegam a 40 000 reais. Nos últimos dias, treze companheiros mudaram de lado. Por que será?"

"Diz-se nas ruas de terra do interior do Maranhão que a família Sarney é dona do estado. O clã tem sociedade em tudo. Se algo está no Maranhão, pertence aos Sarney. Eles detêm participações em TVs, rádios, jornais, fazendas, mansões, ilhas, ONGs, fundações, holdings...

Nos últimos meses, na esperança de conquistar a única mercadoria que talvez ainda lhe escape, a família expandiu agressivamente os negócios. Passou a investir em petistas. Petistas? Sim, petistas – e no varejo. No mercado eleitoral do Maranhão, petistas aparentemente têm um preço.




Os mais caros podem custar 40 000 reais. Na promoção, alguns saem pela metade desse valor: 20 000 reais. Esta, ao menos, é a cotação estabelecida pelos Sarney. Nas últimas semanas, operadores da família procuraram integrantes da direção do PT maranhense para fechar negócio.

O produto a ser comerciado, no caso, é apoio político. A governadora Roseana Sarney, do PMDB, candidata à eleição, precisa desesperadamente assegurar a aliança com o PT, que chegou a declarar apoio ao candidato concorrente, do PCdoB.

As negociações começaram em razão do resultado da convenção estadual do PT, ocorrida em março, que deveria ratificar o apoio do partido à candidatura de Roseana Sarney. A lógica política dessa decisão deriva da aliança nacional entre os petistas e o PMDB, na qual o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, deverá ser o vice na chapa de Dilma Rousseff.

Pela natureza desse acordo, PT e PMDB obrigam-se a resolver diferenças que venham a surgir na formação dos palanques estaduais. E já surgiram muitas, como demonstra o notório salseiro armado em Minas Gerais. No Maranhão, porém, as dificuldades de união entre os dois partidos extrapolam quaisquer conveniências eleitorais. Ali, ambos são inimigos há décadas, desde que Sarney é Sarney e PT é PT – bem, ou eram, nos tempos em que havia distinções mais nítidas no mundo político.

Na convenção petista de março, delineou-se alguma. Pela magra vantagem de 87 votos contra 85, os delegados do PT maranhense ignoraram as determinações da direção nacional do partido e resolveram apoiar formalmente a candidatura ao governo do deputado comunista Flávio Dino.

As compras começaram assim que se encerrou a convenção. Para reverter a derrota, o clã articulou um ardil político destinado a forçar a candidatura Roseana de cima para baixo. Petistas amigos prontificaram-se a montar um abaixo-assinado contrário à decisão tomada na convenção estadual e remetê-lo ao diretório nacional do partido.

Com a medida, pretendia-se anular o apoio ao comunista e, ato contínuo, selar a aliança com o grupo de Sarney. Para elaborarem o abaixo-assinado, operadores de Roseana saíram à cata de petistas. VEJA localizou quatro que admitiram ter recebido a proposta de suborno para mudar de lado – e, portanto, subscrever o tal documento.

Segundo esses depoimentos, o pagamento variava de 20 000 a 40 000 reais. Todos negaram ter aceitado a oferta. Um deles, entretanto, admitiu ter assinado a lista, mesmo depois de votar contra a aliança com o PMDB, o que não faz o menor sentido político.

As propostas se deram em ambientes propícios a esse tipo de negociata. O delegado petista Francivaldo Coelho conta que recebeu a oferta no estacionamento de um shopping em São Luís, capital do estado. Segundo Coelho, o intermediário chama-se Rodrigo Comerciário, um leal aliado da família Sarney. O encontro ocorreu no dia 14 deste mês, uma sexta-feira. Durou apenas dez minutos.

Narra o petista: "Ele nem desceu do carro, estava tremendo de medo. Disse que ficariam 40 000 para mim e 40 000 para um delegado amigo meu. O dinheiro já estava com ele". Coelho assegura que declinou da proposta. O tal amigo delegado, Arnaldo Colaço, também não topou. E confirma o negócio: "Eles me ofereceram 40.000 reais para apoiar a Roseana".

O petista Marcelo Belfort, do município de Ribamar Fiquene, ganhou até passagem de ônibus para ir a São Luís negociar o passe num hotel. Diz ele: "A proposta inicial era 20 000 reais. Eles estão fazendo isso com vários delegados. Mas eu não quis". A petista Maria de Lurdes Moreira, que votou contra o apoio a Roseana e depois mudou de lado, confirma que também recebeu uma proposta de 20 000 reais, porém antes da convenção. Houve outro intermediário nesse caso. Segundo ela, José Antônio Heluy, secretário de Trabalho do governo do Maranhão. "Estive realmente lá, mas não houve esse tipo de conversa", diz o secretário.

A notícia dos subornos correu a língua dos petistas. O deputado federal Domingos Dutra, um dos principais adversários dos Sarney no estado, descobriu o rolo: "Eles estão tentando comprar os nossos delegados". Completa o deputado Flávio Dino, o candidato que está prestes a perder o apoio do PT: "É um absurdo o que se está fazendo na região".

A artimanha de Roseana corre tranquilamente. Na semana passada, remeteu-se o caríssimo abaixo-assinado à direção nacional do PT. Nele, há 98 nomes. Treze petistas, portanto, cederam aos encantos da candidatura Sarney – não se sabe por quais razões.

Haveria um encontro do PT maranhense no último fim de semana para ratificar o apoio à candidatura comunista, mas a direção nacional da sigla cancelou o evento. Diz o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo: "Estamos acompanhando a situação do Maranhão e tomaremos as medidas cabíveis diante dos fatos de que tivermos conhecimento". A governadora Roseana Sarney não quis comentar o caso."

Villa comenta pesquisa Datafolha

O historiador Marco Antônio Villa acabou de postar um texto em seu blog comentando a pesquisa Datafolha, publicada hoje no jornal "Folha de São Paulo".

"Saiu a tão aguardada pesquisa Datafolha.Deu empate: Serra e Dilma estão com 37%. Marina continua longe, com 12% (o que não é um mau resultado).

A popularidade de Lula está quase no céu: 76%. As explicações ficam ao gosto do freguês. É óbvio constatar o crescimento contínuo da candidatura Dilma. O ponto de interrogação que fica é até onde vai esta curva. Teve o programa de televisão que foi importante (onde Lula enfatizou que ela é a sua candidata).

Contudo, ela mal chega a metade do índice de popularidade de Lula, o que pode indicar que a transferência não é automática (e menor do que os petistas imaginam) e que Serra se mantém bem no estágio atual da campanha.

Nas próximas duas semanas, na televisão, teremos programas pró-Serra e (dependendo do que for exposto, pois o PT certamente vai tentar embargar - ou limitar - estes programas) que devem ter algum efeito nas pesquisas.

A pesquisa reforça a análise de que teremos uma eleição super-disputada, absolutamente distinta das últimas quatro (1994-2006). Teremos segundo turno, óbvio.

E o calor da disputa vai transformar a eleição de 2010 (infelizmente) na mais violenta da história recente do país, como já escrevi diversas vezes.

Qualquer interpretação mais afirmativa é mero chute. As duas candidaturas tem estratégias bem distintas. Dilma tem de colar a sua imagem à de Lula. E só.

Serra tem uma missão muito mais difícil: evitar o confronto desnecessário e ir comendo pelas bordas a situação, especialmente com as alianças estaduais (que terão enorme influência no quadro de uma eleição super-polarizada), que tem recebido muita pouca atenção da cobertura da imprensa.

Em suma, não faltará emoção."

PT maranhense inicia encontro

Leia matéria postada ontem no blog de Felipe Klamt:

"O Partido dos Trabalhadores iniciou, hoje, no Sindicato dos Bancários, o encontro de ratificação da chapa que vai apresentar para a composição com o PC do B e PSB na eleição majoritária e proporcional deste ano.


Mesa que dirigiu abertura do encontro do PT

Mais de 90 delegados já estavam presentes ao evento, confirmando que decidiram caminhar juntos com Flávio Dino e vencer o pleito de governador dos maranhenses."



Petistas decidiram sobre a tática eleitoral do PT/MA para 2010

Dilma e Serra têm 37% no Datafolha

Leia esta postagem publicada hoje pelo portal IG:

Pesquisa Datafolha publicada na edição deste sábado da Folha de S.Paulo mostra que a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, atingiu sua melhor marca de intenção de voto até hoje e está empatada com José Serra (PSDB). Ambos estão com 37%.

O levantamento foi realizado ontem e anteontem com 2.660 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Marina Silva (PV) aparece com 12%. Os que votam em branco, nulo ou nenhum somam 5%. Indecisos são 9%.

Na comparação com a última pesquisa Datafolha, realizada em 15 e 16 de abril, Dilma teve uma alta de sete pontos percentuais – de 30% para 37%. Já Serra caiu cinco pontos, saindo de 42% para os mesmos 37%.

Essa é a primeira vez em que ambos aparecem empatados no Datafolha

Mirante calunia Madeira outra vez

Estava demorando um pouco para começar o festival de baixarias da campanha eleitoral de 2010, patrocinado pelo sistema Mirante/Mentira de Comunicação no Maranhão.

A bola da vez agora é o prefeito tucano de Imperatriz, Sebastião Madeira, cujo governo desfruta índices excelentes de aceitação popular no Sul do Maranhão.

Segundo denúncia publicada no blog do jornalista Decio Sá, no portal Imirante, Madeira teria dado um tapa na cara de uma mulher, filha de um paciente internado no Socorrão de Imperatriz, durante a visita do prefeito tucano realizada ontem de manhã à unidade de saúde.

Leia dois trechos da postagem de Sá, que deixam clara a armação e a baixaria do Sistema Mirante:

“...O prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), teria agredido com um tapa a autônoma Luciana Raquel Rodrigues dentro do hospital Socorrão, segundo ela própria contou ao blog agora há pouco por telefone. Luciana está se encaminhando neste momento (11h25) a um delegacia da cidade no sentido de registrar queixa contra o tucano...” ; e

“...Por volta das 11h, Luciana se deparou com Madeira, o principal aliado do pré-candidato José Serra (PSDB) no Maranhão, pelos corredores do Socorrão e foi cobrar dele uma providência: Luciana: ‘- Prefeito, meu pai está internado há 11 dias precisando fazer um ecocardiograma e eu quero saber o porquê disso! O pessoal do hospital diz que as clínicas estão paradas por falta de pagamento” – disparou ela

“Ele disse que era mentira e bateu na minha cara” – denuncia Luciana. Segundo ela, o prefeito foi contido por seguranças e assessores: - “Se ele não fosse seguro iria me bater mais” – contou.

A armação do texto é evidente quando Sá introduziu em sua narrativa:”...Luciana se deparou com Madeira, o principal aliado do pré-candidato José Serra (PSDB) no Maranhão, pelos corredores do hospital...”.

Não sei como Sá vacilou e não citou que Madeira também é o principal aliado do candidato a governador do PDT, Jackson Lago, no Sul do Maranhão. Com certeza vai levar um pito dos seus chefes e da sua sua chefa - mor.



Madeira é o principal aliado de Jackson no Sul do Maranhão


O mais interessante é que essa ópera bufa contra Madeira acontece uma semana antes da pré-convenção que o PDT e o PSDB vão realizar na sexta que vem no Rio Poty Hotel, com a provável presença do presidenciável José Serra em São Luís.

Com certeza foi apenas uma coincidência, não é?

Mas quem conhece um pouco da história política recente do Maranhão não esquece três fatos ocorridos na década de 90.

O primeiro aconteceu na eleição para governador em 1994, quando o próprio senador José Sarney utilizou seu texto dominical impresso na capa do jornal “O Estado do Maranhão” para inventar um cadáver, o do ferroviário Reis Pacheco, ex-funcionário da Companhia Vale do Rio Doce.

Segundo Sarney, Reis Pacheco teria sido assassinado por policiais civis maranhenses no final de década de 80, que cumpriam ordens supostamente dadas pelo então governador Epitácio Cafeteira. A atitude de Cafeteira teria sido um tipo de vingança pessoal porque o ferroviário atropelou e matou o sogro de Cafeteira, Hilton Rodrigues, na ponte Bandeira Tribuzi.

Sarney acusou o então candidato a governador do Maranhão às eleições de 1994, que concorria contra sua filha dileta Roseana Sarney, de assassinato e ocultação de cadáver. A campanha de Roseana distribuiu cerca de um milhão de panfletos no interior do Estado acusando Cafeteira pelo crime.

Alem disso no último dia da propaganda eleitoral gratuita na televisão no 2.° turno daquelas eleições, o sinal da TV Mirante de São Luís, empresa que gerava a transmissão dos programas para o Estado, simplesmente cortou o sinal para todo o interior maranhense.

A TV Mirante impediu que mais de dois milhões de eleitores do interior assistissem ao programa eleitoral de TV de Cafeteira que desmontava a farsa de Sarney. O principal personagem do último programa de TV da oposição ao grupo Sarney era exatamente o ferroviário Reis Pacheco, que vivia no Amapá.

O segundo episódio aconteceu na eleição para prefeito de São Luís de 1996. O jornal “O Estado do Maranhão” publicou com o maior estardalhaço possível a prisão de um piloto de avião acusado de transportar drogas em uma aeronave.

A manchete principal da capa do jornal foi; “Piloto de avião de Jackson é preso por transportar drogas”. O piloto preso e acusado tinha levado Jackson em uma viagem de avião na campanha eleitoral de 1994, quando ele foi candidato a governador pelo PDT.

A aeronave tinha sido alugada para uma viagem ao interior do estado, pois Jackson nunca possuiu qualquer avião em sua vida, nem mesmo quando foi governador por dois anos e três meses.

Quem viu a capa do jornal entendeu que o piloto preso trabalhava só para Jackson, em uma aeronave pertencente ao líder pedetista que acobertava um empregado que transportava e mesmo traficava drogas pelo Maranhão.

Se houvesse um “Oscar” da sutileza, com certeza receberia a estatueta dourada em votação unânime.

A terceira grande armação teve como alvo o próprio Sebastião Madeira em 1996. O atual prefeito de Imperatriz era deputado federal do PSDB e virtual candidato a prefeito de Imperatriz nas eleições de 1996.



A cidade era administrada pelo interventor Ildon Marques (à esquerda), dono da rede de lojas Liliane. Indicado pela então governadora Roseana para um mandato tampão até 1996.

Marques substituía o prefeito Salvador Fernandes, afastado do cargo, acusado de ter sido o mandante da morte do ex-prefeito Renato Moreira, eleito em 1992 e assassinado em setembro de 1993.

Fernandes tinha sido vaqueiro de uma fazenda do ex-prefeito de Imperatriz, Davi Alves Silva (1989 a 1992) e tinha sido eleito vice-prefeito da cidade em 1992 na chapa de Renato Moreira.

Aí sem mais, sem menos, em certo domingo de 1996, o programa Fantástico, apresentado à noite no horário mais nobre da Rede Globo, retransmitido pelo Sistema Mirante no Maranhão, inclusive pela TV Mirante de Imperatriz, veiculou uma reportagem estranhíssima.

Um homem não identificado, mostrado como se fosse um pistoleiro arrependido, deu uma entrevista ao repórter do Fantástico denunciando que tinha sido contratado por um “deputado federal” da região para assassinar o interventor de Imperatriz.

Com imagens tomadas num ambiente escuro, onde o rosto do pistoleiro arrependido não era identificado, o malfeitor começou a descrever a trama do assassinato que teria sido encomendado e deu todas as dicas possíveis para identificar quem lhe tinha contratado.

O alvo era o deputado federal tucano Sebastião Madeira, que fazia oposição cerrada a Ildon Marques e ao governo Roseana Sarney na região.

Tempos depois de muitas investigações, soube-se que tudo não passava de uma grosseira armação patrocinada por um assessor de comunicação do próprio interventor da cidade.

O próprio Fantástico veiculou depois uma matéria isentando Madeira de qualquer responsabilidade sobre a mentirosa denúncia da farsa do pistoleiro arrependido.

A armação do Fantástico e essa nova mentira veiculada ontem pelo portal Imirante carecem de qualquer indício de veracidade, exatamente pelo fato de Madeira caracterizar-se como um homem extremamente educado, de fino trato e incapaz de tratar qualquer pessoa desta forma.


Madeira é muito educado e a armação contra ele não cola


Leia agora a nota de esclarecimento divulgada pelo jornalista Élson Araújo, principal assessor de comunicação do prefeito Sebastião Madeira:


"A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Imperatriz esclarece sobre fato ocorrido na manhã do dia 21 de maio de 2010, nas dependências do Hospital Municipal, envolvendo o prefeito Sebastião Torres Madeira e a senhora Luciana Raquel Rodrigues.

O prefeito Madeira visitava o Hospital Municipal na manhã desta sexta feira, ocasião em que foi abordado pela Senhora Luciana Raquel Rodrigues, que está com seu pai internado no Hospital Municipal, e falou com o Prefeito sobre um exame que ele precisava realizar, e que tal exame não fora feito em razão de atraso com a Clínica Médica.

Ao fim desta conversa, o Prefeito tentou abraçá-la. Tal atitude foi interpretada como agressão, quando na verdade o Prefeito pretendeu restabelecer o bom diálogo.

Estranhamente, a Senhora Luciana Raquel Rodrigues saiu correndo pelos corredores do hospital gritando que acabara de ser agredida pelo Prefeito e também tratou de informar a várias emissoras de televisão, rádio e jornal, inclusive da Capital do Estado.

O prefeito compreende a apreensão da senhorita Raquel quanto à situação de saúde do pai, mas se mostra surpreso com a acusação já que é um homem reconhecidamente cordato, defensor da cultura da paz.

Imperatriz/MA, 21 de maio de 2010.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Imperatriz
Elson Araújo/Assessor-Chefe"