segunda-feira, 31 de maio de 2010

Notas noturnas

Bola da vez

Depois de obrigar Roseana a demitir Luís Alfredo Guterres da Secretaria da Saúde e nomear Fátima Travassos, a segunda colocada na eleição da categoria, para a Procuradoria Geral de Justiça, a próxima meta do superRicardão é demitir o ex-presidente da Famen, Hildon Rocha, do secretariado de Roseana.

Carta branca

O senador José Sarney deu plenos poderes para Ricardo Murad fazer o que quiser no governo de Roseana. Ele já reuniu o secretariado sem a presença dela para informar que a partir de agora quem manda e decide tudo é ele. Liberação de recursos da saúde, educação e das outras pastas só acontecem via SEPLAN e com autorização do governador de fato do Maranhão.

Triste aniversário

Roseana completa amanhã 57 anos. Ela vai passar o dia amuada com a perda de poderes para o cunhado espaçoso Ricardo Murad, ordem decretada pelo próprio pai, José Sarney. Ele até cogita tirar um licença para se dedicar à campanha. Se Roseana bobear, quando reassumir formalmente o cargo, não vai ter nem cadeira para sentar nos Leões.

Lula vai ser a muleta de Roseana

Duda Mendonça avisou Sarney que sem o apoio explícito de Lula na campanha eleitoral, Roseana vai perder as eleições de outubro deste ano. Pesquisas qualitativas e quantitativas apontam uma rejeição recorde do nome de Roseana e, principalmente de seu sobrenome. Ela não superou até agora a marca de 43% das intenções voto, que levaria a eleição para um indesejável segundo turno plebiscitário como aconteceu em 2006.

Campeão de audiência

Lula vai ser o personagem principal da campanha de Roseana no horário político da televisão e do rádio do PMDB/MA a partir do final de agosto. Não se impressionem se o presidente aparecer mais na propaganda de Roseana, do que na da própria Dilma Roussef.

Artigo de José Reinaldo Tavares:"Para Sarney só Lula dá esperança"

Leia artigo de autoria do governador Jose Reinaldo Tavares, candidato a senador pelo PSB, que será publicado na edição de amanhã do Jornal Pequeno:

"Duda Mendonça tem mostrado a Sarney que a situação de Roseana Sarney é crítica e que, pelas próprias pernas (dela e do grupo da oligarquia), ela não conseguirá ir muito longe. Essa é a realidade fria expressa por um mestre dos marqueteiros contratado a peso de ouro. Sarney, muito experiente, não contesta. Ele sabe que é verdade.

E é fácil de entender o porquê desta constatação.

Roseana Sarney tomou o governo nos tribunais para que passasse a ter chance de ganhar nas eleições de 2010. Usou a máquina como pôde. O primeiro alvo foram os prefeitos e alguns foram “conquistados” por ameaças de cassação nos tribunais e outros tentados por vultosas quantias repassadas em convênios que exigiam contrapartidas eleitorais. E mais: ela, para reforçar o caixa, conseguiu empréstimos, sem definição de obras ou ações prioritárias, para que pudesse gastar livremente naquilo que quisesse. Uma ilegalidade a mais, entre tantas. O que freou um pouco esta iniciativa inconseqüente foi a perda do controle fiscal das contas governamentais que contiveram sua expansão.

Em seguida veio a propaganda desenfreada, verdadeira campanha antecipada. Veio o próprio Lula por três vezes, Dilma duas, anúncios inconsistentes de refinaria, etc. Qualquer um, com metade disso, estaria eleito antecipadamente.

Mas a retirada de Jackson Lago do governo e os escândalos semanais envolvendo diretamente a família trouxeram enorme rejeição a Roseana e à família.

Assim, ela não consegue passar dos 43% de intenções de voto, o que significa segundo turno e derrota certa.

E esse é o desenrolar dos fatos...

Chamaram aquele que é o considerado o melhor marqueteiro do país, fizeram uma vaquinha, arranjaram R$ 12 milhões que, segundo a revista Veja, era o valor exigido por Duda Mendonça e ele tentou tudo. Reuniu os secretários de estado para garimpar material aproveitável para melhorar a imagem do governo de Roseana. Quase nada conseguiu de relevante. Experimentou mudar a personalidade dela, tentando achar o caminho para diminuir sua rejeição entre os eleitores. Não adiantou.

Foi assim que, depois de muito estudar o quadro das eleições no Maranhão e realizar pesquisas qualitativas e quantitativas e o potencial dos adversários, chegou a uma certeza definitiva.

E essa certeza é simples.

Se o PT estiver com Flávio Dino, Lula não poderá pedir votos no horário eleitoral para Roseana Sarney, que é do PMDB. Ele, segundo a legislação eleitoral só poderá pedir votos para Flávio Dino, coligado com o PT, seu partido.

Mesmo que aqui haja dois palanques para Dilma: o de Flávio e outro de Roseana Sarney, ele fica impedido de pedir votos para ela no horário eleitoral. Isso explica porque dois palanques é ideia tão combatida pela oligarquia.

Portanto, sem a coligação com o PT nada feito. Lula nada poderá fazer e, crendo em Duda, o caldo estará entornado definitivamente. Talvez outro nome da oligarquia possa até ser melhor do que o dela. Talvez nessas condições ela nem seja candidata.

Sarney, que sabe de tudo isso, não desistirá de tentar convencer Lula a fazer o que sabe ser seu último recurso: a intervenção no PT do Maranhão. Afinal essa é a sua última cartada para tentar eleger sua filha.

Mas as coisas não são simples assim.

Sem intervenção nada muda e para isso são necessários 2/3 dos votos. Ou seja, várias tendências, entre as várias que caracterizam o partido, terão que votar. E muitos preferem deixar tudo como está ou também porque preferem dois palanques ao invés de um só.

E Flávio Dino já disse que não aceitará uma decisão que violente o que foi decidido limpa e legalmente no cumprimento do regimento do partido e de decisões nacionais. O jogo está jogado e qualquer ato de força será entendido como é: uma violência. A partir daí, o caminho é a justiça e todas as conseqüências de uma demanda como essa.

O senador José Sarney sempre é visto como aquele político muito bem informado e que estuda minuciosamente como fazer acontecer o que quer. Com muita antecedência. E depois vai mexendo personagens na direção escolhida. Muitas e muitas vezes isso deu certo. Mas nesse caso, ele cometeu um erro que poderá ser fatal para a eleição da filha.

Será que isso chegou a passar pela sua cabeça e ele não julgou importante?

O fato é que se ele tivesse falado com Lula, para que ele permitisse a filiação de Roseana no PT do Maranhão, a eleição dela passaria a ser uma possibilidade real. Seria muito difícil para a oposição e talvez nem tivesse havido uma candidatura do deputado Flávio Dino. Sarney seria dono de Lula, que pediria votos para Roseana sem nenhum impedimento legal. Seria um paraíso para a Sarneylandia...

Porque que ele preferiu que ela fosse para o PMDB? Estava precisando dar uma demonstração de força ao partido em face da enxurrada de denúncias que recebia? Ou imaginou que ela não suportaria ouvir de membros do PT, que não a aceitariam no partido, dizer-lhe duras verdades, sempre que participasse de algum ato partidário?

Enfim, seja qual foi o motivo, o fato é que isso tornou viável e muito forte o projeto oposicionista. A tal ponto que a viabilidade da candidatura de Roseana passou a depender de uma intervenção, muito ruidosa, no PT.

Sarney tenta reverter o processo a todo custo, mas sabe que Dino será candidato de qualquer maneira. É osso duro de roer...

Por fim, não poderia deixar de parabenizar ao ex-governador Jackson Lago pelo grande sucesso de sua pré-convenção. Quem ganha é a oposição."

“Saúde é Vida” é usado para fortalecer a base eleitoral de Roseana e Ricardo

O programa “Saúde é Vida” lançado em 2009, logo depois que a biônica Roseana Sarney tomou de assalto o governo do Maranhão e nomeou seu cunhado, o deputado estadual, Ricardo Murad (PMDB), para secretário de Saúde foi utilizado para fortalecer as bases eleitorais de Roseana e do irmão de Jorge Murad.

Segundo informações divulgadas ontem em matéria publicada na edição dominical do jornal “O Estado do Maranhão”, caderno de Cidades, nas páginas 4 e 5, em reportagem do jornalista Wiliam Lima, o programa previa:

...a construção de 64 unidades de saúde com 20 leitos, destinados aos municipios que contavam apenas com unidades para atendimento básico, e mais oito hospitais de 50 leitos – a municípios com população superior a 50 mil habitantes -, para servir como pólos de referência em atendimentos de media complexidade em regiões estratégicas do Maranhão...”

Os oito hospitais de 50 leitos, que, segundo a matéria de ontem do jornal da família Sarney deveriam ser construídos em municípios com população superior a 50 mil habitantes, são: Alto Alegre do Maranhão, Alto Alegre do Pindaré, Barreirinhas, Grajaú, Monção, Peritoró, Timbiras e Turiaçu.

A primeira grande irregularidade que se constata no programa é que a construção dos hospitais de 50 leitos não foi feita em municípios com população maior de 50 mil habitantes, à exceção de Grajaú.

Confira agora o resultado da contagem populacional feita pelo IBGE em 2007 e, publicada no Diário Oficial da União de 05 de Outubro de 2007:

Tabela 1:
IBGE
Populações residentes em 1.° de Abril de 2007, segundo os municípios:



Município População
Alto Alegre Ma. 22.022
Alto Alegre Pi. 31.992
Barreirinhas 47.850
Grajaú 54.135
Monção 27.558
Peritoró 19.017
Timbiras 26.132
Turiaçu 32.491

Como se observa numa simples consulta aos dados oficiais do IBGE, apenas a cidade de Grajaú tem mais de 50 mil habitantes. Depois quem se aproxima mais é Barreirinhas que em 2007 possuía 47.850 habitantes.

No caso de Barreirinhas pode-se levar em conta que com o número muito grande de turistas que visitam o município durante todo o ano, sua média populacional entre a população fixa e a população flutuante de turistas ultrapasse os 50 mil habitantes.

Mas os outros seis municípios em que estão sendo construídos hospitais com 50 leitos, têm população bem inferior a 50 mil habitantes.

Turiaçu e Alto Alegre do Pindaré tem pouco mais de 30 mil habitantes; Monção, Timbiras e Alto Alegre do Maranhão têm populações com mais de 20 mil habitantes; e Peritoró tem população um pouco superior a 19 mil habitantes.

Então qual terá sido o critério adotado por Ricardo Murad para escolher os municípios que sediariam hospitais com 50 leitos?

A resposta é simples e singela: construir os maiores hospitais em cidades que a governadora biônica Roseana Sarney venceu as eleições de 2006 e nos municípios que são a base eleitoral do próprio Ricardo Murad.

A única exceção em relação às eleições de 2006 foi Barreirinhas, cidade em que Jackson Lago foi vencedor com 11.120 votos contra 10.129 votos obtidos por Roseana Sarney.

Mas na época do lançamento do programa “Saúde é Vida”, maio de 2009, já se sabia nos bastidores que o primo do senador José Sarney, Albérico Filho, segundo colocado nas eleições para prefeito de Barreirinhas em 2008, iria assumir o cargo com a cassação do prefeito Miltinho, do PT, fato consumado pelo TRE do Maranhão poucos meses depois.

Confira agora os dados oficiais do TSE com o resultado das eleições para governador do Maranhão no 2.° turno de 2006:

Tabela 2
TSE
Eleições de governador do Maranhão por município no 2.° turno em 29-10-2006:



Cidade Roseana Jackson
Alto Alegre do MA 6.264 2.952
Alto Alegre Pind. 7.274 4.543
Barreirinhas 10.929 11.120
Grajaú 12.600 8.272
Monção 7.487 2.989
Peritoró 5.596 3.146
Timbiras 6.543 3.691
Turiaçu 6.542 5.686

E o uso eleitoral do programa “Saúde é Vida” fica mais evidente e escancarado ainda quando percebemos que as cidades de Alto Alegre do Maranhão, Peritoró e Timbiras receberam hospitais de 50 leitos.

As três cidades são muito próximas e têm como referência e cidade pólo daquela região o município de Coroatá.

A região onde as quatro cidades se localizam é a atual principal base eleitoral de Ricardo Murad. Ele obteve ali 52,6% de seus 35.521 votos conseguidos nas eleições de 2006.

Sua esposa, Tereza Trovão Murad, foi prefeita de Coroatá de 1993 a 1996, e um sobrinho do casal, Rômulo Augusto Trovão Moreira Lima, foi prefeito de 1997 a 2004.

Confira agora a votação dos candidatos a deputado estadual mais votados nas quatro cidades nas eleições de 2006, segundo dados oficiais do TSE:

Tabela 3
TSE
Eleições 2006, votos para deputado estadual por município:


Cidade / Candidato votos %

Alto Alegre do MA:

1- Ricardo Murad 3.521 40,2
2 – Fátima Vieira 1.048 11,9
3 – Graciete Lisboa 572 6,5
4 – Rigo Teles 261 2,9

Coroatá:

1 – Ricardo Murad 10.955 38,3
2 - Graça Paz 7.679 26,8
3 – Graciete Lisboa 891 3,1

Peritoró:

1 –Carlos Milhomem 2.029 21,5
2–Camilo Figueiredo 1.337 14,1
3 – Ricardo Murad 1.242 13,2

Timbiras:

1 – Ricardo Murad 2.959 27,2
2–Camilo Figueiredo 1.621 13,9
3-Ant. Joaquim Neto 1.048 9,6


E qual foi a política de saúde adotada por Ricardo Murad para estes quatro municípios localizados na mesma região?

Embora tenha sido o candidato mais votado em Coroatá, com 38,3% dos votos da cidade nas eleições de 2006, Ricardo assistiu sua esposa Maria Tereza Trovão Murad, candidata a prefeita pelo PMDB nas eleições de 2008, perder para seu adversário político, Luis da Movelar, então no PDT e hoje no PT, por 16.732 votos a 13.456 votos.

Ressentido com o povo coroataense, Ricardo se vingou da derrota para seu adversário em 2008 desativando o único hospital público estadual que estava em pleno funcionamento até abril de 2009.

Veja as fotos abaixo e perceba como Ricardo acabou destruindo o prédio do único hospital público estadual que atendia a população do município.



Atitude ignóbil de um político movido tão somente pelo ódio!


As duas fotos comprovam que o único hospital estadual público que atendia o povo de Coroatá foi praticamente destruído por Ricardo Murad


Alto Alegre do Maranhão embora tenha uma população de apenas 22.022 habitantes foi aquinhoado com um hospital de 50 leitos, porque é administrado pelo ex-genro de Ricardo Murad, Liorne Branco de Almeida Júnior, do PMDB.

Murad foi o candidato mais votado em Alto Alegre do Maranhão com 40,2% dos votos para deputado estadual. Ele também foi o mais votado em Timbiras, com 27,2% do total de votos, e o terceiro mais votado de Peritoró, com 13,2 % dos votos da cidade para deputado estadual.

Em 2006 Murad foi eleito com 35.521 votos. Ele obteve 30,8% de sua votação total em Coroatá; 9,9% em Alto Alegre do Maranhão; 8,3% em Timbiras ; e 3,5% em Peritoró.

Alto Alegre fica a 25 km de Peritoró, que fica a 37 km de Coroatá, que por sua vez fica a 26 km de Timbiras.

As quatro cidades estão localizadas em uma extensão de 88 KM. A maior cidade das quatro, Coroatá, que tem 60.589 habitantes e seria a única apta a sediar um hospital estadual de 50 leitos, foi propositadamente esquecida por Murad.

Já nas outras três cidades, todas com menos de 50 mil habitantes, estão sendo construídos hospitais com 50 leitos.

Segundo a matéria publicada ontem no jornal da família Sarney “...entre os oito hospitais de 50 leitos que estão sendo construídos, o que está em fase mais avançada é o do município de Alto Alegre do Maranhão, distante 186 km de São Luís. Pelos relatórios da Secretaria Estadual de Saúde, 26,85% da obra do Maranhão já foram construídos. Já de acordo com André Sampaio,um dos engenheiros responsáveis pela obra,cerca de 40% dos trabalhos já terminaram...”.

De bobo Ricardo Murad não tem nada. Mandou construir sete dos oito maiores hospitais, com 50 leitos, em cidades onde Roseana venceu Jackson em 2006. A exceção foi Barreirinhas, que hoje é administrada por Albérico Filho, primo do senador Sarney.

E dos oito maiores hospitais de 50 leitos, três estão sendo construídos num raio inferior a 100 km apenas para atender aos interesses políticos eleitorais de Ricardo Murad.

Com a queda anunciada ontem pelo Jornal Pequeno do médico Luís Alfredo Netto Guterres Soares Júnior na Secretaria de Saúde do Maranhão e sua substituição por um preposto de Ricardo Murad, aí é que a crise na saúde pública do Maranhão vai piorar.

E os demais candidatos a deputado estadual dos vários partidos que compõe a base aliada sarneysista vão continuar a ver navios, observando Ricardo Murad utilizar a estrutura da Secretaria de Saúde para se reeleger.

Se não bastasse a Saúde, Ricardo ficou mais forte e poderoso ainda ao ser escolhido pelo senador José Sarney para ser o coordenador geral da campanha de reeleição de Roseana Sarney, controlando os recursos e decidindo as prioridades de campanha.

Não seria surpresa se nas eleições de Outubro, Murad alcance uma grande votação nas outras quatro cidades onde estão sendo construídos os maiores hospitais de 50 leitos: Alto Alegre do Pindaré, Grajaú, Monção e Turiaçu.

Usar a máquina pública em proveito próprio sempre foi marca registrada de Ricardo Murad.

Sua atuação na Gerência Metropolitana de São Luís nos anos de 2003 e 2004 foi catastrófica. Foi demitido a bem do serviço público pelo então governador José Reinaldo Tavares e acusado pelo Ministério Público Estadual de cometer improbidades administrativas e por formação de quadrilha.

No longo período de onze anos, de 1993 a 2004, Ricardo foi o prefeito de fato de Coroatá, tomando para si as prerrogativas dos prefeitos eleitos Maria Tereza Trovão Murad (de 1993 a 1996), sua esposa, e de seu sobrinho Rômulo Augusto Trovão Moreira Lima (de 1997 a 2004).

Todas as decisões referentes às compras, pagamentos e movimentações das contas bancárias da prefeitura naquele período eram exclusivas de Ricardo, Tereza e Rômulo só iam à sede da prefeitura de tempos em tempos para assinar uma pilha de processos.

domingo, 30 de maio de 2010

A bactéria e o verme

O jornal “O Estado do Maranhão” na sua edição de ontem, sábado, publicou um editorial na página 4, do 1.° caderno, acerca da grave questão da saúde pública no Maranhão.

O editorial do matutino da família Sarney defende a tese levantada pelo promotor de Saúde, Herbert Figueiredo, de que o Hospital Materno Infantil, mantido pela União em São Luís, pertencente ao complexo do Hospital Universitário Presidente Dutra, “deixou de receber pacientes porque estaria abrigando uma bactéria altamente perigosa”

Na realidade o editorial tenta iludir os leitores daquele jornal e esconde que a grave crise de superlotação que atinge toda a rede de hospitais públicos da capital tem motivação no desmonte do sistema de saúde que começou a ser organizado na administração do governador Jackson Lago.

Pode até existir a tal bactéria no Hospital Materno Infantil, propalada pelo senhor promotor da Saúde.

Qualquer hospital, público ou privado, por melhor que seja, não está livre da existência de bactérias em seus centros cirúrgicos, ambulatórios ou leitos de UTI de adultos ou neonatais.

O que me espanta e me preocupa é a forma convicta e determinada com que o promotor Herbert Figueiredo afirma que o Hospital Materno Infantil não recebe novos pacientes por causa de uma bactéria e descarta outras motivações para explicar a superlotação na rede pública que agravou a crise no atendimento de saúde em São Luís.

Ou só ele possui um laudo técnico científico que comprove a existência desta famigerada bactéria ou a afirmação categórica esconde a falta de uma visão crítica sobre a inversão de prioridades colocada em prática há treze meses pelo governo estadual e está desconstruindo o sistema de saúde pública do Maranhão.

Faço a pergunta que precisa ser respondida: Será que Figueiredo desconfia da competência e seriedade dos profissionais de saúde do Materno Infantil, a maioria constituída por trabalhadores concursados e dedicados ao serviço público?

Fico a pensar as razões que levaram o promotor de saúde a não investigar até agora fatos muito graves que vem acontecendo no setor na administração da governadora Roseana Sarney, como:

1) o início da construção de 72 novos hospitais em todo o Maranhão sem os devidos processos licitatórios, num investimento de cerca de R$ 145 milhões (dado da matéria de Saúde do jornal da família Sarney de hoje) ;

2) o pagamento de mais de R$ 17 milhões à empresa Proenge, que elaborou os projetos de construção dos 72 hospitais do programa “Viva Saúde” sem o devido processo licitatório;

3) o estranho fechamento para reforma dos PAM’s do Diamante e da Cidade Operária em São Luís;

4) a diminuição do atendimento, também devido à reforma, no Hospital do IPEM e a quase desativação no atendimento do Hospital da Vila Luizão, em São Luís;

5) a desativação para reforma de hospitais que estavam em pleno funcionamento no interior do estado como o hospital estadual de Coroatá (veja foto abaixo) que foi praticamente destruído por ordem de Ricardo Murad;


Hospital estadual de Coroatá estava em pleno funcionamento e foi fechado para uma reforma que na prática o destruiu

6) o seqüestro de quase R$ 152 milhões dos cofres de vários municípios, recursos oriundos de convênios assinados em 2009 pelo governador Jackson Lago, que financiariam a compra de ambulâncias para 55 municípios (R$ 10,1 milhões); aquisição de equipamentos para 30 municípios (R$ 18,5 milhões); a construção dos Socorrões de Imperatriz e de Pinheiro (R$ 31 milhões); a reforma e ampliação de hospitais em 28 municípios (R$ 14 milhões); as obras de saneamento básico em 56 municipios (R$ 58,5 milhões); e o incremento às ações de saúde em 30 municípios ( R$ 19,7 milhões);

7) a terceirização dos serviços laboratoriais dos hospitais públicos da rede estadual, beneficiando laboratórios privados, inclusive um que tem como um de seus sócios proprietários um secretário adjunto da Secretaria Estadual de Saúde, que por coincidência é amigo e comprade do ex-secretário Ricardo Murad; e a

8) a contratação de ONGs e fundações privadas para administrar os hospitais públicos da rede estadual de saúde;

Será que o promotor de saúde não percebeu que a superlotação dos hospitais de rede pública de saúde da capital se agravou mais ainda no segundo semestre do ano passado e em 2010 devido ao aumento da verdadeira procissão de ambulâncias pelas estradas maranhenses, devido às deficiências no atendimento médico no interior do estado?

E para agravar mais ainda uma situação que já estava crítica, será que o senhor promotor de saúde não estranhou também a simultaneidade, intencional ou não, do fechamento dos PAM’s do Diamante e da Cidade Operária, em São Luís, para reforma (sic), desativação parcial do atendimento no Hospital do Ipem (também em reforma), além da drástica diminuição de atividades do Hospital da Vila Luizão e a sensível redução das especialidades médicas oferecidas pelo Hospital Geral?

Esses fatos relacionados e analisados de forma global explicam os motivos do porque não só o Materno Infantil, como os hospitais Juvêncio Matos, o Socorrão 1, o Socorrão 2, os cinco socorrinhos e as unidades mistas municipais, que compõe a rede pública de saúde em funcionamento pleno na capital, estão tendo dificuldades re receber novos pacientes, principalmente aqueles que vêm do interior, fugindo da falta de assistência médica em suas cidades.

Senhor promotor da Saúde. Se a prefeitura de Pinheiro não tivesse R$ 10 milhões de sua conta bancária seqüestrados por ordem de Roseana Sarney e o Socorrão da Baixada Maranhense, que seria construído naquela cidade, já tivesse sido inaugurado e estivesse funcionando como o Socorrão de Presidente Dutra, será que as duas ambulâncias de Pinheiro e Santa Helena (fotos abaixo de autoria do fotógrafo Merval Filho, da Assessoria de Imoprensa do HU Presidente Dutra)) estariam transportando crianças doentes para serem atendidas no Hospital Materno Infantil, de São Luís?





As crianças doentes transportadas nestas duas ambulâncias poderiam ter sido atendidas no Socorrão da Baixada Maranhense se a dupla Roseana & Ricardo não tivesse sequestrado R$ 10 milhões da conta bancária do município de Pinheiro



E certa emissora de televisão, campeã de audiência, continua explorando em seus telejornais a agonia e o drama de mães aflitas e chorando que trazem diariamente seus filhos doentes do interior do estado em uma procissão interminável de ambulâncias pelas estradas maranhenses!

Desconfio que ao invés de uma bactéria oportunista exista um verme que é o verdadeiro responsável pelo agravamento da crise na saúde pública do Maranhão.

É o verme da ambição desmedida, das negociatas sem licitação, do favorecimento às empreiteiras, da insensibilidade e falta de amor e compaixão para com a população pobre e necessitada do Maranhão.

sábado, 29 de maio de 2010

Perfil da bancada dos senadores, deputados federais e estaduais do Maranhão

O mês de junho vai chegando e as eleições de outubro se aproximando rapidamente.

Entraremos agora no mês das convenções estaduais e nacionais dos partidos que definirão os candidatos a presidente, governadores de estado, senadores, deputados federais e estaduais, que concorrerão a 1.682 cargos nos poderes executivo e legislativo.

São 110 cargos majoritários (presidente, vice-presidente, 27 governadores, 27 vice-governadores e 54 senadores), e 1.572 cargos proporcionais, sendo 513 vagas de deputado federal e 1.059 vagas de deputado estadual.

No Maranhão estarão em jogo os cargos de governador e vice, dois senadores, 18 deputados federais e 42 deputados estaduais.

Todos três senadores da bancada senatorial pertencem à base aliada do grupo Sarney: Edison Lobão e Mauro Fecury do PMDB e Epitácio Cafeteira do PTB.

Dos 18 deputados federais temos 11 na base aliada de Roseana (Sarney Filho - PV; Gastão Vieira - PMDB; Pedro Novais – PMDB; Sétimo Waquim –PMDB; Pedro Fernandes – PTB; Nice Lobão – DEM; Clóvis Fecury – DEM; Waldir Maranhão - PP; Cleber Verde – PRB; José Vieira –PP; e Davi Alves Silva Júnior – PR). Atualmente exercem mandatos na Câmara substituindo parlamentares eleitos, os suplentes Washington Oliveira (na vaga de Waldir Maranhão) e Benê Camacho (na vaga de Gastão Vieira).

Já a bancada de oposição ao grupo Sarney tem sete deputados: Roberto Rocha, Carlos Brandão e Pinto da Itamaraty, do PSDB; Domingos Dutra, do PT; Julião Amim, do PDT; Ribamar Alves, do PSB; e Flávio Dino, do PC do B.

Na Assembléia Legislativa temos 28 deputados na bancada roseanista: Afonso Manoel, Alberto Franco, Arnaldo Melo, Carlos Braide, Fufuca Dantas, Joaquim Haickel, Jura Filho, Stênio Rezende e Ricardo Murad, do PMDB; Antônio Pereira, Carlos Alberto Milhomem, César Pires, Francisco Gomes, Max Barros. Raimundo Cutrim do DEM; Antônio Bacelar, Carlos Filho, José Lima, Paulo Neto, Rigo Teles e Victor Mendes, do PV; Fátima Vieira, Hélio Soares e João Batista do PP; Helena Heluy, do PT;Nonato Aragão do PSL; Marcos Caldas do PRB e Penaldon Jorge do PSC.

A bancada oposicionista tem 14 deputados sendo que nove apóiam a candidatura de Jackson Lago: Camilo Figueiredo, Carlinhos Amorim, Chico Leitoa, Graça Paz e Pavão Filho do PDT; Gardênia Castelo e Irmão Carlos, do PSDB; Edivaldo Holanda do PTC; e Eliziane Gama do PPS.

Cinco deputados estaduais apóiam a candidatura de Flávio Dino a governador do Maranhão: Cleide Coutinho, Domingos Paz e Marcelo Tavares, do PSB. Valdinar Barros do PT; e Rubens Pereira Júnior do PC do B.

A renovação na Câmara Federal poderá chegar a 40%. Puxadores de votos da oposição como Flávio e Roberto Rocha serão candidatos a cargos majoritários e Sebastião Madeira se elegeu prefeito de Imperatriz em 2008.

Já na base sarneysista a ex-primeira dama do Maranhão, Nice Lobão, poderá não se candidatar à reeleição e candidatos como Waldir Maranhão e Sétimo Waquim terão muitas dificuldades para se reeleger.

Caso curioso é a dos deputados federais e estaduais do PT maranhense. Ainda sem definição sobre o rumo que a legenda seguirá no estado (poderá se compor com o PMDB, PV, DEM e outros partidos que apóiam Roseana; se compor com o PC do B e o PSB numa aliança de esquerda; ou correrem em faixa própria sem se coligar com nenhum partido).

O desgaste da legenda é tão grande na atual conjuntura porque a ala da antiga Articulação vendeu literalmente o partido ao grupo Sarney. Se coligar com Roseana ou disputar sozinho o PT tem condições de, no máximo, eleger um deputado estadual.

Se coligar com PC do B e o PSB, o PT tem chance de eleger um ou dois federais e dois ou três estaduais dependendo da votação de Flávio Dino para deputado federal e no desempenho eleitoral dos candidatos proporcionais do PSB e PC do B.

È cedo ainda para fazer cálculos de renovação da bancada estadual. Primeiro precisamos saber quem serão os candidatos e como serão definidas as coligações.

Para o Senado acredito hoje na eleição de um senador do grupo Sarney (Lobão) e um da oposição. Até agora são três candidatos já lançados: Vidigal e Roberto Rocha, pelo PSDB; e Zé Reinaldo, pelo PSB. A candidatura petista de Bira do Pindaré dependerá do rumo que a legenda tomar agora em junho: coligar com Roseana ou com o PC do B e PSB.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Refinaria da Petrobrás é conversa prá boi dormir"

Vejam esta interessante postagem feita anteontem, quarta-feira, pelo amigo Renato Wsquin, do blog Rosário Notícias.


"O prefeito de Rosário Marconi Bimba Carvalho de Aquino (PRP) afirmou na tarde da última sexta-feira (21), durante a realização da Audiência Pública do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Região Turística do Meio-Norte, realizada no Ginásio Ferreirinha naquela cidade, que a Petrobras não tem compromisso com os municípios que serão afetados com a implantação da Refinaria Premium I, a ser instalada em Bacabeira e Rosário.

De acordo com Marconi Bimba, até agora só existem as audiências públicas que discute sobre a instalação da refinaria, orçada em US$ 20 bilhões, a ser construída até 2013, porém é um assunto que já está cansando os ouvidos das pessoas. “Isso está parecendo uma conversa para boi dormir. Estou cansado de tantas reuniões sem nenhum objetivo. O povo quer soluções”, desabafou.

Acostumado a ouvir as promessas sem nenhuma solução, o prefeito rosariense resolveu adotar um estilo diferente: enquanto todo mundo fala de benefícios com a implantação do projeto da estatal no Maranhão, o prefeito Marconi Bimba, resolveu mostrar as mazelas que surgirão com a instalação do mega empreendimento.

Bimba disse ainda que a Petrobras vai usar os municípios de abrangência da refinaria na região apenas como uma espécie de ‘barriga de aluguel’.

-Até agora, a estatal não apresentou nenhum projeto de desenvolvimento, a empresa não tem compromisso com as famílias que estão sendo afetada com a desapropriação, a preocupação que fica, é que a Petrobras poderá usar nossos municípios apenas para servir de ‘barriga de aluguel’ e depois deixarão só as mazelas para nossa população, - detonou Bimba.

Em entrevista ao blog Rosário Notícias, Marconi Bimba justificou seu discurso. “Desculpa se estou fazendo o papel de ‘advogado do diabo’, mas é por que muitas pessoas acham que a Refinaria vai trazer só coisas boas, sem a mínima noção de tudo que poderá vir com a implantação do mega empreendimento”, desabafou.


PETROBRAS DESRESPEITA A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

O prefeito de Rosário Marconi Bimba, não é o único a acochar a Petrobras em busca de explicação, o deputado Alberto Franco (PMDB), também ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa no último dia 13 de maio, uma quinta-feira, para proferir um discurso mostrando sua grande preocupação com as questões ambientais, surgidas em decorrência da instalação da Refinaria Premium no Estado, empreendimento de responsabilidade da Petrobras. Ele frisou que a refinaria está sendo implantada dentro de três áreas de proteção ambiental (APA´s) criadas no governo Lobão, mas a empresa só quer reconhecer a cidade de Rosário como município de área direta de influência destas APA´s.

O deputado fez questão de enfatizar que não é contrário ao investimento que a Petróleo Brasileiro S/A pretende fazer no estado, mas lembrou que as normas de proteção ambiental devem ser rigorosamente respeitadas por ela. “Isto aqui não é uma terra sem lei não, tão pensando o quê? Que aqui no Maranhão podem tudo, e que tudo é fácil, que tudo pode ser feito a bel prazer”, protestou Alberto Franco.

Franco acrescentou ainda que a lista dos 18 municípios de influência direta das APA´s, onde a Petrobras quer se instalar, inclui São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa, Axixá, Icatú, Morros, Humberto de Campos, Primeira Cruz. O parlamentar assegurou que a empresa precisa reconhecer todos os municípios pertencentes as APas e não apenas alguns.

Alberto Franco propôs a realização de uma nova audiência pública através das comissões de Meio Ambiente, presidida por ele próprio; e Educação, Ciência e Tecnologia, com o objetivo de convidar os diretores da Petrobras, além dos representantes de entidades que defendem e representam o meio ambiente do Maranhão, para que retomem a discussão sobre o assunto. “A nossa assessoria está levantando as legislações, os decretos que criaram as APAs, para na próxima semana nós amadurecermos essa discussão e marcamos a data da nova audiência. Porque nós não queremos que a Petrobras deixe de investir no Maranhão. Nós queremos que a nossa Legislação interna, a ordem interna do Maranhão no que diz respeito à proteção ambiental seja rigorosamente respeitada”, finalizou."

Postado por Renato Viana Waquim às 21:56

quinta-feira, 27 de maio de 2010

E a procissão de ambulãncias continua no Maranhão...

Na última quarta-feira à noite estava assistindo o canal 10 de São Luís (TV Mirante/Globo), quando começou o Jornal da Mirante, 2.ª edição.

A primeira matéria do jornal mostrava a superlotação de crianças doentes no Hospital Materno-Infantil da capital, que faz parte do Hospital Universitário da UFMA.

O repórter da TV Mirante disse que o Ministério Público Federal está cobrando da direção do Hospital Materno-Infantil providências para sanar o grave problema de superlotação.

Uma profissional de saúde que trabalha naquele hospital estava próxima a mim e comentou: “Todos os dias chegam novas crianças doentes de todo o interior do Maranhão e já vi criança deitada até nas mesas em que os médicos fazem consulta. Duas ou mais crianças esperando atendimento em uma mesma maca pelos corredores ou crianças dividindo um mesmo leito já é de praxe, tamanha a procura das mães aflitas com filhos doentes”, disse a técnica de enfermagem.

Veja abaixo as fotos de ambulâncias de três cidades do interior (Santa Helena e Pinheiro na Baixada Maranhense, e Chapadinha, na região do Baixo Parnaíba) estacionadas em frente ao Hospital Materno Infantil de São Luís e tinham acabado de deixar crianças doentes no local.



Ambulâncias que transportaram crianças doentes que poderiam ter sido atendidas no Socorrão da Baixada, em Pinheiro




Ambulância que transportou criança doente que poderia ter sido atendida em Chpadinha se ela tivesse serviço médico de média complexidade


Essas fotos foram tiradas pelo fotógrafo da Assessoria de Comunicação do Hospital Universitário Presidente Dutra, de São Luís, em um período de apenas uma hora que dá a idéia exata do drama cotidiano da procissão de ambulâncias pelo Maranhão, fato que o governador cassado, Jackson Lago, sempre criticou em sua vida pública.

E o pior é que esta superlotação dos hospitais públicos da capital maranhense sejam eles federais, estaduais ou, principalmente, os dois socorrões municipais de São Luís, acontece em todo o lugar.

Até os cinco “socorrinhos” de São Luís que antes registravam pouca procura, já também estão ficando superlotados.

A culpa desta situação, que só tende a se agravar é da política de saúde irresponsável adotada a partir da segunda quinzena de abril de 2009, quando a biônica Roseana Sarney assumiu o governo e nomeou seu cunhado, Ricardo Murad para secretário de Saúde.

A dupla Sarney&Murad desmontou todo o trabalho realizado por Jackson Lago em dois anos, que estava começando a reorganizar o sistema de saúde pública do Estado.

Para começar foram seqüestrados quase R$ 152 milhões (ver matéria anterior do blog, postada hoje) depositados nas contas bancárias, que tinham sido liberados por Jackson para o setor da saúde de dezenas de municípios, através de convênios.

Esse dinheiro foi liberado por Jackson para a compra de ambulâncias para 55 municípios (R$ 10,1 milhões); aquisição de equipamentos para 28 municípios (R$ 18,5 milhões); para construir novos hospitais e reformar e ampliar hospitais já existentes em 30 municípios (R$ 45 milhões); para obras de saneamento básico em 56 municípios (R$ 58,5 milhões); e para financiar ações de saúde em 26 municípios (R$ 19,7 milhões).

Com esse dinheiro seriam iniciadas ainda em 2009 a construção do Socorrão de Imperatriz (R$ 21 milhões) e o da Baixada Maranhense, em Pinheiro (R$ 10 milhões), que deveriam estar sendo inaugurados agora, no 1.° semestre de 2010.

Os Socorrões de Pedreiras e de Balsas deveriam iniciar obras agora no começo de 2010 e com previsão de entrega das duas unidades para o 1.° semestre de 2011.

Além dos novos Socorrões, o governo Jackson estava aumentando o investimento para financiar o aumento da qualidade e da quantidade dos serviços básicos e de média complexidade de saúde oferecidos em hospitais, centros e postos de saúde já existentes de cidades pólo como Porto Franco, Estreito, Caxias, Coroatá, Chapadinha, Açailândia, Santa Inês e Bacabal entre outras.

Todos esses novos Socorrões (Pinheiro, Imperatriz, Pedreiras e Balsas) seriam construídos nos moldes do Socorrão de Presidente Dutra.

Construído e entregue por Jackson, aquele Socorrão mantém serviços de clínica médica, pediatria, cardiologia, traumo-ortopedia, cirurgia geral, neurocirurgia.

Dotado de um moderno centro cirúrgico que possibilita a realização de até quatro operações simultâneas, o Socorrão de Presidente Dutra tem 100 leitos, 12 vagas na UTI e área construída de 5.317 metros quadrados. Conta ainda com equipamentos modernos de última geração como raios-X, tomografia computadorizada e ultra-som.

Em abril de 2009 o Socorrão do interior foi inaugurado com previsão para atender cerca de 340 mil moradores de 34 municípios. Hoje seu raio de ação já se estende para mais de um milhão de maranhenses que moram em 50 municípios dos Cocais e região central do estado.

A idéia de Jackson era descentralizar o atendimento de urgência e emergência estadual para evitar a procissão de ambulâncias pelas estradas maranhenses e desafogar a já saturada rede de saúde pública de São Luís e de Teresina, no Piauí.

Em entrevista telefônica a este blog, Lago disse que “...recentemente estive em Presidente Dutra e visitei o Socorrão. Conversei com vários médicos, inclusive com um neurocirurgião, e vi como é importante ter no interior do estado serviços especializados de alta complexidade que antes só eram feitos em São Luís e Teresina...”.



Jackson queria acabar com a procissão de ambulâncias

O governador deposto pelo golpe de Abril de 2009 lembrou que “...depositei dinheiro para que as prefeituras de Pinheiro e de Imperatriz construíssem seus Socorrões. Nós iríamos financiar também a construção do Socorrão do Médio Mearim, em Pedreiras, e o do Sul do estado, em Balsas. Assim nós teríamos diminuído essa verdadeira procissão de ambulâncias...”.

Jackson afirmou também que "...os Socorrões de Imperatriz e de Pinheiro deveriam estar sendo inaugurados agora no 1.° semestre de 2010, época em que a construção dos socorrões de Pedreiras e de Balsas deveriam ter suas construções iniciadas, com entrega planejada para o 1.° semestre de 2011...”.

Jackson quando foi violentamente cassado em abril passado, estava colocando em prática um ambicioso e ousado plano de estruturação da Rede Estadual de Atendimento de Urgência e Emergência que seria constituída pelos dois Socorrões de São Luís, o Socorrão de Presidente Dutra e os quatro novos Socorrões (Imperatriz, Pinheiro, Pedreira e Balsas).

Lago finalizou dizendo que "...esta é uma questão central do atendimento de saúde do estado. Cada região tendo a capacidade de atender os problemas, inclusive os alta complexidade na própria região..".

Essa rede combinada com os hospitais e centros de saúde dos municípios pólo equipados, com profissionais qualificados e bem remunerados e com recursos para a manutenção de serviços de saúde básicos e de média complexidade, daria um salto de qualidade histórico no atendimento médico hospitalar oferecido a milhões de maranhenses.

Esse sonho seria realidade se o golpe de abril de 2009 contra a democracia não tivesse acontecido.

E o que Roseana & Ricardo fizeram em treze meses de governo biônico?


Dupla Sarney & Murad desorganizou o sistema de saúde pública do Maranhão



Destruíram todo o trabalho feito por Jackson e investiram R$ 350 milhões confiscados dos cofres de dezenas e dezenas de municípios em um plano chamado “Viva Saúde”, que previa a construção de 78 novos hospitais em todas as regiões do Maranhão.

Sem qualquer tipo de licitação, Ricardo Murad escolheu dezenas de empreiteiros ao seu bel prazer para iniciar a construção de pequenos (20 leitos) e médios (50 leitos) hospitais. Nenhuma dessas unidades está perto de ser finalizada e o que corre à boca pequena nos corredores da Secretaria de Saúde é que o dinheiro desses hospitais já acabou e não existem recursos extras no orçamento estadual para finalizá-los.

Murad também cortou em até 60% o dinheiro do SUS repassado para o custeio das ações de saúde em cidades pólo como Caxias, Imperatriz, Porto Franco e dezenas de outros municípios.

Em São Luís, Murad determinou o fechamento para a reforma dos PAM’s do bairro Diamante e o da Cidade Operária, a diminuição do atendimento no Hospital da Vila Luizão e do IPEM, além da diminuição das especialidades oferecidas pelo Hospital Geral, os três últimos da rede estadual de saúde pública.

Em Coroatá, cidade que é a principal base política de Murad e é administrada por um adversário político, Luis da Amovelar, do PT, Ricardo cometeu o desatino de paralisar as atividades de um hospital estadual que atendia muito bem a população da região para iniciar uma absurda reforma, que praticamente destruiu aquela unidade de saúde pública.



Hospital estadual de Coroatá foi desativado e colocado abaixo por ordem direta de Ricardo Murad


Ação tresloucada de um verdadeiro doidivanas!





Como se não bastasse, Ricardo também privatizou o atendimento laboratorial dos hospitais estaduais da capital, para privilegiar laboratórios privados e entregou a administração destes hospitais para empresas privadas, disfarçadas de ONGs ou fundações.

Se não existem mais recursos para acabar a construção dos 78 hospitais do projeto “Viva Saúde”, imaginem só se existiriam verbas para equipamentos, contratação de profissionais de saúde qualificado (médicos, enfermeiras e técnicos de enfermagem) e custeio de ações de saúde?

Se os hospitais ficassem prontos, o que eu não acredito, os municípios iriam receber prédios vazios e teriam que se virar por conta própria para equipar, contratar pessoal e ter dinheiro para custeio das ações básicas e de baixa e média complexidade.

Verdadeiros presentes de grego para os prefeitos!

Se houvesse um Ministério Público Estadual atuante e independente no Maranhão, esses desatinos na saúde seriam investigados e os responsáveis seriam denunciados.

A última do twitter de Roseana

Veja a última postagem do twitter de Roseana Sarney. O curto texto demonstra a preocupação da biônica com a possibildade da seção maranhense dos Democratas ser obrigada a seguir a orientação nacional do partido, para reforçar o palanque de José Serra no Maranhão e compor a coligação do PDT e do PSDB no estado:




"Esse pessoal do PT daqui cansou minha beleza. Agora preciso acalmar o Mauro e o filho. Sem o avião deles estou lascada na campanha. Não quero nem imaginar o Chiquinho, o Tatá e o Mundico no palanque do Jackson."

Maradona e Dunga

Vejam esta charge publicada a poucos momentos no blog do jornalista Ricardo Noblat. A charge é de autoria do cartunista Amarildo, com o ´titulo "Sacrifícios":


Edvaldo Holanda critica gestão da saúde de Roseana Sarney e Ricardo Murad

Em relação á postagem anterior onde denunciei que o governo biônico de Roseana Sarney sequestrou quase R$ 152 milhões só no setor da saúde, republico hoje postagem publicada ontem pelo amigo Manoel Santos em seu blog no Jornal Pequeno. Ele analisou um pronunciamento feito pelo líder da oposição na Assembléia legislativa do Maranhão, deputado Edvaldo Holanda (PTC), ontem de manhã na tribuna do plenário da AL:

"O líder da Oposição na Assembleia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda (PTC), declarou na manhã desta quarta-feira (26) que são cada vez maiores as evidências de que o governo do estado está fazendo politicagem na área da saúde.

O descalabro na rede hospitalar do estado, segundo o deputado, é fruto de uma idéia megalomaníaca do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, que, com a chancela da governadora Roseana Sarney, inverteu a lógica do Sistema Único de Saúde (SUS) e deu início à construção de 78 hospitais.

“O que se assiste hoje em nosso estado é esta perversa politicagem, que se traduz em uma versão eleitoreira para ganhar uma eleição com dinheiro público”, declarou Edivaldo Holanda, lembrando que quando Ricardo Murad assumiu a Secretaria de Saúde do Estado ele conseguiu desmontar toda a sistemática do SUS no Maranhão.

Edivaldo Holanda, em seu discurso, enfatizou que, diferentemente da governadora Roseana Sarney, o então governador Jackson Lago, de forma planejada, concebeu a construção de cinco hospitais regionais para dar conta da problemática da saúde no estado.

O primeiro hospital foi construído em Presidente Dutra, inicialmente para atender 35 municípios, e hoje atende cerca de 50 municípios devido à grande necessidade de um hospital de referência na região dos Cocais.

Além do hospital regional de Presidente Dutra, estava previsto o hospital regional de Pinheiro, para onde foram alocados recursos da ordem de mais de R$ 10 milhões. Este hospital seria construído para atender todo o Alto Turi e toda a Baixada Maranhense.

Outro hospital regional seria em Imperatriz, para atender toda a região Sul e Tocantina.




“Este foi o plano de um governo realizado com planejamento. Ou seja, a edificação de cinco hospitais regionais para atender o Maranhão, para desafogar São Luís, para desafogar Teresina”, frisou o líder da Oposição (foto à esquerda), assinalando ainda que os cinco hospitais regionais não seriam construídos diretamente pelo governador ou pelo secretário de Saúde, pois eram recursos transferidos para os municípios a fim de que os prefeitos administrassem as obras de edificação.

De acordo com Edivaldo Holanda, os recursos dos convênios que o governo Jackson Lago havia destinado a dezenas de municípios já estava nas contas das prefeituras, mas após a cassação do mandato de Jackson Lago, foram seqüestrados pela governadora Roseana Sarney. Uma vez mais, o líder da oposição manifestou sua preocupação com a construção dos hospitais anunciados por Ricardo Murad.

“Se algum hospital desses for concluído, o prefeito que se lixe, ele é que vai ter de administrar a contratação de médicos, de enfermeiros, corpo técnico, medicamentos, tudo. Coisa que o município não vai conseguir, porque é caríssimo manter um hospital desses no interior do estado. Eles ficam com o bônus e entregam o ônus para os prefeitos”, afirmou Holanda.

Ele encerrou seu discurso com uma mensagem de esperança, dizendo que o povo dará resposta nas urnas a tanto descalabro. “As forças da oposição começam a se alinhar, começam a se preparar para a grande marcha da vitória, da libertação outra vez deste estado e desta vez sem interrupção judicial. Chega de pouca vergonha!”, enfatizou o deputado."

Roseana confiscou dinheiro de ambulâncias, equipamentos, saneamento, construção de hospitais e de ações de saúde

Depois que a governadora biônica Roseana Sarney assumiu o mandato, entrando pela porta dos fundos do Palácio dos Leões em 17 de abril de 2009, uma de suas primeiras medidas de retaliação contra o governador legítimo do Maranhão, Jackson Lago, foi confiscar convênios assinados por ele com prefeitos maranhenses de todos os partidos e regiões do estado.

Só no tocante às verbas públicas na área de saúde, o cunhado da biônica e secretário estadual do setor, Ricardo Murad, comandou pessoalmente o confisco de R$ 151.765.967,00. Isso mesmo: cento e cinquenta e um milhões, setecentos e sessenta e cinco mil e novecentos e sessenta e sete reais.

Esse dinheiro todo foi desviado para o mirabolante e melagomaníaco plano de Roseana e Ricardo chamado de “Viva Saúde”, que previa a construção de 72 novos hospitais em todo o Maranhão.

Roseana Sarney prometeu em propaganda eleitoral gratuita na televisão veiculada no mês de março deste ano que em junho, no mês que vem, já entregaria concluídos os primeiros hospitais do “Viva Saúde”.

Os quase R$ 152 milhões confiscados por Roseana tinham sido liberados pelo governador Jackson Lago, através da assinatura de convênios com os prefeitos municipais, da seguinte forma:


1) Ambulâncias: valor total:R$ 10.120.388,00,
     
55 Municípios: Aldeias Altas, Apicum-Açu, Arame, Bacabal, Balsas, Bela Vista MA, Bernardo do Mearim, Bom Jesus das Selvas, Bom Lugar, Brejo, Brejo de Areia, Campestre do MA, Carolina, Carutapera, Caxias, Central do MA, Coelho Neto, Coroatá, Davinópolis, Estreito, Fernando Falcão, Formosa da Serra Negra, Humberto Campos, Igarapé Grande, Imperatriz, Itinga do MA, Jenipapo dos Vieiras, Lima Campos, Loreto, Luis Domingues, Matões, Mirador, Montes Altos, Passagem Franca, Pastos Bons, Paulino Neves, Peri Mirim, Peritoró, Poção de Pedra, Porto Rico, Presidente Dutra, Riachão, Ribamar Fiquene, Santo Antônio dos Lopes, São Domingos do MA, São Félix de Balsas, São João do Soter, São Pedro da Água Branca, São Pedro dos Crentes, São Raimundo das Mangabeiras, São Roberto, Timbiras, Tuntum, Turiaçu e Turilândia.

2) Equipamentos.... valor total: R$ 18.422.171,00

28 municípios: Aldeias Altas, Alto Alegre do Pindaré, Bacabal, Bom Lugar, Cachoeira Grande, Coroatá, Cururupu, Davinópolis, Icatu, Lago dos Rodrigues, Lago Verde, Lagoa Grande, Lima Campos, Magalhães de Almeida, Maracaçumé, Matões, Montes Altos, Parnarama, Poção de Pedra, Porto Franco, Presidente Dutra, Riachão, Santo Amaro, São Luís, São Pedro da Água Branca, São Pedro dos Crentes, Timbiras e Tuntum.

3) Construção de hospitais, reforma e ampliação......valor total: R$ 45.010.000,00

30 municípios: Alto Alegre do Pindaré, Bacuri, Bela Vista do MA, Bernardo do Mearim, Boa Vista do Gurupi; Cachoeira Grande, Capinzal do Norte, Colinas, Cururupu, Governador Archer, Icatu, Imperatriz, Itinga, Joselândia, Lima Campos, Maracaçumé, Montes Altos, Peritoró, Pinheiro, Porto Rico, Presidente Dutra, Ribamar Fiquene, Santo Antônio dos Lopes, São Bernardo, São Félix de Balsas, São Luís, São Roberto, Sítio Novo, Timbiras e Tuntum.

4) Saneamento.........valor total: R$ 58.532.000,00

56 municípios:    Anapurus, Apicum-Açu, Bacuri, Balsas, Barreirinhas, Bela Vista, Belágua, Bernardo do Mearim, Boa Vista do Gurupi, Brejo, Brejo de Areia, Buriti, Cajari, Carolina, Caxias, Chapadinha, Cidelândia, Codó, Coroatá, Duque Bacelar, Estreito, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueira, Governador Archer, Governador Newton Bello, Graça Aranha, Igarapé Grande, Itaipava do Grajaú, Itinga, Lago Verde, Lagoa Grande, Lima Campos, Marajá do Sena, Mata Roma, Matões, Montes Altos, Nina Rodrigues, Pastos Bons, Paulino Neves, Peritoró, Pindaré Mirim, Poção de Pedras, Porto Franco, Presidente Dutra, Riachão, Santa Rita, Santo Amaro, São Bento, São Félix de Balsas, São Pedro da Água Branca, São Roberto, Sítio Novo, Tasso Fragoso, Timbiras, Trizidela do Vale e Tuntum.  

5) Convênio Fundo de Ações de Saúde
Valor total..................................R$ 19.681.408,00


26 municípios: Água Doce do MA, Araioses, Bacabal, Bacuri, Balsas, Barreirinhas, Belágua, Brejo, Carolina, Caxias, Coroatá, Estreito, Icatu, Igarapé Grande, Itinga, Magalhães de Almeida, Mata Roma, Matões, Parnarama, Passagem Franca, Poção de Pedra, Porto Franco, Santa Luzia do Paruá, São Luís, Timbiras e Vargem Grande. ,                      
Total geral confiscado.............R$ 151.765.967,00    

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Chiquinho Escórcio comandou a armação contra Sebastião Madeira

Leiam con atenção a postagem publicada no blog Notícia da Foto e republicada ontem blog do amigo e jornalista de Imperatriz, Josué Moura.

Quem aparece sorridente na foto abaixo, ao lado de Chiquinho Éscórcio é Luciana Raquel Rodrigues Costa, cabo eleitoral conhecida de Chiquinho e que tentou armar contra o prefeito tucano Sebastião Madeira, acusando-o de agredí-la com um tapa no rosto na última sexta-feira de manhã durante visita do prefeito ao Socorrão municipal de Imperatriz.



Luciana armou contra Madeira a mando de Escórcio


Leiam agora o texto do blog de Imperatriz:

"Na primeira sessão da semana, todos os vereadores que subiram a tribuna na fase do expediente, atribuíram a Chiquinho Escórcio, o episodio acontecido na manhã de sexta feira, quando Luciana Raquel Rodrigues Costa, partidária do Escorcio, teria acusado o prefeito Madeira de tela agredida com um tapa na cara.

O presidente da Câmara, Hamilton Miranda foi o primeiro a defender o prefeito Madeira, onde disse que o conhece Madeira há mais de 20 anos, e tem a certeza que ele não seria capaz de dar um tapa em qualquer pessoa, imagine numa mulher, ele também criticou a atitude de Chiquinho Escorcio pela entrevista no programa do Arimateia Junior, onde o mesmo tentando tirar proveito político, deixou transparecer que ele esteja por traz desta nova armação contra Madeira.

Hamilton lembrou não é a primeira vez que Madeira é vitima de acusações infundadas, e que toda a cidade conhece a postura dele, e ninguém em Imperatriz, até mesmo pessoas que não têm admiração por ele acreditam em mais esta farsa.

Alberto Sousa num aparte disse que o prefeito foi ao Socorrão a pedido dele, e que a todo o instante estava sendo filmado junto com o prefeito para gravação do seu programa, e ficou surpreso, quando estava editando o programa e ligaram para ele dizendo que o prefeito tinha agredido uma pessoa no hospital.

Já Rildo Amaral disse que toda cidade sabe o que Luciana é capaz, que a mesma não tem credibilidade alguma na cidade de Imperatriz. Num aparte a vereadora Fátima Avelino solicitou a mesa diretora que seja elaborado um documento em solidariedade ao prefeito.

O ultimo a se pronunciar sobre o assunto foi Joel Costa, que disse que este tipo de acusação só acontece porque Madeira é um prefeito que sempre está onde os problemas existem e, segundo ele, o prefeito não se esconde para deixar de resolver qualquer problema do município.

Ele lembra que tem acompanhado a maioria dos prefeitos, e nunca um prefeito agiu assim. Ele disse que os outros prefeitos só iam ao Socorrão quando era para participar de alguma inauguração e que, para ele Lucina tentou dar uma de Neimar, que todas as vezes que está dentro da área e chega outro jogador ao seu lado, ele se joga para cavar um pênalti. Segundo Costa, Luciana tentou imitar Neimar e levou um cartão amarelo."

terça-feira, 25 de maio de 2010

Esquenta a temperatura da sucessão da biônica Roseana Sarney

Ontem foi um dia importante na definição das chapas majoritárias que disputarão as eleições de 2010 no Estado.

Em reunião realizada na sede do diretório regional do PSDB, no bairro do Renascença I em São Luís, o PDT, PSDB, PPS e PTC acertaram a composição da chapa: Jackson Lago, do PDT, para candidato a governador e o deputado federal Roberto Rocha e o ex-presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, para as duas vagas ao Senado.

O candidato a vice de Jackson também será indicado pelos tucanos e a escolha será entre o pastor Porto, Vidigal e do próprio Rocha.

No mesmo horário na sede do PT/MA, na Rua do Ribeirão, no centro da capital, aconteceu um encontro que reuniu a ala anti-Sarney do PT, o PC do B e o PSB.

Foi ratificada a candidatura de Flávio Dino a governador e apontado o nome da ex-deputada federal Terezinha Fernandes, do PT, para ser candidata a vice de Flávio.

O PSB indicou o nome do ex-governador José Reinaldo Tavares para disputar uma das vagas ao Senado e o PT também indicou o nome de Bira do Pindaré para disputar a segunda vaga da coligação ao Senado.

A posição oficial do PT no Maranhão só deverá ser definida em um encontro nacional do PT em junho. A ala sarneysista do PT/MA entregou um abaixo-assinado para a direção nacional, com a assinatura de supostos 90 delegados, mas a manobra foi ilegal, sem respaldo do regimento interno da agremiação de Lula.

O que vale até agora foi a decisão oficial tomada em encontro realizado no final de março. Numa votação apertada entre os 175 delegados ao encontro, a maioria (87 a 85) decidiu apoiar a candidatura de Flávio Dino a governador do Maranhão.

No final de semana que passou a revista semanal Veja publicou uma matéria da jornalista Sofia Krause, que denunciou a tentativa de compra de três delegados do PT/MA a R$ 20 mil para assinarem o abaixo assinado pró Roseana Sarney.

O deputado federal Domingos Dutra afirmou que a ala pró Sarney não poderia ter apresentado um abaixo assinado com 90 nomes. Segundo ele algumas assinaturas podem ter sido falsificadas e outras colocadas no documento sem autorização de delegados.

A decisão final será da direção nacional do PT, claramente favorável a uma coligação com o PMDB de Sarney.

Lula preferia não precisar intervir no diretório regional do PT/MA para evitar o desgaste político, mas pela resistência da maioria do partido daqui, não haverá alternativa senão intervir.

Roseana contará com o maior cabo eleitoral da história brasileira, o presidente Lula, com o tempo de TV do PT e o monopólio de Dilma Roussef em seu palanque, mas terá o apoio de um partido dividido e completamente desmoralizado.

Muita água vai passar embaixo da ponte da sucessão maranhense ainda. Vamos aguardar!

sábado, 22 de maio de 2010

Jackson Lago deixou R$ 150 milhões para obras em São Luís que a madastra da capital bloqueou

Decididamente a governadora biônica Roseana Sarney se tornou uma espécie de madastra má da capital maranhense.

Antes de ser deposto por um golpe judiciário, o governador Jackson Lago tinha assinado alguns convênios com o prefeito João Castelo, destinando cento e cinquenta milhões de reais para construir dois viadutos na cidade (do quartel da PM do Calhau e o da Forquilha), além de verbas para o prolongamento da Avenida Litorânea até o Olho D'Água e a construção de novas avenidas e recapeamento asfáltico de ruas e
avenidas para melhorar o caótico trânsito da capital.




Roseana Sarney não gosta de São Luís e de sua população




Roseana bloqueou esses recursos porque não gosta de São Luís onde sempre levou verdadeiras sovas eleitorais nas eleições de 1994, 1998, 2002 e 2006.

Os quatro candidatos a prefeito da capital nas eleições de 2008 (Raimundo Cutrim - DEM -, Pedro Fernandes -PTB -, Gastão Vieira - PMDB - e Waldir Maranhão -PP -) da base aliada de Roseana Sarney tiveram somados apenas 8% dos votos no primeiro turno daquelas eleições.

Para Roseana quanto pior estiver São Luís (trânsito caótico, Caema abrindo buracos em ruas recentemente asfaltadas e recuperadas pelo prefeito João Castelo e colocação de todo o tipo de obstáculos para o município construir o novo hospital de urgência e emergência da capital) melhor para ela e seu grupo político.

Raciocínio tacanho e conservador típico de uma mente retrógrada de uma coronel nordestina de saias da pior espécie.

Leiam agora o artigo assinado por Jackson Lago e publicado na edição de hoje do Jornal Pequeno:

"Publiquei, na semana passada o primeiro artigo sobre as realizações de meu governo em São Luís, nos dois anos, quatro meses e 16 dias anteriores ao golpe judiciário que me afastou da administração do Estado, devolvendo-a à oligarquia quarentona.

Concentramos o artigo passado, nas obras do PAC Rio Anil, maior investimento que meu governo estava realizando (288 milhões de reais) e que teria impacto sobre 200 mil cidadãs e cidadãos de São Luís.

No entanto, o total de investimentos que nossa capital receberia, suplantava os 600 milhões de reais. Além de pequenas e médias obras setoriais e do PAC Rio Anil, São Luís contaria com projetos estruturantes, que seriam realizados através da Prefeitura da capital e para as quais assinei convênios no valor de 150 milhões de reais com o prefeito João Castelo.

As obras setoriais, de importância decisiva para a cidade, foram realizadas durante meu governo, ou ficaram próximas de seu término.

Cito, por exemplo:

1) a intervenção urbanística e paisagística da orla da Lagoa da Jansen, onde foram recuperados os espaços deteriorados (calçamento, teatro de arena, banheiros, quadras poliesportivas e a comporta da lagoa);

2) a recuperação da ponte sobre o rio Calhau (na avenida Litorânea), que estava com sua estrutura comprometida pela erosão;

3) a reforma da rampa Campos Melo, que estava ameaçada por acelerado processo de erosão;

4) a radical intervenção na estrutura e no revestimento da ponte do São Francisco, cuja estabilidade estrutural estava comprometida pela oxidação das ferragens;

5) a reforma estrutural e modernização do Estádio Castelão, que estava em estado de completo abandono;

5) a realização de obras de intervenção e reurbanização da Península da Ponta da Areia, ameaçada pela erosão que avançava sobre o Memorial Bandeira Tribuzzi; além da melhoria em diversos equipamentos urbanos, como praças esportivas.

Os convênios que assinei com o prefeito João Castelo no valor global de 150 milhões de reais tinham como destinação a construção de dois viadutos (no trevo do Quartel da Polícia do Calhau e na Forquilha), o prolongamento da avenida Litorânea (que alcançaria o Olho d’Água) e o asfaltamento de ruas e avenidas por toda a cidade.

Mostrando seu caráter antimunicipalista e seu ódio pela capital que sempre lhe impôs derrotas eleitorais, um dos primeiros atos de minha ilegítima sucessora foi o de seqüestrar os recursos que eu havia transferido à Prefeitura de São Luís, através dos convênios.

Aliás, ao contrário do que fez com os demais municípios do Estado, a governadora ilegítima não conseguiu subtrair aos cofres da Prefeitura da capital os recursos transferidos de forma perfeitamente legal. Mas, através de embaraços oferecidos pela via da Justiça, a governadora Roseana Sarney Murad tem conseguido impedir que a Prefeitura realize as obras previstas e que de tanta utilidade seriam para a população ludovicense.

Mostrando sua face de verdadeira madrasta de São Luís, a governadora quer condenar nossa cidade (e o Estado como um todo) ao atraso. Mas, a população da Ilha Rebelde sabe que a hora do acerto de contas está próxima e saberá dar - como sempre o fez - uma resposta à altura à oligarquia odienta e atrasada."

Ricardo vai cumprir a promessa de entrar em greve de fome?

Será que o boneco de Olinda (grande e oco) vai cumprir a promessa que fez para chantagear Roseana Sarney e iniciar uma greve de fome em frente ao Palácio dos Leões, caso a governadora biônica não assine sua nomeação para assumir novamente a Secretaria Estadual de Saúde.

O prazo que Ricardo Murad deu para Roseana nomeá-lo terminou ontem (21) à noite.

Vejam a charge publicada ontem no blog do amigo John Cutrim:

Deu na Veja: Roseana comprou petistas do Maranhão

Leia matéria completa publicada na revista Veja intitulada "Compram-se petistas".

O blog do jonalista Ricardo Noblat, de "O Globo", reproduziu hoje a matéria da revista da Editôra Abril, de autoria da jornalista Sofia Krausen.


Abaixo do título da matéria, Krausen editou a seguinte pergunta : "Para apoiarem a candidatura da governadora Roseana Sarney, petistas estão recebendo ofertas de pacotes de dinheiro que chegam a 40 000 reais. Nos últimos dias, treze companheiros mudaram de lado. Por que será?"

"Diz-se nas ruas de terra do interior do Maranhão que a família Sarney é dona do estado. O clã tem sociedade em tudo. Se algo está no Maranhão, pertence aos Sarney. Eles detêm participações em TVs, rádios, jornais, fazendas, mansões, ilhas, ONGs, fundações, holdings...

Nos últimos meses, na esperança de conquistar a única mercadoria que talvez ainda lhe escape, a família expandiu agressivamente os negócios. Passou a investir em petistas. Petistas? Sim, petistas – e no varejo. No mercado eleitoral do Maranhão, petistas aparentemente têm um preço.




Os mais caros podem custar 40 000 reais. Na promoção, alguns saem pela metade desse valor: 20 000 reais. Esta, ao menos, é a cotação estabelecida pelos Sarney. Nas últimas semanas, operadores da família procuraram integrantes da direção do PT maranhense para fechar negócio.

O produto a ser comerciado, no caso, é apoio político. A governadora Roseana Sarney, do PMDB, candidata à eleição, precisa desesperadamente assegurar a aliança com o PT, que chegou a declarar apoio ao candidato concorrente, do PCdoB.

As negociações começaram em razão do resultado da convenção estadual do PT, ocorrida em março, que deveria ratificar o apoio do partido à candidatura de Roseana Sarney. A lógica política dessa decisão deriva da aliança nacional entre os petistas e o PMDB, na qual o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, deverá ser o vice na chapa de Dilma Rousseff.

Pela natureza desse acordo, PT e PMDB obrigam-se a resolver diferenças que venham a surgir na formação dos palanques estaduais. E já surgiram muitas, como demonstra o notório salseiro armado em Minas Gerais. No Maranhão, porém, as dificuldades de união entre os dois partidos extrapolam quaisquer conveniências eleitorais. Ali, ambos são inimigos há décadas, desde que Sarney é Sarney e PT é PT – bem, ou eram, nos tempos em que havia distinções mais nítidas no mundo político.

Na convenção petista de março, delineou-se alguma. Pela magra vantagem de 87 votos contra 85, os delegados do PT maranhense ignoraram as determinações da direção nacional do partido e resolveram apoiar formalmente a candidatura ao governo do deputado comunista Flávio Dino.

As compras começaram assim que se encerrou a convenção. Para reverter a derrota, o clã articulou um ardil político destinado a forçar a candidatura Roseana de cima para baixo. Petistas amigos prontificaram-se a montar um abaixo-assinado contrário à decisão tomada na convenção estadual e remetê-lo ao diretório nacional do partido.

Com a medida, pretendia-se anular o apoio ao comunista e, ato contínuo, selar a aliança com o grupo de Sarney. Para elaborarem o abaixo-assinado, operadores de Roseana saíram à cata de petistas. VEJA localizou quatro que admitiram ter recebido a proposta de suborno para mudar de lado – e, portanto, subscrever o tal documento.

Segundo esses depoimentos, o pagamento variava de 20 000 a 40 000 reais. Todos negaram ter aceitado a oferta. Um deles, entretanto, admitiu ter assinado a lista, mesmo depois de votar contra a aliança com o PMDB, o que não faz o menor sentido político.

As propostas se deram em ambientes propícios a esse tipo de negociata. O delegado petista Francivaldo Coelho conta que recebeu a oferta no estacionamento de um shopping em São Luís, capital do estado. Segundo Coelho, o intermediário chama-se Rodrigo Comerciário, um leal aliado da família Sarney. O encontro ocorreu no dia 14 deste mês, uma sexta-feira. Durou apenas dez minutos.

Narra o petista: "Ele nem desceu do carro, estava tremendo de medo. Disse que ficariam 40 000 para mim e 40 000 para um delegado amigo meu. O dinheiro já estava com ele". Coelho assegura que declinou da proposta. O tal amigo delegado, Arnaldo Colaço, também não topou. E confirma o negócio: "Eles me ofereceram 40.000 reais para apoiar a Roseana".

O petista Marcelo Belfort, do município de Ribamar Fiquene, ganhou até passagem de ônibus para ir a São Luís negociar o passe num hotel. Diz ele: "A proposta inicial era 20 000 reais. Eles estão fazendo isso com vários delegados. Mas eu não quis". A petista Maria de Lurdes Moreira, que votou contra o apoio a Roseana e depois mudou de lado, confirma que também recebeu uma proposta de 20 000 reais, porém antes da convenção. Houve outro intermediário nesse caso. Segundo ela, José Antônio Heluy, secretário de Trabalho do governo do Maranhão. "Estive realmente lá, mas não houve esse tipo de conversa", diz o secretário.

A notícia dos subornos correu a língua dos petistas. O deputado federal Domingos Dutra, um dos principais adversários dos Sarney no estado, descobriu o rolo: "Eles estão tentando comprar os nossos delegados". Completa o deputado Flávio Dino, o candidato que está prestes a perder o apoio do PT: "É um absurdo o que se está fazendo na região".

A artimanha de Roseana corre tranquilamente. Na semana passada, remeteu-se o caríssimo abaixo-assinado à direção nacional do PT. Nele, há 98 nomes. Treze petistas, portanto, cederam aos encantos da candidatura Sarney – não se sabe por quais razões.

Haveria um encontro do PT maranhense no último fim de semana para ratificar o apoio à candidatura comunista, mas a direção nacional da sigla cancelou o evento. Diz o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo: "Estamos acompanhando a situação do Maranhão e tomaremos as medidas cabíveis diante dos fatos de que tivermos conhecimento". A governadora Roseana Sarney não quis comentar o caso."

Villa comenta pesquisa Datafolha

O historiador Marco Antônio Villa acabou de postar um texto em seu blog comentando a pesquisa Datafolha, publicada hoje no jornal "Folha de São Paulo".

"Saiu a tão aguardada pesquisa Datafolha.Deu empate: Serra e Dilma estão com 37%. Marina continua longe, com 12% (o que não é um mau resultado).

A popularidade de Lula está quase no céu: 76%. As explicações ficam ao gosto do freguês. É óbvio constatar o crescimento contínuo da candidatura Dilma. O ponto de interrogação que fica é até onde vai esta curva. Teve o programa de televisão que foi importante (onde Lula enfatizou que ela é a sua candidata).

Contudo, ela mal chega a metade do índice de popularidade de Lula, o que pode indicar que a transferência não é automática (e menor do que os petistas imaginam) e que Serra se mantém bem no estágio atual da campanha.

Nas próximas duas semanas, na televisão, teremos programas pró-Serra e (dependendo do que for exposto, pois o PT certamente vai tentar embargar - ou limitar - estes programas) que devem ter algum efeito nas pesquisas.

A pesquisa reforça a análise de que teremos uma eleição super-disputada, absolutamente distinta das últimas quatro (1994-2006). Teremos segundo turno, óbvio.

E o calor da disputa vai transformar a eleição de 2010 (infelizmente) na mais violenta da história recente do país, como já escrevi diversas vezes.

Qualquer interpretação mais afirmativa é mero chute. As duas candidaturas tem estratégias bem distintas. Dilma tem de colar a sua imagem à de Lula. E só.

Serra tem uma missão muito mais difícil: evitar o confronto desnecessário e ir comendo pelas bordas a situação, especialmente com as alianças estaduais (que terão enorme influência no quadro de uma eleição super-polarizada), que tem recebido muita pouca atenção da cobertura da imprensa.

Em suma, não faltará emoção."

PT maranhense inicia encontro

Leia matéria postada ontem no blog de Felipe Klamt:

"O Partido dos Trabalhadores iniciou, hoje, no Sindicato dos Bancários, o encontro de ratificação da chapa que vai apresentar para a composição com o PC do B e PSB na eleição majoritária e proporcional deste ano.


Mesa que dirigiu abertura do encontro do PT

Mais de 90 delegados já estavam presentes ao evento, confirmando que decidiram caminhar juntos com Flávio Dino e vencer o pleito de governador dos maranhenses."



Petistas decidiram sobre a tática eleitoral do PT/MA para 2010

Dilma e Serra têm 37% no Datafolha

Leia esta postagem publicada hoje pelo portal IG:

Pesquisa Datafolha publicada na edição deste sábado da Folha de S.Paulo mostra que a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, atingiu sua melhor marca de intenção de voto até hoje e está empatada com José Serra (PSDB). Ambos estão com 37%.

O levantamento foi realizado ontem e anteontem com 2.660 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Marina Silva (PV) aparece com 12%. Os que votam em branco, nulo ou nenhum somam 5%. Indecisos são 9%.

Na comparação com a última pesquisa Datafolha, realizada em 15 e 16 de abril, Dilma teve uma alta de sete pontos percentuais – de 30% para 37%. Já Serra caiu cinco pontos, saindo de 42% para os mesmos 37%.

Essa é a primeira vez em que ambos aparecem empatados no Datafolha

Mirante calunia Madeira outra vez

Estava demorando um pouco para começar o festival de baixarias da campanha eleitoral de 2010, patrocinado pelo sistema Mirante/Mentira de Comunicação no Maranhão.

A bola da vez agora é o prefeito tucano de Imperatriz, Sebastião Madeira, cujo governo desfruta índices excelentes de aceitação popular no Sul do Maranhão.

Segundo denúncia publicada no blog do jornalista Decio Sá, no portal Imirante, Madeira teria dado um tapa na cara de uma mulher, filha de um paciente internado no Socorrão de Imperatriz, durante a visita do prefeito tucano realizada ontem de manhã à unidade de saúde.

Leia dois trechos da postagem de Sá, que deixam clara a armação e a baixaria do Sistema Mirante:

“...O prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), teria agredido com um tapa a autônoma Luciana Raquel Rodrigues dentro do hospital Socorrão, segundo ela própria contou ao blog agora há pouco por telefone. Luciana está se encaminhando neste momento (11h25) a um delegacia da cidade no sentido de registrar queixa contra o tucano...” ; e

“...Por volta das 11h, Luciana se deparou com Madeira, o principal aliado do pré-candidato José Serra (PSDB) no Maranhão, pelos corredores do Socorrão e foi cobrar dele uma providência: Luciana: ‘- Prefeito, meu pai está internado há 11 dias precisando fazer um ecocardiograma e eu quero saber o porquê disso! O pessoal do hospital diz que as clínicas estão paradas por falta de pagamento” – disparou ela

“Ele disse que era mentira e bateu na minha cara” – denuncia Luciana. Segundo ela, o prefeito foi contido por seguranças e assessores: - “Se ele não fosse seguro iria me bater mais” – contou.

A armação do texto é evidente quando Sá introduziu em sua narrativa:”...Luciana se deparou com Madeira, o principal aliado do pré-candidato José Serra (PSDB) no Maranhão, pelos corredores do hospital...”.

Não sei como Sá vacilou e não citou que Madeira também é o principal aliado do candidato a governador do PDT, Jackson Lago, no Sul do Maranhão. Com certeza vai levar um pito dos seus chefes e da sua sua chefa - mor.



Madeira é o principal aliado de Jackson no Sul do Maranhão


O mais interessante é que essa ópera bufa contra Madeira acontece uma semana antes da pré-convenção que o PDT e o PSDB vão realizar na sexta que vem no Rio Poty Hotel, com a provável presença do presidenciável José Serra em São Luís.

Com certeza foi apenas uma coincidência, não é?

Mas quem conhece um pouco da história política recente do Maranhão não esquece três fatos ocorridos na década de 90.

O primeiro aconteceu na eleição para governador em 1994, quando o próprio senador José Sarney utilizou seu texto dominical impresso na capa do jornal “O Estado do Maranhão” para inventar um cadáver, o do ferroviário Reis Pacheco, ex-funcionário da Companhia Vale do Rio Doce.

Segundo Sarney, Reis Pacheco teria sido assassinado por policiais civis maranhenses no final de década de 80, que cumpriam ordens supostamente dadas pelo então governador Epitácio Cafeteira. A atitude de Cafeteira teria sido um tipo de vingança pessoal porque o ferroviário atropelou e matou o sogro de Cafeteira, Hilton Rodrigues, na ponte Bandeira Tribuzi.

Sarney acusou o então candidato a governador do Maranhão às eleições de 1994, que concorria contra sua filha dileta Roseana Sarney, de assassinato e ocultação de cadáver. A campanha de Roseana distribuiu cerca de um milhão de panfletos no interior do Estado acusando Cafeteira pelo crime.

Alem disso no último dia da propaganda eleitoral gratuita na televisão no 2.° turno daquelas eleições, o sinal da TV Mirante de São Luís, empresa que gerava a transmissão dos programas para o Estado, simplesmente cortou o sinal para todo o interior maranhense.

A TV Mirante impediu que mais de dois milhões de eleitores do interior assistissem ao programa eleitoral de TV de Cafeteira que desmontava a farsa de Sarney. O principal personagem do último programa de TV da oposição ao grupo Sarney era exatamente o ferroviário Reis Pacheco, que vivia no Amapá.

O segundo episódio aconteceu na eleição para prefeito de São Luís de 1996. O jornal “O Estado do Maranhão” publicou com o maior estardalhaço possível a prisão de um piloto de avião acusado de transportar drogas em uma aeronave.

A manchete principal da capa do jornal foi; “Piloto de avião de Jackson é preso por transportar drogas”. O piloto preso e acusado tinha levado Jackson em uma viagem de avião na campanha eleitoral de 1994, quando ele foi candidato a governador pelo PDT.

A aeronave tinha sido alugada para uma viagem ao interior do estado, pois Jackson nunca possuiu qualquer avião em sua vida, nem mesmo quando foi governador por dois anos e três meses.

Quem viu a capa do jornal entendeu que o piloto preso trabalhava só para Jackson, em uma aeronave pertencente ao líder pedetista que acobertava um empregado que transportava e mesmo traficava drogas pelo Maranhão.

Se houvesse um “Oscar” da sutileza, com certeza receberia a estatueta dourada em votação unânime.

A terceira grande armação teve como alvo o próprio Sebastião Madeira em 1996. O atual prefeito de Imperatriz era deputado federal do PSDB e virtual candidato a prefeito de Imperatriz nas eleições de 1996.



A cidade era administrada pelo interventor Ildon Marques (à esquerda), dono da rede de lojas Liliane. Indicado pela então governadora Roseana para um mandato tampão até 1996.

Marques substituía o prefeito Salvador Fernandes, afastado do cargo, acusado de ter sido o mandante da morte do ex-prefeito Renato Moreira, eleito em 1992 e assassinado em setembro de 1993.

Fernandes tinha sido vaqueiro de uma fazenda do ex-prefeito de Imperatriz, Davi Alves Silva (1989 a 1992) e tinha sido eleito vice-prefeito da cidade em 1992 na chapa de Renato Moreira.

Aí sem mais, sem menos, em certo domingo de 1996, o programa Fantástico, apresentado à noite no horário mais nobre da Rede Globo, retransmitido pelo Sistema Mirante no Maranhão, inclusive pela TV Mirante de Imperatriz, veiculou uma reportagem estranhíssima.

Um homem não identificado, mostrado como se fosse um pistoleiro arrependido, deu uma entrevista ao repórter do Fantástico denunciando que tinha sido contratado por um “deputado federal” da região para assassinar o interventor de Imperatriz.

Com imagens tomadas num ambiente escuro, onde o rosto do pistoleiro arrependido não era identificado, o malfeitor começou a descrever a trama do assassinato que teria sido encomendado e deu todas as dicas possíveis para identificar quem lhe tinha contratado.

O alvo era o deputado federal tucano Sebastião Madeira, que fazia oposição cerrada a Ildon Marques e ao governo Roseana Sarney na região.

Tempos depois de muitas investigações, soube-se que tudo não passava de uma grosseira armação patrocinada por um assessor de comunicação do próprio interventor da cidade.

O próprio Fantástico veiculou depois uma matéria isentando Madeira de qualquer responsabilidade sobre a mentirosa denúncia da farsa do pistoleiro arrependido.

A armação do Fantástico e essa nova mentira veiculada ontem pelo portal Imirante carecem de qualquer indício de veracidade, exatamente pelo fato de Madeira caracterizar-se como um homem extremamente educado, de fino trato e incapaz de tratar qualquer pessoa desta forma.


Madeira é muito educado e a armação contra ele não cola


Leia agora a nota de esclarecimento divulgada pelo jornalista Élson Araújo, principal assessor de comunicação do prefeito Sebastião Madeira:


"A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Imperatriz esclarece sobre fato ocorrido na manhã do dia 21 de maio de 2010, nas dependências do Hospital Municipal, envolvendo o prefeito Sebastião Torres Madeira e a senhora Luciana Raquel Rodrigues.

O prefeito Madeira visitava o Hospital Municipal na manhã desta sexta feira, ocasião em que foi abordado pela Senhora Luciana Raquel Rodrigues, que está com seu pai internado no Hospital Municipal, e falou com o Prefeito sobre um exame que ele precisava realizar, e que tal exame não fora feito em razão de atraso com a Clínica Médica.

Ao fim desta conversa, o Prefeito tentou abraçá-la. Tal atitude foi interpretada como agressão, quando na verdade o Prefeito pretendeu restabelecer o bom diálogo.

Estranhamente, a Senhora Luciana Raquel Rodrigues saiu correndo pelos corredores do hospital gritando que acabara de ser agredida pelo Prefeito e também tratou de informar a várias emissoras de televisão, rádio e jornal, inclusive da Capital do Estado.

O prefeito compreende a apreensão da senhorita Raquel quanto à situação de saúde do pai, mas se mostra surpreso com a acusação já que é um homem reconhecidamente cordato, defensor da cultura da paz.

Imperatriz/MA, 21 de maio de 2010.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Imperatriz
Elson Araújo/Assessor-Chefe"

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ribamar é bom nas roubadas de bola e ganha sempre os jogos no tapetão

Nesses tempos em que só se fala e se escreve na mídia sobre a copa do mundo da África do Sul, nada melhor para desopilar nossos fígados do que ler um texto leve, engraçado e mordaz.

É o caso do artigo "Lula Futebol Clube" escrito pelo crítico e articulista da TV Globo, Nelson Motta. Se divirtam com esse interessante texto, tão bem escrito como os artigos assinados pelos mestres da crônica esportiva nacional como Armando Nogueira, Fernando Calazans, Juca Kfouri, Paulo Vinicius Coelho, Sérgio Cabral e Tostão.

"Como Lula adora metáforas futebolísticas, nada melhor para tentar explicar a um amigo inglês, fanático por futebol mas ignorante de Brasil, como é a política do governo Lula.

Contei que o time entrou em campo com a prata da casa, mas logo reforçou a defesa com vários jogadores comprados de times adversários, como os veteranos Jader e Renan, e o veteraníssimo Ribamar, craques em roubar bolas e parar atacantes com faltas.

O “professor” Lula segue a máxima de Neném Prancha, “jogador tem que ir na bola como quem vai a um prato de comida”, mas não contava com a voracidade dos companheiros.

Um dos problemas do time é que, muitas vezes, alguém pede bola sem receber, faz corpo mole e abre o bico.

Com a defesa batendo cabeça, Lula perdeu o seu impetuoso armador Delúbio e o volante Silvinho “Land Rover”, que distribuía o jogo na intermediária, expulsos por mão na bola.

E quase tomou uma goleada no primeiro tempo. Foi salvo pelo craque Thomaz Bastos, cérebro do meio de campo, que organizou a defesa, resistiu a todos os ataques e ainda virou o jogo na segunda etapa.

Mas o time voltou insistindo em avançar pelo costado esquerdo da cancha, com o bisonho Tarso no lugar de Thomaz Bastos, que saiu exausto, e com as investidas desastradas do canhotinha Amorim, que levaram várias bolas nas costas e dribles desmoralizantes.

Mas no meio de campo os competentes Meirelles e Palocci mandavam no jogo, chutando com as duas, e impondo seu futebol de resultados, sem jogar para a arquibancada.

Quando perdeu seu capitão, o catimbeiro Dirceu, e depois a revelação do meio-campo, Palocci, que levaram cartão vermelho, Lula improvisou o cabeça de área Rousseff como capitão e os perebas Lobão e Geddel como volantes. E mesmo assim está dando uma goleada. Mas a bola ainda está rolando.

Uma originalidade do time de Lula é que, talvez pela fraqueza dos adversários, quase todos os gols que tomou foram feitos pelos seus próprios defensores, como os pernas de pau Valdebran e Gedimar, no fim do primeiro tempo.

Mas sua maior jogada foi instituir o “Bola Família”, que deu 70% da lotação do estádio para a sua torcida."

Nelson Mota é articulista de O Globo, do Rio de Janeiro.