sábado, 9 de outubro de 2010

O silêncio de Lula

O historiador Marco Antônio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos/SP publicou este artigo na última quarta-feira, 06 de Outubro, na página 3 do primeiro caderno do jornal Folha de São Paulo:

"Lula perdeu. A soberba fez mais uma vítima. O presidente, com supostos 80% de aprovação, não elegeu sua sucessora no primeiro turno, como propalou nas últimas semanas. Toda a agressividade presidencial foi em vão.

As ameaças foram aumentando na mesma proporção que os institutos de pesquisa apresentavam o favoritismo da sua candidata.

Não custa imaginar como agiria discursando na festa da vitória que não houve. O silêncio de Lula nos últimos dias, caso raro, foi o mais extenso deste ano.
A oposição recebeu um claro recado das urnas. Há espaço para uma candidatura propositiva e oposicionista.

A maioria simples que o governo obteve foi graças ao apoio dos oligarcas (Sarney, Barbalho, Collor, entre outros), das centrais sindicais pelegas, dos velhos movimentos sociais sustentados com recursos públicos, das pesquisas que a cada dia jogavam uma ducha gelada na oposição e estimulavam o eleitor indeciso a votar na candidata oficial, da máquina estatal e de seus programas assistencialistas, e, finalmente, de Lula, que literalmente abandonou a Presidência para fazer campanha.
Apesar de tudo, o governo não obteve a vitória que imaginava. O segundo turno era tudo o que Lula não queria. Agora sua candidata vai ter as mesmas condições que Serra. Continuar falando por ela como fez no primeiro turno vai pegar muito mal.

O criador tem de dar alguma autonomia à criatura. Confundir apoio com tutoria, indica ao eleitor que Dilma não consegue caminhar com as próprias pernas.

A oposição terá nova chance. Não tem desempenhado bem o seu papel. Acreditou na fantasia de que somente 4% da população achava o governo ruim. E, depois dos resultados da eleição de domingo, é mais fácil crer no chapeuzinho vermelho do que nas pesquisas eleitorais.

O eleitorado apontou que a oposição tem de fazer política. Deve criticar (quem disse que o eleitor não gosta de crítica?) e propor alternativas. Chamar Dilma para o debate e não Lula. Afinal, é ela a candidata.

A verdadeira eleição, espero, começou na noite do último domingo. Até então, o que tivemos foi um mero simulacro. Debates monótonos, um amontoado de propostas desconexas, muito marketing e pouca política.

Foi o tipo de campanha que marqueteiro adora. Agora deve começar a eleição que interessa ao país. Longe daquilo que Euclides da Cunha, em 1893, chamava das 'insânias dos caudilhos eleitorais e do maquiavelismo grosseiro de uma política que é toda ela uma conspiração contra o futuro de uma nacionalidade'."

Arnaldo Jabor: "O súbito encanto de Marina Silva"

Recebi de um amigo um email com este artigo do comentarista Arnaldo Jabor. Gostei do texto e resolvi suspnder meu afastamento temporário do blog para publicar este texto: 

"Não, o Palácio de Inverno de São Petersburgo da Rússia em 1917 ainda não será tomado pela onda vermelha.

Não. Agora, o PT vai ter de encarar: estamos num país democrático, cultural e empresarialmente complexo, em que os golpes de marketing, os palanques de mentiras, os ataques violentos à imprensa não bastam para vencer eleições... (Por decência, não posso mostrar aqui os emails de xingamentos e ameaças que recebo por criticar o governo).

O Lula vai ter de descobrir que até mesmo seu populismo terá de se modernizar. O povo está muito mais informado, mais online, mais além dos pobres homens do Bolsa-Família, e não bastam charminhos e carismas fáceis, nem paz e amor nem punhos indignados para a população votar. Já sabemos que enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as regras políticas vigentes, nada vai se resolver.

Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas e nenhum carisma esconde isso para sempre. Já sabemos que administração é mais importante que utopias.

A campanha à que assistimos foi uma campanha de bonecos de si mesmos, em que cada gesto, cada palavra era vetada ou liberada pelos donos da "verdade" midiática.

Ninguém acreditava nos sentimentos expressos pelos candidatos. Fernando Barros e Silva disse na Folha uma frase boa: "Dilma parece uma personagem de ficção e Serra a ficção de uma personagem." Na mosca.

Serra. Os erros da campanha do Serra foram inúmeros: a adesão falsa ao Lula, que acabou rindo dele: "O Serra finge que me ama"...

Serra errou muito por autossuficiência (seu defeito principal), demorando muito para se declarar candidato, deixando todo mundo carente e zonzo, como num coito interrompido; Serra demorou para escolher um vice-presidente (com a gafe de dizer que vice bom é o que não aporrinha), fez acusações ligando as Farc à Dilma, esculachou o governo da Bolívia ainda no início, avisou que pode mexer no Banco Central e, quando sentiu que não estava agradando, fez anúncios populistas tardios sobre salário mínimo e aposentados.

Nunca vi uma campanha tão desagregada, uma campanha antiga, analógica numa época digital, enlouquecendo cabos eleitorais e amigos, todos de bocas abertas, escancaradas, diante do óbvio que Serra ignorou. Serra não mudou um milímetro os erros de sua campanha de 2002. Como os Bourbon, "não esqueceu nada e não aprendeu nada".

A campanha do primeiro turno resumiu-se a dois narcisismos em luta.

Dilma. Enquanto o Serra surfava em sua autoconfiança suicida, a Dilma, fabricada dos pés ao cabelo, desfilava na certeza de sua vitória, abençoada pelo "Padim Ciço" Lula.

Seus erros foram difíceis de catalogar racionalmente, mas os eleitores perceberam sutilezas na má interpretação da personagem, como atrizes ruins em filmes.

O sorriso sem ânimo, riso esforçado, a busca de uma simpatia que escondesse o nítido temperamento autoritário, suas palavras sem a chama da convicção, ocultando uma outra Dilma que não sabemos quem é, sua postura de vencedora, falando em púlpitos para jornalistas, sua arrogância que só o salto alto permite: ser pelo aborto e depois desmentir, sua união de ateia com evangélicos, a voracidade de militante - tarefeira, para quem tudo vale a pena contra os "burgueses de direita" que são os adversários, os esqueletos da Casa Civil, desde os dossiês contra FHC, passando pela Receita Federal (com Lina Vieira e depois com os invasores de sigilos), sua tentativa de ocultar o grande hipopótamo do Planalto que foi seu braço direito e resolveu montar uma quadrilha familiar.

Além disso, os jovens contemporâneos, mesmo aqueles cooptados pelo maniqueísmo lulista, não conseguem votar naquela ostentada simpatia, pois veem com clareza uma careta querendo ser cool.

Marina. Os erros dos dois favoritos acabaram sendo o grande impulso para Marina. No meio de uma programação mecânica de marketing, apareceu um ser vivo: Marina. Isso.

Uma das razões para o segundo turno foi a verdade da verde Marina. Sua voz calma, sua expressão sincera, o visível amor que ela tem pelo povo da floresta e da cidade, tudo isso desconstruiu a imagem de uma candidata fabricada e de um candidato aferrado em certezas de um frio marqueteiro.

Marina tem origem semelhante à do Lula, mas não perdeu a doçura e a fé de vencer pelo bem. Isso passa nas imperceptíveis expressões e gestos, que o público capta.

Agora teremos um segundo turno e talvez vejamos um PSDB fortalecido pela súbita e inesperada virada. Desta vez, o partido terá de ser oposição, se defendendo e não desagregado como foi no primeiro turno, onde se esconderam todos os grandes feitos do próprio PSDB, durante o governo de FHC.

Desde 2002, convencionou-se (Quem? Por quê?) que o Lula não podia ser atacado e que o FHC não poderia ser mencionado. Diante dessa atitude, vimos o Lula, sua clone e seus militantes se apropriarem descaradamente de todas as reformas essenciais que o governo anterior fez e que possibilitaram o sucesso econômico do governo Lula, que cantou de galo até no Financial Times, assumindo a estabilização de nossa economia. E os gringos, desinformados, acreditam.

Além disso, com "medinho" de desagradar aos "bolsistas da família", ninguém podia expor mentiras e falsos dados que os petistas exibiam gostosamente, com o descaro de revolucionários "puros". Na minha opinião, só chegamos ao segundo turno por conta dos deuses da Sorte. Isso - foi sorte para o Serra e azar para a Dilma.

Ou melhor, duas sortes:

O grande estrago causado pela súbita riqueza da filharada de Erenice, ali, tudo exibido na cara do povo, e o reconhecimento popular do encanto sincero de Marina.

Isso salvou a campanha errática e autossuficiente do José Serra, que apesar de ser um homem sério, competentíssimo, patriota, que conheço e respeito desde a UNE, mas que é das pessoas mais teimosas do mundo.

Duas mulheres pariram o segundo turno. Se ouvir seus pares e amigos, poderá ser o próximo presidente. Se não..."

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A democracia se fortaleceu ontem e metade do Maranhão não aceita mais a dominação sarneysista no estado

A primeira atitude que devo tomar depois do resultado das eleições de ontem no Maranhão é cumprimentar a governadora Roseana Sarney e o senadores Édison Lobão e João Alberto de Sousa por suas vitórias eleitorais.

A democracia é assim. A gente defende nossas idéias, temos nossas paixões políticas, mas depois que a maioria de eleitorado decide e bate o martelo, a democracia se fortalece e a vida segue.

Confesso que essas eleições aqui no Maranhão deixaram um gosto amargo de fel em minha boca. Todos os candidatos em que votei foram derrotados na urna: Aderson Lago, PSDB, para deputado estadual; Alexandra Tavares, PSB, para deputada federal; Zé Reinaldo Tavares (PSB) e Edson Vidigal (PSDB) para as duas vagas ao Senado Federal; Jackson Lago (PDT) para governador; e Marina Silva (PV) para presidente da República.

Na matéria que postei na última sexta-feira, sugeri aos amigos, conhecidos e leitores do blog que por uma questão de ideologia, não quisessem votar em Aderson Lago, por ser ele tucano, que votassem então em Bira do Pindaré, da ala antisarneysista do PT maranhense.

De todos os nomes que sugeri, Bira do Pindaré foi o único que se elegeu para fazer frente aos outros dois deputados estaduais eleitos pelo PT: Francisca Primo e José Carlos Nunes Filho, o Zé Carlos da Caixa. Os dois nunca foram petistas e só entraram no partido da estrela vermelho por conveniência e ligação com o grupo Sarney.

A vitória de Roseana Sarney foi muito apertada.

Roseana teve 1.459.792 votos, Flávio Dino obteve 859.402; Jackson Lago teve 569.412 votos; Marcos Silva 14.685, Saulo Arcangeli obteve 8.898 e professor Josivaldo 2.518 votos.

A diferença pró Roseana Sarney foi de apenas 4.877 votos, pois os cinco candidatos de oposição tiveram juntos 1.454.915 votos.

O resultado eleitoral mostra que o prazo de validade da era Sarney expirou ontem no Maranhão. Se a oligarquia iniciada por seu pai não se oxigenar e mudar os métodos de fazer política, este mandato será, com certeza, o último deste grupo que chegou ao poder em 1966 e dominou o Maranhão por 44 anos, com um breve intervalo de Junho de 2004 (quando José Reinaldo rompeu com Sarney) a Abril de 2009 (quando Jackson Lago foi cassado através de um golpe judiciário).

O uso irrestrito da máquina governamental estadual em favor de Roseana foi decisivo para sua apertadíssima vitória de ontem.

Segundo se comenta nos meios políticos mais de um bilhão de reais foram alocados nas eleições, distribuídos como convênios com municípios.

Nas campanhas eleitorais de Roseana, Ricardo Murad e Luciano Moreira, só para citar três exemplos, foram gastos dezenas de milhões de reais com uma produção caríssima de Rádio e TV (só Duda Mendonça foi contratado por R$ 12 milhões), materiais gráficos (santinhos, cartazes, bandeiras, adesivos, etc), mais de mil carros de som e combustível distribuído no balde em postos de gasolina localizados em todo o Estado.

Enquanto o candidato a governador pelo PDT, Jackson Lago, registrou no TRE/MA a doação de pouco mais de R$ 100 mil, Roseana registrou mais de cinquenta vezes mais e Ricardo Murad e Chiquinho Scórcio, ambos do PMDB, registraram pelo menos dez vezes mais doações do que Lago.

Crimes eleitorais estão sendo investigados pela Polícia Federal como no caso de pagamento ilegal de centenas de contas de energia, água e telefone pertencentes a moradores de bairros populares da capital, numa agência lotérica no centro de São Luís. O deputado Ricardo Murad é o principal suspeito deste crime que é passível com a pena de impugnação do registro de sua candidatura.


Roseana Sarney não poderá disputar um quinto mandato de governadora do Maranhão em 2014 e nesta próxima eleição acontecerá a renovação da elite dirigente do Maranhão.

Cafeteira terá quase 90 anos, Sarney 84, Jackson 79, Castelo 76, Lobão, 76, Zé Reinaldo 74, João Alberto e Vidigal com quase 70, e Roseana, Washington Luís (PT) e Sebastião Madeira com mais de 60.

Das gerações intermediária e da mais nova sobrarão Luís Fernando Silva, na casa dos 50 anos, Ricardo Murad com quase 50 anos, Flávio Dino, Bira do Pindaré (PT) e Roberto Rocha com idade variando de 42 a 46 anos.

E por enquanto são só esses nomes que despontam nas gerações mais novas.

O estilo trator e megalomaníaco de Ricardo Murad fazer política não aponta um futuro promissor para sua carreira política, principalmente no tocante a cargos majoritários.

Luís Fernando talvez seja a maior aposta e esperança de reciclagem política do grupo Sarney. Para confirmar o prognóstico, ele precisaria alçar vôos mais altos em 2012 quando termina seus dois excelentes mandatos de prefeito de São José de Ribamar.

Depois de um ótimo desempenho eleitoral em 2006 quando obteve mais de 500 mil votos para senador, Bira se manteve fiel aos seus princípios, não se rendeu ao grupo Sarney e ontem se elegeu deputado estadual. Jovem ainda, ele tem um futuro brilhante pela frente.

Flávio Dino bateu na trave pela segunda vez ao disputar um cargo majoritário. Deverá disputar a prefeitura de São Luís em 2012 e os quase 30% de votos obtidos ontem para governador vão fortalecer seu patrimônio eleitoral para disputar novamente o Palácio dos Leões em 2014 ou 2018. Sem dúvida nenhuma agora Flávio é o maior nome da oposição maranhense para embates futuros.

Roberto Rocha ainda é muito novo apesar de vários mandatos de deputado estadual e federal. Sua candidatura extemporânea a senador em 2010 poderá causar alguns percalços em sua vida política futura, mas ele tem o tempo a seu favor para corrigir rumos.

Gostaria de finalizar esta matéria fazendo uma homenagem especial ao doutor Jackson Lago. De todos os candidatos que concorreram às eleições de 2010, ele foi o mais prejudicado por ter conduzido toda uma campanha eleitoral sem recursos financeiros e com a situação jurídica indefinida.

Muita gente que gostaria de ter votado em Jackson, deixou de fazer por achar que o registro de sua candidatura seria cassado pelo TSE. Uma parte destes eleitores votou em Flávio Dino e outra parte considerável votou em Roseana Sarney, por achar que no final das contas seu pai conseguiria influenciar novamente os ministros do TSE para cassar o registro do ex-governador.

Jackson é um cidadão exemplar, um modelo de político íntegro e com vida pública ilibada. Confesso que votei nele ontem com orgulho e muito respeito por sua biografia política e pessoal.

Jackson Lago fez muita coisa pelo Maranhão em apenas dois anos, três meses e dezessete dias de mandato.

Foi o depositário dos sonhos e esperanças de quase 1.400.000 eleitores maranhenses em 2006, que pensaram que estavam se livrando da família Sarney.

O governo da Frente de Libertação do Maranhão não soube lidar corretamente com professores estaduais, policiais e funcionários públicos. Esqueceram que contra o governo atuava uma formidável máquina azeitada de comunicação; o sistema Mirante/Mentira de Comunicação.

Além de subestimar o império sarneysista de comunicação, fizeram pior: sob a falsa alegação da liderança de audiência ibopeana, pagou-se dezenas de milhões de reais para a rede de TV inimiga ficar cada dia mais forte e preparar e acalmar o espírito dos maranhenses para a cassação de seu querido governador.

Enquanto isso não se preparou nos 27 meses e meio de governo de Jackson nenhum estrutura alternativa de comunicação para resistir ao golpe judicial que se aproximava.

Existiam plenas condições a partir da posse de Jackson em Janeiro de 2007, de elaborar um plano de incentivo às rádios comunitárias, pequenos jornais, pequenas e médias estações de TV e de Rádio espalhadas pelo Maranhão, meios de comunicação de entidades populares como associações de classe, sindicatos de trabalhadores urbanos e rurais, igrejas evangélicas, comunidades eclesiais de base, etc.

E para finalizar muitos dirigentes graúdos do governo Jackson Lago não acreditavam no início, lá por 2007 e início de 2008, que a ação de cassação de Jackson iria prosperar e desse no que deu.

Subestimar um inimigo do porte de José Sarney foi fatal a Frente de Libertação do Maranhão e para o governo de Jackson Lago!!!

Devido ao ritmo intenso que tive nas últimas semanas, vou me afastar do blog por uns quinze dias, para cuidar melhor da minha saúde, que está muito irregular.

Voltarei a escrever lá pelo dia 20 de Outubro a tempo de comentar o segundo turno das eleições presidenciais.

Até lá!

sábado, 2 de outubro de 2010

Ibope sempre errou votação de Jackson Lago

As pesquisas realizadas pelo Ibope sobre intenção de votos dados ao candidato a governador Jackson Lago (PDT) sempre subestimaram seu potencial eleitoral. Comparativamente, o instituto tem sido generoso com a principal adversária do pedetista. Em 2006, eleição na qual Jackson Lago saiu vencedor com pouco mais de 51% dos votos válidos no segundo turno, as pesquisas foram-lhe desfavorável até a véspera do pleito.
 
A pesquisa do Ibope divulgada em 14 de agosto de 2006, apontava Roseana Sarney (PFL) com 70% das intenções de votos contra apenas 21% de seu principal concorrente Jackson Lago, (PDT). Uma diferença de 49% das intenções de voto entre ambos. No dia 29 de outubro, Jackson Lago foi eleito com mais de 51%.

No primeiro turno de 2006, Roseana Sarney iniciou a campanha com 60%, oscilou para 70%, mas no final das contas, nas urnas, obteve apenas 34% dos votos válidos, percentual 17% inferior aos 51% apontados pelo IBOPE, às vésperas da eleição.

“Desta vez eles foram mais comedidos com os números”, comentou o pedetista, após a publicação da primeira pesquisa do instituto relativa às eleições majoritárias de 2010. Segundo a pesquisa divulgada no dia 28 de agosto, Jackson Lago tinha 25% das intenções de votos no Maranhão, enquanto que a candidata do PMDB apareceu com 47%, o mesmo índice aferido pelo levantamento publicado na quinta-feira passada.


Os últimos números do Ibope antes do primeiro turno deste ano atribuem a Jackson Lago, candidato da coligação “O Povo é Maior”, apenas 18% das intenções de votos. O percentual é muito inferior às votações obtidas pelo pedetista em todas as disputas que participou nas eleições majoritárias.

O histórico das pesquisas do IBOPE em 2010 mostra Roseana Sarney, (PMDB), estacionada em 47% das intenções de voto do inicio ao fim da robusta e milionária  campanha do primeiro turno.  Os exemplos mostram que os eleitores maranhenses  não devem deixar se influenciar pelos números apresentados pelas pesquisas. O verdadeiro resultado da vontade popular só será  revelado pelas urnas.

Confira o gráficos do IBOPE em 2006:


Aliados de Roseana Sarney usam escola pública de Barreirinhas para realizar reunião eleitoral

No último domingo, 26 de Setembrode 2010, o prefeito de Barreirinhas, Albérico Filho, e sua esposa Ana Maria, realizaram uma reunião político-partidária na Escola Municipal Valdemiro Barros, localizada no povoado Tabocas, naquele município.

Albérico é primo do senador José Sarney e pediu votos na reunião para a candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff; para sua prima candidata ao governo do Maranhão, Roseana Sarney; aos candidatos a senador Édison Lobão e João Alberto de Sousa, ambos do PMDB/MA; ao seu primo candidato a deputado federal, Sarney Filho, do PV/MA; e para o candidato a deputado estadual Marcos Caldas, da base aliada do grupo Sarney na Assembléia Legislativa.

A reunião, por si só, configura crime eleitoral, uma vez que contraria frontalmente a Lei n.° 9.504, que normatiza as eleições de 2010.Um artigo da lei proíbe terminantemente a utilização de prédios públicos federais, estaduais e municipais para a realização de atividades política/eleitorais.

Vejam as fotos que comprovam o crime eleitoral cometido pelo prefeito de Barreirinhas, Albérico Filho:

1) foto 1 - carro com adesivos de Roseana na porta da escola municipal Valdemiro Barros:



2) foto 2 -carros com adesivos de Roseana na porta da escola:



3) foto 3, o prefeito de Barreirinhas, Albérico Filho, e sua esposa Ana Maria, sentados na mesa que dirigiu os trabalhos da reunião política na área interna da escola municipal Valdemiro Barros:



4) foto 4 - mais um carro com adesivos de Roseana Sarney na porta da escola Valdemiro Barros, no povoado Tabocas, em Barreirinhas:

Nota oficial da coligação " O Povo é Maior"

  
A coligação “O Povo é Maior” (PDT-PSDB-PTC), repudia qualquer especulação contra a candidatura de Jackson Lago ao governo do Estado do Maranhão, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na ultima quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Qualquer notícia ou mensagem contraria a isso, não passa de golpe baixo de seus adversários, numa tentativa de confundir o eleitor.
 
Atenciosamente,
 
Jackson Lago

“Precisamos eleger um senador que seja alternativa ao comando unitário da família Sarney”, diz Zé Reinaldo

O candidato a senador pelo Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSB), defendeu a importância do voto da população maranhense para eleger um senador da oposição. O ex-governador falou da estrutura no Congresso Nacional voltado para a defesa do Maranhão com representantes ligados diretamente à família Sarney. Zé Reinaldo aposta num mandato do povo, voltado para os verdadeiros interesses dos maranhenses.

“O grande problema do Maranhão é a dominação de uma oligarquia que já se perpetua por mais de 40 anos. O grande ponto de poder deles é o Senado Federal, porque essa Casa ganhou uma importância grande e faz com que o senador José Sarney possua poder sobre o Governo Federal e, consequentemente, ter um domínio no Maranhão. Precisamos eleger um senador da oposição, que seja alternativa a esse comando unitário da família Sarney”, defendeu o candidato.

Com a eleição de um senador da oposição, Zé Reinaldo admite que a possibilidade de diversidade de poder é benéfica para o estado. Conforme disse, o grupo Sarney concentra preocupação com grandes obras e empreiteiras no Maranhão, que beneficia apenas os empresários e esquece o povo. Ele lembrou de 2002, quando Roseana Sarney finalizou dois mandatos como governadora.

“Os indicadores sociais eram os piores do Brasil e a população era totalmente abandonada, muito diferente do que acontecia em outros estados. Eu mudei isso no meu governo com pouco mais de quatro anos e esse trabalho deveria ter tido continuidade. O Jackson Lago continuou, mas foi tirado do governo e tudo voltou ao que era antes. É preciso perceber a importância de se eleger um senador que possa fazer oposição e tenha condição de ganhar as eleições. Sou reconhecido pela população como único governador que enfrentou a família Sarney, sou combatido, difamado e caluniado pelo grupo deles. Isso mostra a importância e me coloco como esse senador que vai quebrar esse poder para que o Maranhão seja livre e possa crescer”
, garantiu.

Confiança da oposição no segundo turno

O candidato socialista defendeu com convicção que o Maranhão terá eleições de segundo turno para governador. A oposição, lembrou Zé Reinaldo, chegou por duas vezes no governo, quando ele rompeu com a oligarquia Sarney e quando o Jackson ganhou as eleições. “Hoje temos contra nós grande parte do governo federal, estadual e municipais. É uma luta muito grande e o Maranhão precisa saber que a oposição tem força para chegar ao segundo turno e vencer as eleições. O Flávio Dino vai para o segundo turno e vai atender essa necessidade de alternativa de poder. O Maranhão vai ter um governador de oposição”, acredita.

Sentimento de campanha

Com três meses em atividade de campanha, o candidato a senador pela coligação “Muda Maranhão” aproveitou também para falar sobre a avaliação das visitas às cidades do estado. Por onde passou disse ter percebido grande aceitação e forte o desejo de mudança nos maranhenses. “É uma campanha com apoio da classe política e dos maranhenses. Muitos dão valor imenso a atitude de ter enfrentado a família Sarney. Acredito que minha candidatura é vitoriosa. Há uma pressão enorme para não deixar que eu me eleja, mas percebo a população querendo votar em mim e não vão se arrepender. Todos que fizeram força para que eu não me eleja vão ter surpresa grande com o resultado”, concluiu confiante.

Deu na revista Veja: Eis os métodos dos aliados dos Sarneys, a família do lulismo no Maranhão

Leiam a matéria do articulista Reinaldo Azevedo, da Veja On Line, sobre as ameaças que a repórter especial da Folha de São Paulo, Elvira Lobato, sofreu esta semana por parte de aliados de Roseana Sarney e Ricardo Murad no Maranhão.

Por conta das ameaças de morte que recebeu em seu celular, Elvia Lobato voltou ao Rio de Janeiro, onde reside, anteontem, quatro dias antes do prazo previsto por ela, já que ele cobriria o processo eleitoral no Maranhão até o dia cinco de Outubro.

Imagine o que não teriam feito com Elvira Lobato se o ex-presidente José Sarney não assinasse uyma coluna semanal na Folha de São Paulo todas as sextas-feira?

Leiam a íntegra da matéria de Reinaldo Azevedo, da Veja on line:

"Um blog e jornais ligados à candidatura de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão tentaram intimidar repórter da Folha que investigava indícios de compra de votos no Estado. A repórter Elvira Lobato estava em São Luís apurando informações de que apoiadores da campanha de Roseana estavam supostamente pagando contas de eleitores pobres em troca de voto nela.

O dono de uma lotérica havia relatado que um homem chegou com centenas de contas de luz, água e telefone para pagar. Desembolsou R$ 10 mil em espécie. Como o dinheiro não foi suficiente para quitar todas as contas, saiu e voltou com mais R$ 10 mil. Mesmo assim, faltou dinheiro. O homem então deixou na lotérica uma pilha de boletos não pagos dizendo que iria buscar mais dinheiro para saldá-los.

A repórter foi até a lotérica anteontem e conferiu os dados e fotografou contas de várias pessoas. Com os nomes e endereços dos donos das contas, ela chegou a suas casas. Nas ruas do bairro, onde moram pessoas de baixa renda, havia cartazes de Roseana e de Ricardo Murad -cunhado da peemedebista, ex-secretário de Saúde e candidato a deputado estadual. A procuradora Carolina da Hora Mesquita abriu procedimento administrativo para apurar se as contas foram pagas em troca de votos.

BLOG

No mesmo dia, o “Blog do Décio” -pertencente ao jornalista Aldenísio Décio Leite de Sá e hospedado no site do jornal “O Estado do Maranhão”, pertencente à família Sarney- postou nota com o título: “Folha prepara novo factóide contra Roseana”. O blogueiro publicou foto da jornalista, com o número do celular dela. A repórter começou então a receber telefonemas e mensagens com insultos e ameaças.

“O jornal Folha de S. Paulo está preparando um novo factóide para tentar atingir a candidatura da governadora Roseana Sarney (PMDB). A repórter do jornal Elvira Lobato esteve reunida hoje pela manhã com Aderson Lago e Aziz Santos [assessores de Jackson Lago, adversário de Roseana] para colher deles algumas informações no sentido de embasar suas matérias”,
escreveu o blogueiro. Uma das mensagens enviadas ao celular da repórter dizia: “Você envergonha a classe (…). Bandida, deixe o Maranhão em paz!”

A repórter esteve com assessores de Lago em busca de notícias sobre a queda de helicóptero usado na campanha. Os assessores disseram à repórter ter ouvido relatos de compra de votos. O post de Décio Sá foi reproduzido na íntegra pelo jornal “Tribuna do Maranhão”, de Timon (MA), e por diversos outros blogs de linha governista no Estado."

Assaltantes podem ter levado R$ 1 mi da casa do deputado Victor Mendes em Pinheiro

Um assalto na cidade de Pinheiro na madrugada deste sábado mobilizou parte do aparato de Segurança Pública do Estado. Seis homens armados teriam levado uma grande soma em dinheiro de uma fazenda em Pacas, no município de Pinheiro, pertencente ao deputado estadual Victor Mendes (PV), candidato à reeleição pela coligação “O Maranhão não pode parar” e filho do secretário de Cidade, Filuca Mendes.

Não há informações precisas sobre a montante de dinheiro levado. De acordo com Filuca Mendes os assaltantes entraram na residência e chegaram a espancar um jovem que se encontrava no local, filho de Moura, ex-secretário de administração na gestão de Filuca Mendes como prefeito de Pinheiro.

O secretário de Estado de Segurança, Aluísio Mendes, se reuniu com os juízes eleitorais hoje pela manhã em Pinheiro. Parte da cúpula da Secretaria se deslocou para a cidade da Baixada, assim como os aviões da GTA, Grupo Tático Aéreo.

De acordo com José Genésio, ex-deputado e ex-prefeito da Cidade, a soma levada pelos assaltantes seria de mais de R$ 1 milhão. “Eles não tem nenhum interesse em divulgar a soma levada e tampouco concluir as investigações no prazo de 24 horas como é de praxe”, disse Genésio.

Filuca Mendes informou que o dinheiro levado foi de R$ 10 mil que estavam em dois pacotes. O deputado Victor Mendes contou através de nota oficial distribuída à imprensa que os assaltantes chegaram a jogar álcool nos corpos dele e da mulher, ameaçando atear fogo caso não entregassem dinheiro em espécie.

Providências

A procuradora eleitoral Carolina da Hora informou através de sua assessoria que não teria como adiantar qual a conduta adotada pelo Ministério Público Eleitoral. Ela disse que vai aguardará a conclusão das investigações para tomar providências.

O carro usado no assalto, um gol preto, tinha placa de Zé Doca, e segundo relatou José Genésio seguiu em direção a cidade de Presidente Sarney. A Secretaria de Segurança ainda não deu informações sobre o caso.

Bomba: Dinheiro encontrado em contas de Fernando Sarney na Suíça foi de pagamento por intermediação na venda da Cemar

O blog do amigo e jornalista Luís Cardoso acabou de publicar postagem onde o empresário Fernando Sarney declarou às autoridades suíças que dinheiro dele depositado naquele país foi conseguido através de comissão paga a ele, Fernando, por serviços de intermediação da privatização da CEMAR, comprada pelo Banco Pontual.

Não podemos esquecer que Fernado Sarney foi presidente da CEMAR de Março de 1983 a Abril de 1990 e que na época da venda da empresa, quando Fernando recebeu milhões de dólares como intermediário do negócio, a empresa era estatal e estávamos em pleno governo de sua irmã, Roseana Sarney.

Isso no Brasil é crime e se chama c orrupção passiva.

Leia a matéria de Luís Cardoso:


"Para evitar incômodos com a justiça suíça, o empresário Fernando Sarney declarou nos autos do processo naquele país que os valores encontrados em conta da Lithia, off-shore, em seu nome e em nome da sua esposa, Tereza Sarney Murad, são fruto de pagamentos por intermediação na Venda da Cemar, durante o governo de sua irmã, Roseana Sarney.

Parte dos valores, cerca de 13 milhões de dólares da conta da Lithia, conforme descoberto em investigações na Suíça, foi transferida para o Lienchenteinstein, um principado independente.



O fato não é crime na Suíça, pois se trata de lobby, profissão regulamentada no exterior, mas no Brasil, onde o caso consta nos autos da Justiça Federal, é crime por corrupção passiva.

A Cemar era empresa pública durante a gestão de Roseana Sarney e foi vendida ao banco Pontual.

No exterior já foram encontrados cerca de R$ 54 milhões em contas do empresário Fernando Sarney."

Todo mundo tem opções no esporte, na religião, no sexo, na comida e na política também

Jornalista é um cidadão como outro qualquer. Tem por obrigação profissional cobrir os fatos que ocorrem ao seu redor, no bairro em que reside, na cidade em que mora, no estado em que habita, no país em que vive e no mundo.

Os profissionais de comunicação têm preferências comuns a todos, como time de futebol (o meu é o São Paulo), religião (acredito em Deus, mas não acompanho qualquer igreja ou templo),no sexo (sou heterosexual, mas respeito qualquer opção sexual) comida e bebida preferida ( arroz com cuxá e peixe frito e guaraná antártica zero) e na política também.

Até agora pouco eu só tinha uma dúvida para definir a chapa de candidatos em que vou votar amanhã: o candidato à presidência da República.

Para deputado estadual eu vou votar em Aderson Lago, do PSDB, número 45.122. Foi o deputado estadual mais brilhante e preparado que já vi atuar no plenário da Assembléia Legislativa do Maranhão. Por fazer uma oposição sem medo à oligarquia Sarney, merece o voto de todos aqueles que desejam o fim da dinastia Sarney no nosso Maranhão.

Para os amigos e leitores que não votam por princípio em um candidato tucano, proponho o voto no jovem Bira do Pindaré, número 13.100, da banda decente do PT/MA. O PT apresentou uma chapa de candidatos a deputado estadual que concorre de maneira isolada, sem se coligar com nenhum outro partido. A legenda de Lula corre o sério risco de eleger dois candidatos que não têm nada a ver com a tradição de lutas sociais do PT: Francisca Primo, política tradicional que é esposa do prefeito de Buriticupu, Antônio Primo, roseanista de quatro costados; e Zé Carlos Nunes da Caixa, ex-superintendente regional da CEF no Maranhão, que nunca foi PT na vida e só se filiou ao partido Lula por conveniência pessoal e profissional, pois sempre foi muito ligado ao grupo Sarney.

Por isso para quem não quiser votar em Aderson Lago, por ele ser um candidato tucano, proponho como segunda alternativa o voto em Bira do Pindaré, do PT do Maranhão antisarneysista.

Para deputada federal vou votar em Alexandra Tavares, número 4000, do PSB. Ex-primeira-dama do Maranhão, Alexandra teve um papel muito importante no rompimento político de seu ex-marido, o governador José Reinaldo Tavares, com o grupo Sarney em 2004.

Jovem, destemida, inteligente e carismática, Alexandra tem todos os predicados para se tornar uma referência na política maranhense e uma esperança no processo de renovação da geração de políticos que comandaram o Maranhão nos últimos 45 anos.

Meu primeiro voto de senador vai para o ex-governador José Reinaldo Tavares, número 400, do PSB. Foi o político que conduziu todo o processo eleitoral de 2006 que resultou na primeira derrota eleitoral da oligarquia Sarney no poder desde 1965.

Zé Reinaldo poderia muito bem ter se afastado do governo estadual em Abril de 2006 para se candidatar ao Senado ou à Câmara Federal, mas preferiu ficar no governo até o fim para garantir a transição pacífica e democrática de seu governo para Jackson Lago.

Pela sua coragem e firmeza política ao romper as amarras que o prendiam ao senador José Sarney, Zé Reinaldo merece o voto de confiança de todos os democratas que não agüentam mais ver o Senado Federal como um feudo dos interesses político-eleitorais de Sarney, que usa aquela casa da forma mais desavergonhada possível para proteger negócios escusos de netos e parentes, contratar namorados de netas, e para chantagear o presidente da república de plantão no poder (FHC no passado, Lula no presente e Dilma no futuro, se ela for eleita presidente).

Zé Reinaldo eleito senador é a garantia de que Sarney terá um opositor para valer de sua terra no dia a dia da casa alta legislativa do Brasil.

O meu segundo voto para senador vai para o ex-presidente do STJ, o brilhante advogado Edson Vidigal, número 455, do PSDB/MA.

Vidigal foi um verdadeiro aliado leal do ex-governador Jackson Lago em toda a campanha eleitoral de 2010. Amigo de Jackson de todas as horas, Vidigal soube se comportar de maneira ética na campanha eleitoral, se mantendo fiel a seu candidato a governador desde as convenções partidárias em Junho passado.

Se eleito for, Vidigal vai ser o advogado das causas maranhenses no Senado e se oporá aos desmandos de José Sarney naquela casa legislativa. Com a eleição de Vidigal, o Senado Federal será reforçado com a presença de um ilustre jurista que muito fará pela aprovação de leis mais justas em nosso país.

É bom citar que tanto Zé Reinaldo como Vidigal têm como suplentes nomes que participam das lutas e movimentos sociais do Maranhão há décadas e não indicaram filhos como no caso de Édison Lobão ou aliados políticos milionários para bancar sua campanha, como no caso de João Alberto de Sousa.

Para governador do Maranhão terei a honra de amanhã votar em Jackson Lago, número 12, do PDT/MA. Político experiente e tarimbado, Jackson sofreu como ninguém desde Abril de 2009 quando foi vítima de um sórdido golpe judicial engendrado pelo senador José Sarney que cassou seu mandato de governador legítimo do Maranhão eleito pela vontade soberana de quase 1,4 milhão de eleitores em 29 de Outubro de 2006.

Jackson Lago foi cassado principalmente pelos acertos de seu governo na construção de 173 escolas; de ter alfabetizado dezenas de milhares de maranhenses; de ter construído quase 70 bibliotecas; de ter cumprido com a palavra empenhada em 2006 e construir o primeiro hospital de urgência e emergência do interior do Estado (em Presidente Dutra); de ter dado continuidade à obra iniciada por Zé Reinaldo e ter finalizado a ponte sobre o Rio Tocantins, em Imperatriz; de ter construído estradas como MA -014 que interliga a Baixada Maranhense; de ter tirado do isolamento secular a cidade de Turiaçu; de ter fomentado a produção agrícola familiar; de ter facilitado a chegada de grandes empresas ao Maranhão como a Suzano Celulose; de ter dado voz e poder de decisão à sociedade civil na definição das ações prioritária de seu governo através dos fóruns específicos; de ter instituído uma moderna política de segurança pública através do conceito de segurança cidadã, com grande participação popular; e de ter descentralizado as ações governamentais através de centenas de convênios assinados com prefeituras municipais.

Mais do que cassá-lo, o sistema Mirante/Mentira de Comunicação, de propriedade da família Sarney, perseguiu implacavelmente o doutor Jackson, espalhando por todo o Maranhão a pecha dele ser um ficha suja perante à opinião pública.

O processo que pedia a cassação do registro da candidatura de Jackson dormiu nas gavetas do TSE por mais de 20 dias, atendendo aos interesses político-eleitorais do grupo Sarney no Maranhão.

Esta demora do TSE dificultou em muito sua campanha eleitoral, as doações de recursos financeiros foram poucas (um pouco mais de R$ 100 mil), enquanto Ricardo Murad e Francisco Scórcio candidatos do PMDB a deputado estadual e a federal realizaram uma campanha eleitoral riquíssima com centenas de milhares de reais doados para suas campanhas eleitorais.

Mas mesmo assim, Jackson Lago resistiu a todos os tipos de pressão para que renunciasse e se manteve decidido a enfrentar a oligarquia Sarney nas urnas pela quarta vez.

A dois dias das eleições o TSE se reuniu e decidiu que Jackson Lago é ficha limpa, liberando sua candidatura ao governo maranhense.

Seu desempenho eleitoral no interior maranhense é excelente e se a maioria do eleitorado conseguir ser informado que Jackson pode concorrer normalmente amanhã, a chance dele disputar o segundo turno com Roseana Sarney é muito grande.

Se for eleito em 2010 este será o último mandato de governador de Jackson Lago, pois como ele governou o Maranhão de Janeiro de 2007 a Abril de 2009, ele não poderá se reeleger em 2014.

Eleger Jackson Lago é, acima de tudo, o resgate democrático do Maranhão. É uma questão de justiça que o povo maranhense julgue Jackson Lago apenas depois dele cumprir um mandato completo.

E o sucessor natural de Jackson em 2014 é, sem dúvida nenhuma, o atual deputado federal Flávio Dino. Jackson agora e com Flávio em 2014 o Maranhão completaria seu ciclo da transferência do poder oligárquico para um novo momento democrático da história do nosso Estado.

E para presidente da República eu vou votar em Marina Silva, número 43, do Partido Verde. Estava em dúvida entre ela e José Serra, do PSDB.

Ele foi um excelente ministro da Saúde e tem fama de bom administrador como prefeito da capital paulista e governador de São Paulo. Mas Serra tem um problema grave que o estigmatiza: embora seja de origem humilde, filho de um pai trabalhador que vivia de uma banca de verduras no mercado central de São Paulo, Serra tem cara de quem não gosta de pobre e dos nortistas e nordestinos em geral.

Por mais que ele se esforce, ele não consegue superar esse perfil conservador que os opositores conseguiram associar à sua imagem carrancuda nos últimos anos.

A novidade da eleição de 2010 é, sem dúvida nenhuma, Marina Silva.

Pobre, analfabeta até os 16 anos, foi empregada doméstica e seringueira junto com Chico Mendes no Acre, Marina teve uma oportunidade na vida de se alfabetizar e de estudar e aproveitou como ninguém.

Formada em História pela Universidade Federal do Acre, foi professora, militou em comunidades eclesiais de base, foi vereadora duas vezes em Rio Branco e se elegeu senadora duas vezes pelo Acre, todos os mandatos pelo PT.

Foi ministra do Meio Ambiente de Lula e considerado por jornais de todo o mundo como participante de um seleto grupo das cem personalidades mundiais mais importantes do planeta Terra.

Além de todos esses predicados, para o eleitorado Marina Silva em 2010, representa o mesmo papel que Lula representou em 2002: o migrante nordestino pobre que se tornou operário e líder sindical e mudou o Brasil.

Oito anos depois surge a Marina, que também é Silva, o sobrenome de família mais popular do Brasil, ambientalista e politicamente correta por estar antenada nas causas da modernidade e defender propostas de preservação da natureza e de desenvolvimento sustentável.

Tanto para governador do Maranhão como para presidente do Brasil, o mais importante é que as duas eleições só sejam decididas no segundo turno onde com tempos iguais na TV e no rádio, os eleitores maranhenses e brasileiros possam ter condições de comparar propostas e os programas eleitorais dos candidatos.

Por isso é válido que para governador se vote em Jackson, Flavio, Marcos, Saulo ou Josivaldo.

E para presidente é correto votar em Marina, Serra, Plínio, Eymael, Levir Fidélix, Rui Pimenta, Ivan Pinheiro, ou Zé Maria.

Contra a mesmice na política só não vale votar em Roseana Sarney ou em Dilma Rousseff.

Um abraço para todos de,

Marcos Nogueira

Jackson Lago percorreu 117 cidades durante campanha

 
Desde o dia 13 de julho, quando iniciou as atividades de campanha ao lado do presidenciável José Serra (PSDB), em visita a São Luís para receber o título de cidadão ludovicense, o candidato a governo do estado pela coligação “O Povo é Maior” (PSDB-PDT-PTC), Jackson Lago percorreu 107 municípios.

No interior do estado, a campanha se iniciou pela cidade de Imperatriz, no dia seguinte à visita de Serra. Nesse primeiro roteiro de campanha, que incluiu 16 municípios da região Tocantina, Jackson Lago percorreu mais de 2,5 mil quilômetros.

A maior parte do percurso das atividades de campanha do pedetista foi feita por via terrestre. Durante o trajeto pode avaliar a importância de obras realizadas em sua gestão como o asfaltamento das rodovias que liga o município de Benedito Leite a São Domingos do Azeitão; e a que atravessa toda a região dos Lagos, entre Vitória do Mearim e Pinheiro.

Por onde passou, o ex-governador do estado recolheu um sentimento misto de revolta e esperança. Inconformada com a decisão da Justiça Eleitoral que cassou o mandato do governador eleito com pouco mais de 1,3 milhão de votos, a população também manifestou com grande calor a esperança de vê-lo de volta ao Palácio dos Leões.
 
Veja abaixo o roteiro de campanha de Jackson Lago

Imperatriz; Senador La Roque; Buritirana; Amarante; João Lisboa; Montes Altos; Gov. Edison Lobão; Ribamar Fiquene; Campestre; São João do Paraíso; Estreito; Carolina; Riachão; Balsas; Tasso Fragoso; Alto Parnaíba; Pedreiras; Joselândia; Bernardo do Mearim, Igarapé Grande, Trizidela do Vale; Lima Campos; Presidente Dutra; Dom Pedro; Caxias; São João do Sóter; Lago dos Rodrigues; Lago do Junco; Lago dos Rodrigues; Lago da Pedra; Paulo Ramos; São Mateus; Alto Alegre; Peritoró; Coroatá; Codó; Fortaleza dos Nogueiras; Nova Colinas; São Raimundo das Mangabeiras; Sambaíba; Loreto; São Félix de Balsas; Buriti; Duque Bacelar; Coelho Neto; Aldeias Altas; Timbiras; Itapecuru-Mirim; Benedito Leite; São Domingos do Azeitão; Pastos Bons; São João dos Patos; Sucupira do Norte; Mirador; Colinas; Buriti Bravo; Barão do Grajaú; Matões; Parnarama; Barra do Corda; São José de Ribamar; Anapurus; Brejo; Mata Roma; Chapadinha; Vargem Grande; Timon; Vitorino Freire; São Luis Gonzaga; Bacabal; Pinheiro; Turilândia; Santa Helena; Bequimão; Central; Mirinzal; Bacuri; Cururupu;Rosário; Bacabeira; Morros; Icatu; Barreirinhas; Santa Inês; Santa Luzi; Buriticupu; Pindaré; Bom Jardim; São Bento; Santa Rita; Arari; Vitória do Mearim; Matinha; Viana; Esperantinópolis; Tuntum; Gov. Eugênio Barros; Graça Aranha; Presidente Dutra; Grajaú; Formosa da Serra Negra; Arame; Gov. Newton Belo; Zé Doca; Açailândia; Itinga e São Luís.

veja agora algumas fotos da campanha eleitoral de Jackson Lago em 2010:

1) grande comício realizado em Timon:



2) comício realizado em Santa Helena na Baixada Maranhense:



3) caminhada em Imperatriz:



4) comício em Codó:



5) comício em Buriti Bravo:



6) carreata em Pinheiro:



7) comício em Presidente Dutra:



8) carreata em Caxias:



9) comício em Balsas:



10) caminhada em São Luís:

Edson Vidigal diz que decisão do TSE não cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal

O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, Edson Vidigal garantiu ontem que não procede a informação de que a candidatura de Jackson Lago ainda depende de decisão do Supremo Tribunal Federal. O ministro explica que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral é definitiva, não cabendo recurso ao Ministério Público Federal.

“A decisão do TSE é em matéria infraconstitucional, não é matéria constitucional para ir ao Supremo”, disse Vidigal.

Ele, que também já foi ministro do TSE, já vinha afirmando que a cassação de Jackson foi através de um Recurso Contra Expedição de Diploma (Rced) e não uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que prevê a inelegibilidade.

Candidato ao Senado na coligação comandada por Jackson Lago, Vidigal avisa que montaram uma verdadeira central de boatos no interior do estado para divulgar essa tese, que foi veiculada por alguns veículos de comunicação.
 
Na avaliação do relator da matéria, ministro Hamilton Carvalhido, a LC 64/90 afirma que o Recurso Contra a Expedição de Diploma não é o instrumento correto para a impugnação da candidatura. Para Carvalhido, as causas de inelegibilidade “não permitem interpretação extensiva, nem analógica”.


Edson Vidigal disse que a decisão tomada pelo TSE anteontem á noite considerando Jackson Lago ficha limpa é definitiva e não cabe recurso ao STF

 
Segundo o relator, não há como se falar em representação como forma de se abranger Recurso Contra Expedição de Diploma, como pretende o Ministério Público Eleitoral. “O Rced não é a via processual própria à declaração de inelegibilidade”, afirmou Carvalhido. O entendimento do relator foi acompanhado pelos ministros Arnaldo Versiani, Marcelo Ribeiro e Marco Aurélio, esses últimos com ressalvas quanto à aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa.

Divergência

O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski antecipou seu voto para divergir do entendimento do relator e considerar que o termo representação pode ser interpretado de forma mais ampla, para alcançar outros tipos de ação que versem sobre abuso do poder político ou econômico. Acrescentou que a jurisprudência do TSE é no sentido de que somente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) prevê a inelegibilidade, mas que a partir da LC 135/2010, as conseqüências para casos de abuso do poder político e econômico foram alteradas e, na avaliação de Lewandowski, a nova legislação não especifica o tipo de ação a ser proposta.

O ministro Ricardo Lewandowski reiterou que inelegibilidade não se confunde com pena, ao lembrar recente entendimento firmado pela maioria da Corte, mas configura-se como uma restrição temporária ou uma consequência da condenação. Nesse sentido, para o ministro, não há vinculação exclusiva da AIJE com a alínea ‘d’ da Lei da Ficha Limpa.

Lewandowski ressaltou que o propósito da nova lei é também afastar políticos condenados por abuso do poder econômico e político. “Quando o legislador se refere ao termo representação, ele não se refere ao tipo de ação, mas faz alusão às ações impetradas com o fim de se apurar o abuso do poder econômico e político”, salientou o ministro, antes de votar pelo provimento do recurso do MPE para cassar o registro de Jackson Lago.  

No mesmo sentido, acompanharam o presidente os ministros Cármen Lúcia e Aldir Passarinho Junior para conferir uma interpretação mais flexível ao conceito de representação expresso na Lei da Ficha Limpa.

Ele lamenta que um equívoco da imprensa esteja sendo utilizado para desestabilizar a campanha de Jackson, que já foi bastante prejudicada com as notícias plantadas de sua renúncia.

Embora esses boatos beneficiem a candidatura de Flávio Dino, Vidigal fez questão de afirmar que não acredita que essa campanha tenha partido da coordenação do candidato comunista.

“Essa campanha é um ato terrorista contra a ordem jurídica para desestabilizar o processo eleitoral, e não é de seu perfil autorizar ações baixas como essa”, observou o ex- ministro.
 
Ocorre que, no direito eleitoral, o termo ‘representação’ diz respeito a uma classe processual específica, prevista no artigo 22 da Lei das Inelegibilidades e que serve para pedir abertura de investigação judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade nas eleições.

“Querem continuar a sangrar a candidatura de Jackson, na esperança de alcançar o segundo turno”, disse o ministro que está em Imperatriz, onde realiza as últimas atividades de campanha.

Neto Evangelista declara apoio a Zé Reinaldo

O candidato a deputado estadual pelo PSDB Neto Evangelista, filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa, João Evangelista, declarou ontem apoio a José Reinaldo Tavares (PSB) concorrente a uma vaga no Senado Federal. Neto lembrou a luta do ex-governador do estado de fazer aprovar pelos senadores do Maranhão um empréstimo do Banco Mundial para combate à pobreza.

“Tenho orgulho de ter o Zé Reinaldo no meu palanque. Tenho certeza que meu pai está feliz e tranqüilo porque por onde ando nesse Maranhão levo o seu nome e você foi um dos maiores amigos que ele construiu”, disse Neto Evangelista durante comício de encerramento da campanha na cidade de Zé Doca.



Neto Evangelista anuncia apoio oficial a Zé Reinaldo Tavares em comício realizado anteontem à noite em Zé Doca

Neto relembrou as parcerias realizadas entre o pai João Evangelista e Zé Reinaldo, enquanto estiveram à frente da Assembleia e da administração estadual. Entre as ações, a luta pelos R$ 30 milhões de empréstimo do Banco Mundial para o combate da pobreza no Maranhão.

“Passaram três anos e não se aprovava o empréstimo. São Paulo pediu R$ 2 bilhões e em menos de um ano foi liberado. Para conseguirem, lembro que Zé Reinaldo e João Evangelista saíram daqui em caravana para fazer pressão em Brasília. Senadores de outros estados que intervieram e disseram: ‘O Maranhão é um estado pobre, já que ele não tem senadores e somos senadores do Brasil, vamos votar esses R$ 30 milhões’. A partir daí foram executadas inúmeras obras e por isso defendo o voto em Zé Reinaldo”, enfatizou.

VARGEM GRANDE

Na última programação do interior, Zé Reinaldo participou ontem ainda de uma grande carreata pelas ruas de Vargem Grande. Na cidade recebeu apoio da ex-prefeita Aparecida Leite. “O ex-governador Zé Reinaldo fez muito por Vargem Grande. É um prazer, como ex-prefeita, dar apoio ao próximo senador do Maranhão. Tenho certeza que a população de Vargem Grande vai ajudá-lo a conquistar essa vaga”, garantiu.

Também participando da atividade, Othelino Neto (PPS), ex-secretário de governo, destacou a atitude de coragem e libertação do Maranhão. “A eleição de Zé Reinaldo é muito importante para o estado. Precisamos quebrar a hegemonia de Sarney no Senado. Ele tem três senadores e isso é ruim para o Maranhão. O ex-governador Zé Reinaldo, pela sua longa experiência, dedicação a causa da libertação do estado, merece nossa homenagem e o voto do povo maranhense”, declarou.

Na saída de Vargem Grande, o candidato socialista visitou também a comunidade quilombola Pequi na Rampa, que possui 32 famílias. Ela foi uma das beneficiadas com projetos do Prodim. O presidente da comunidade, Juarez Fernandes, disse que reconhece o ex-governador como um grande amigo. “Ele trouxe benefícios pra nossa comunidade que nos ajudaram a escoar a produção de hortaliças e farinha, nossas principais fontes de renda. Com certeza pode contar com nosso apoio”, disse.

Flávio Dino faz visita ao presidente do TRE para garantir eleições limpas no MA

Acompanhado dos advogados da coligação Muda Maranhão, Sálvio Dino e Carlos Lula, o candidato ao governo do estado, Flávio Dino, fez na tarde de ontem uma visita de cortesia ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), Raimundo Cutrim.

O objetivo do encontro foi garantir que as eleições no estado ocorram dentro da legalidade. A procuradora regional eleitoral Carolina da Hora também participou da reunião.  Flávio pediu providências da justiça eleitoral em face de indícios de compras de votos e de abusos de poder econômico. “Queremos eleições limpas”, resumiu Flávio.



Da esquerda para a direita a procuradora Carolina da Hora, os advogados Sálvio Dino e Carlos Lula, o candidato Flávio Dino e o presidente do TRE/MA, desembargador Raimundo Cutrim


Durante o encontro, o advogado Sálvio Dino expressou as principais preocupações da coligação em relação às eleições de 3 de outubro. Compra de votos, transporte ilegal de eleitores e casos eventuais de violência devido ao acirramento do processo eleitoral foram elencados pela coligação Muda Maranhão como os pontos críticos a serem receberem uma atenção especial da Justiça Eleitoral.

“Temos uma preocupação em relação à compra de votos devido ao histórico dessa prática em nosso estado. Isso pode acontecer de forma velada com a contratação de fiscais, por exemplo”, relatou. De acordo com o advogado, há rumores na cidade de que elevada soma de dinheiro estaria circulando no estado com o objetivo de comprar votos. “Temos essa preocupação e pedimos que a justiça eleitoral acompanhe”, complementou Sálvio Dino.

Na seqüência, o advogado manifestou sua preocupação coma possibilidade de ocorrer, no dia da eleição, o transporte ilegal de eleitores. Sobre esse ponto, a procuradora regional eleitoral Carolina da Hora esclareceu que a Polícia Rodoviária Federal fará o monitoramento para coibir qualquer tentativa de transportar o eleitor no dia da votação, contrariando a legislação. “Seria muito bom se todas as coligassem nos procurassem para que a gente pudesse esclarecer o trabalho que está sendo realizado”, disse a procuradora.

Outra preocupação da Coligação Muda Maranhão diz respeito a eventuais excessos praticados por cabos eleitorais. “O importante é que haja o disciplinamento das manifestações para evitar casos de violência”, sugeriu Sálvio Dino.

A preocupação tem uma explicação: em 2008 o comitê do então candidato a prefeito de São Luís, Flávio Dino, localizado na Beira-Mar, foi invadido por manifestantes contrários à sua candidatura. Este ano, segundo o advogado, cabos eleitorais também contrários à candidatura de Dino se posicionam de forma ostensiva em frente ao mesmo comitê.

Também presente ao encontro, o advogado Carlos Lula disse que o desejo da Coligação Muda Maranhão é apenas o cumprimento da lei, o respeito à legislação para que as eleições deste domingo transcorram dentro da normalidade. A procuradora eleitoral disse que o Ministério Público está atento e pediu que população fique tranqüila.

Coligação pede que eleitor seja fiscal

Dino aproveitou a ocasião para pedir que cada eleitor seja um fiscal de sua candidatura. “Como diz o slogan de nossa campanha, a eleição é de todos nós e por isso é importante que as pessoas filmem, fotografem e denunciem qualquer situação que considerarem anormal”, recomendou o candidato do PC do B.

Depois da visita ao TRE, Flávio cumpriu sua agenda de campanha com caminhada na Vila Operária e carreata pela Cidade Olímpica. Hoje de manhã, ele participou de uma grande caminhada na cidade de Imperatriz. Hoje Flávio faz carreata em vários pontos da cidade.

Coligação de Jackson Lago quer esclarecimento do TRE-MA sobre transporte de disquetes

 
A coordenação de campanha da coligação “O Povo é Maior” oficializou ontem pela manhã, uma solicitação de esclarecimento junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, TRE-MA, sobre o transporte de disquetes que alimentarão as urnas de votação.

Segundo o representante da coligação, Cândido Lima, o esclarecimento foi suscitado a partir de notícias segundo as quais o transporte estaria sendo feito através de aeronaves. “O que estamos querendo é esclarecimentos suficientes para garantirmos a transparência e lisura do processo. Queremos saber tudo que envolve a contratação oficial desses veículos”, justificou Lima.

No ofício nominal ao presidente do TRE-MA, desembargador Raimundo Freire Cutrim, o representante sugere que o procedimento seja integralmente acompanhado por um fiscal designado pela coligação. Lima solicita ainda que sejam fornecidas informações sobre alterações que estão propostas no processo de apuração no pleito deste ano. Frisa ainda que as informações sejam repassadas com urgências para que as providências necessárias sejam tomadas.

“Queremos contribuir para que o Maranhão dê um exemplo de exercício da democracia. Estamos sendo observados pelo país inteiro e temos interesse de que o pleito seja o mais transparente possível”, esclareceu Cândido Lima.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Coligação de Roseana distribui combustível no Posto Araçagy para centenas de carros

A coligação “O Povo é Maior”, que tem como candidato o pedetista Jackson Lago, reconhecido como Ficha Limpa pelo Tribunal Superior Eleitoral, denunciou à Procuradoria Eleitoral nesta sexta-feira à tarde um flagrante de crime eleitoral supostamente cometido pela coligação “O Maranhão não pode parar”, que tem como candidata à reeleição a governadora Roseana Sarney (PMDB).     

Segundo a flagrante, colhido em foto, centnas de veículos com adesivos e plotados com propaganda de Roseana Sarney, faziam fila no meio da tarde para abastecer no Posto Araçagy, localizado na Rua Nova Orleans, 02, no bairro localizado no município de São José de Ribamar. A campanha de Roseana é coordenada pelo prefeito licenciado da cidade localizada na Região Metropolitana de São Luís, Luiz Fernando Silva, do DEM.

Na semana passada houve denúncia da mesma prática no município de Codó. Pouco antes de um comício realizado na cidade da região dos Cocais, centenas de motos fizeram fila no Auto Posto Alencar. Cada motoqueiro, segundo reportagem divulgada no jornal O Globo, recebeu três litros de gasolina para participar de uma carreata que teve participação da candidata filha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Segundo informação da Procuradoria Eleitoral será aberto um procedimento administrativo para verificar o crime eleitoral enquadrado como abuso de poder econômico.

Postos de gasolina, em São Luís, abastecem carros de Roseana Sarney

O posto que aparece nas duas fotos abaixo é o Posto Araçagi, com a bandeira BR e está localizado na Rua Nova Orleans n.° 02, no Araçagi, em plena ilha de São Luís. Não sei se ali ainda é São Luís ou já fica no município de São José de Ribamar ou da Raposa.

As fotos foram batidas hoje (01.° de outubro de 2010) durante o dia.

Fica a pergunta que não quer calar para a Procuradora Regional Eleitoral, doutora Carolina da Hora: A senhora vai agir com o rigor da lei ou vai fingir que estas fotos não existem?

Vejam agora as fotos da farta distribuição de combustíveis para carros com propaganda da candidata Roseana Ssarney, que com certeza absoluta, vão trabalhar no domingo para transportar eleitores!!






Soube também que o conhecido posto de gasolina Tiger, na Ponta D'Areia, pertencente ao empresário Eduardo Haickel, companheiro de pif-paf da mesa verde da governadora Roseana Sarney, também abasteceu centenas de carros da campanha eleitoral de Roseana Sarney, durante todo o dia de hoje.

E aí doutora Carolina da Hora!! O que a senhora vai fazer sobre essas graves denúncias?

No mesmo dia da queda do helicóptero, Comitê de Jackson em Imperatriz amanheceu cheio de sapos

O jornalista e amigo Josué Moura, de Imperatriz, publicou esta interessante matéria em seu blog hoje.

É a magia negra correndo solta para tentar atrapalhar a campanha eleitoral de jackson Lago.

Depois da queda do helicoptéro ontem de manhã, só batendo na madeira três vezes e falar "pé de pato, mangalô, três vezes" . A minha velha avó Esther, de Caxambu, Sul das Minas Gerais, dizia há 40 anos para mim: "se macumba ganhasse título, o campeonato baiano terminava empatado todos os anos".

Além do mistério que envolve a queda do Helicóptero, um acontecimento inusitado se deu também na manhã de ontem em Imperatriz. Ao abrirem o comitê de Jackson Lago o grande salão estava tomado por cerca de 50 sapos cururus, alguns deles com a boca costurada, como se tivessem sendo instrumentos de magia negra.

O fato assustou as pessoas que tomam conta do local que imediatamente cuidaram de retirar os batraquios invasores.

Particularmente não creio em magia negra, mas será que até para isso estão apelando? "Sai fora, estão queimados, em nome de Jesus!", disse um evangélico ligado ao Pastor Porto.

Edson Vidigal cobra nomeação de juizes de paz nas eleições

O candidato ao Senado Edson Vidigal (PSDB), da coligação O Povo è Maior, cobrou hoje em Imperatriz que os municípios do Maranhão comecem a partir das próximas eleições municipais a eleger seus juízes de paz, previstos pela constituição, mas ignorados pelos legisladores. O ministro explicou que em nenhum Estado do país existe o juiz de paz, porque nunca ninguém cuidou de fazer essa lei.

Os juízes de paz são pessoas eleitas democraticamente pela população, que tem como função supervisionar aquilo que poderíamos chamar de mesas de conciliação , algo aproximado das ações dos conselhos de cidadania implantados no governo Jackson Lago.

“Nós temos que buscar a paz dos bairros, a paz da ruas, das cidades porque a paz é o melhor remédio contra a guerra contra os discêncios, contra os desentendimentos e uma forma inicial de se buscar essa paz é através deste conciliador que foi previsto pela constituição, mas nunca instituído por nossas leis”,  afirmou Vidigal

O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça explicou que a partir da eleição deste Juiz, o passo seguinte seria a abertura de mesas de conciliação e discussões em uma bancada formada pela união demoradores, por pessoas indicadas pelo ministério público treinadas sobre a supervisão de alguém justamente eleito pela população, que seria no caso o juiz de paz.

“Essa determinação está na constituição há 22 anos e ninguém nunca resolveu abrir uma discussão sobre o assunto, meu papel no Senado será este, de lutar por leis mais justas e honestas e melhorar aquelas que já foram criadas, eu vou futucar nisso vou levantar e vou abrir uma mesa de discussão para as pessoas terem maior acesso a justiça”, comprometeu-se Vidigal.

O ministro se mostrou confiante na vitória no dia 03 de outubro e ainda fez uma referência a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de ter mantido a candidatura de seu companheiro Jackson Lago (PDT) ao governo.

“Nunca tivemos dúvida que o Jackson é ficha limpa. Quando começamos a campanha em julho eu e o Jackson tínhamos a certeza que o nosso único trunfo era o povo e o seu desejo de mudança para sair da miséria e dos problemas sociais que os atinge.”, finalizou.

Dirigentes sindicais da educação lançam manifesto em apoio a Zé Reinaldo

 

As coordenações da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de 3º Grau no Estado do Maranhão (Sintema) divulgaram ontem um manifesto em que declaram todo apoio à candidatura de José Reinaldo Tavares (PSB) ao Senado Federal para representar o Maranhão. O documento defende o ex-governador pela postura coerente no fortalecimento de políticas para o sistema nacional de educação.

 
Os profissionais da educação que assinam a carta refletem a política educacional brasileira estando com um déficit herdado de governos descompromissados com o fortalecimento do Estado e das políticas públicas. “É necessário dar prioridade de fato e de direito às políticas públicas educacionais para transformá-la em um instrumento estratégico para o desenvolvimento e soberania do nosso país”, cita o texto.
 
Ainda no documento, Zé Reinaldo é situado como companheiro que sempre ajudou as lideranças nas histórias de lutas e conquistas dos trabalhadores da educação, em todos os níveis e modalidades.

“Sua história como militante da educação legitima sua candidatura. A construção de sua trajetória na luta o credencia para representar seu Estado e o Brasil no Senado Federal. Sua postura coerente com essa orientação política será estratégica para a apresentação e defesa de projetos de lei relacionados à educação, valorizando o trabalhador da educação, fortalecendo o sistema nacional de educação, em defesa dos direitos dos quilombolas, das minorias, dos índios e das mulheres. O companheiro Zé Reinaldo será um parlamentar, cujo perfil comprovará e reforçará a sua trajetória iniciada na militância, como educador e como homem público, comprometido acima de tudo com a luta em defesa dos direitos da cidadania”, diz o manifesto.
 
A declaração de apoio à candidatura ao Senado diz representar um movimento natural e justo nesse caminho político, comprometido com as transformações sociais desse país, rumo à construção de outro Brasil, mais justo, menos desigual e com oportunidades para todos. O documento é assinado pela coordenadora de Aposentados da Fasubra Maranhão, Maria das Graças Freire, bem como por José Costa, Genésio, Sônia Baldez, Raimundo Lago, da regional do Sintema.

Mensagem de Jackson Lago ao povo maranhense

"Volto a disputar mais uma campanha, movido por uma obrigação moral.

A obrigação moral com mais de um milhão e quatrocentos mil maranhenses que confiaram seu voto em mim, na última eleição.

Preparei-me para governar por quatro anos, mas meu governo foi violentamente interrompido por um golpe judicial. Um golpe contra a vontade popular. Além de me tirar do governo, tentaram destruir minha honra, com mentiras e calúnias.

Tentaram fazer você acreditar que meu governo nada realizou.

Uma mentira e uma injustiça.

Querem comparar dois anos do meu Governo com os dez anos da Sra. Sarney.

Na história do Maranhão, ninguém teve como ela, tanto tempo para governar, tanto apoio para realizar, e fez tão pouco.

Eu governei apenas dois anos e mesmo assim, deixei obras em todos os rincões do Estado. Obras conveniadas, construídas em parceria com os municípios.

Construí o primeiro hospital de urgência e emergência do interior do Estado. Por que eles não fizeram nesses 40 anos de domínio político? 

Eu sou candidato porque tenho as mãos limpas e o sonho de transformar o Maranhão.

Quero ser julgado pelo povo de minha terra. Quero ser julgado por um mandato completo. Porque só o povo é juiz dos políticos. Porque o povo é maior.
 
Jackson Lago"

Jackson Lago encerrou atividades com grande caminhada no centro de São Luís

 
Jackson Lago (PDT), candidato ao governo do estado pela coligação “O Povo é Maior” (PSDB-PDT-PTC), repetiu a tradição das eleições anteriores das quais participou realizando uma caminhada pelo centro histórico de São Luís como atividade do final da campanha eleitoral.

No final da tarde de ontem Jackson Lago se juntou aos milhares de militantes de partidos da coligação e à população que o apoio na Praça João Lisboa onde teve início o ato público da campanha do pedetista pelo retorno ao Palácio dos Leões.

Durante o percurso do Arrastão do 12 pela Rua Grande o candidato ao governo recebeu inúmeras manifestações de apoio. Ao lado da mulher, Clay Lago, Jackson cumprimentou as pessoas que afirmavam ter confiança que estará no segundo turno das eleições no Maranhão.


Jackson Lago fez caminhada ontem à tarde pela rua Grande no centro de São Luís ao lado da esposa Clay Lago e de vários candidatos a deputado estadual, deputado federal e a senador


Ainda abalado com o trágico acidente envolvendo um helicóptero pela manhã na cidade de Imperatriz que resultou na morte do piloto Luiz Alvez Quinta, 50 anos, Jackson Lago preferiu seguir com a comitiva até a Praça Deodoro, mas não realizou o comício de encerramento. Antes lamentou a tragédia que vitimou Quinta em discurso na Praça João Lisboa.

O helicóptero que explodiu depois de cair em um terreno próximo ao conjunto Nova, em Imperatriz, estava sendo utilizado pela coligação “O Povo é Maior” nos últimos dias.

O vereador Ivaldo Rodrigues, vice-presidente municipal do PDT, durante discurso na Praça Deodoro pediu providências por parte das autoridades policiais diante das características suspeitas do acidente. “Acredito que o doutor Jackson Lago pode ter sido quase vítima de um atentado”, afirmou Rodrigues. Jackson Lago esteve durante os dois últimos dias cumprindo agenda na região Tocantina.  Ontem pela manhã ele tinha programada uma carreata no município de Balsas. Era intenção de a comitiva fazer o trajeto entre Imperatriz e Balsas utilizando de aeronaves. O helicóptero do modelo Robinson R44 que explodiu transportou em algumas ocasiões candidatos da coligação durante campanha.

Agenda de Jackson Lago, do PDT, para hoje, sexta-feira, e domingo

 

01 de outubro de 2010 (sexta-feira):


15h – Carreata com concentração na Praça Maria Aragão em São Luís.
 


03 de Outubro (domingo):



8h30 - Jackson Lago vota no Colégio Divina Pastora, na Avenida Santos Dumont, no bairro do Anil, em São Luís,na 10.ª Zona eleitoral, na seção de n.° 008

Jackson Lago tenta recuperar o tempo perdido

O atraso do julgamento da ação que pedia a cassação do registro da candidatura do ex-governador Jackson Lago no Tribunal Superior Eleitoral pode ter sido fatal para a campanha eleitoral do pedetista.

A ação contra Jackson estava há pelo menos vinte dias no TSE esperando pauta para ser julgada. Ninguém me tira da cabeça que essa demora na definição jurídica de Jackson Lago atendeu em cheio aos interesses de José Sarney e de sua filha Roseana em criar dificuldades para a campanha pedetista deslanchar no Maranhão.

Nunca se viu antes no nosso Estado uma campanha eleitoral de um candidato eleitoralmente forte como é o caso de Jackson Lago com tantas dificuldades financeiras para viajar, confeccionar materiais de propaganda, alugar carros de som e ter recursos suficientes para produzir um programa eleitoral gratuito de TV e Rádio de qualidade.

Além de não ter conseguido captar doações financeiras para sua campanha eleitoral que ficou meio engessada por falta de recursos, a imagem de Jackson Lago foi manchada diariamente, apresentando-o como ficha suja, desde o período das convenções partidárias em julho pelas emissoras de televisão, estações de rádios e jornais de propriedade do Sistema Mirante/Mentira de Comunicação e de aliados como Lobão e sua rede Difusora/SBT.

Além das maledicências espalhadas por Sá, D’Eça, Caio Hostílio e outros pistoleiros da caneta associados, Jackson sofreu também um ataque frontal de seu principal adversário no campo oposicionista, Flávio Dino, que o pressionou várias vezes para retirar sua candidatura e afirmou na campanha da TV do PC do B, que ele, Flávio, era ficha limpa e que se ganhasse a eleição, ninguém tomaria dele.

Faltando dois dias para as eleições, depois de ter sido considerado ficha limpa pelo TSE, Jackson Lago passou para a ofensiva dando entrevistas em rádios, organizando carreatas por todo o Maranhão, divulgando a decisão do TSE em carros de som e distribuindo milhões de panfletos por todas as regiões do Estado.

Muita gente que queria votar em Jackson Lago, passou a optar pelo nome de Flávio Dino, por achar que Jackson não conseguiria liberar sua candidatura na Justiça Eleitoral.

Outros eleitores acabaram escolhendo a própria Roseana Sarney, influenciados pela história contada pela rádio peão em todo o Maranhão que José Sarney seria invencível no tapetão da Justiça Eleitoral.

Daqui para domingo Jackson tem a missão árdua de informar à maioria dos mais de quatro milhões de eleitores maranhenses que a justiça eleitoral em Brasília decidiu que ele é ficha limpa e que os maranhenses podem votar nele sem susto, pois ele está completamente liberado para disputar as eleições de governador depois de amanhã.

A situação lembra um pouco as eleições de 1994, quando José Sarney mentiu no jornal de sua família e armou uma denúncia contra o então candidato de oposição a Roseana Sarney, Epitácio Cafeteira.

Na época Sarney acusou Cafeteira de ter assassinado o operário Reis Pacheco, da Cia. Vale do Rio Doce, por este ter atropelado e matado o genro de Cafeteira, Hilton Rodrigues. Os correligionários de Cafeteira localizaram Reis Pacheco morando no Amapá e gravaram um depoimento com ele inocentando Cafeteira.

O depoimento seria mostrado no último dia do horário gratuito na TV antes da eleição, mas simplesmente a TV Mirante, que gerava o programa naquelas eleições, cortou o sinal da TV para o interior e só a população da ilha de São Luís foi votar sabendo que Reis Pacheco estava vivo.

Na semana anterior à eleição de 1994, aviões contratados pela família Sarney distribuíram mais de dois milhões de panfletos em todo o Estado acusando Cafeteira de assassino e de ter ocultado o cadáver de Reis Pacheco, que estava vivinho da Silva no Amapá.

Será a corrida do pequeno Davi (Jackson) contra o gigante Golias (Sarney, TV Mirante, rádio peão, etc e tal).

Jackson Lago tenta recuperar o tempo perdido

O atraso do julgamento da ação que pedia a cassação do registro da candidatura do ex-governador Jackson Lago no Tribunal Superior Eleitoral pode ter sido fatal para a campanha eleitoral do pedetista.

A ação contra Jackson estava há pelo menos vinte dias no TSE esperando pauta para ser julgada. Ninguém me tira da cabeça que essa demora na definição jurídica de Jackson Lago atendeu em cheio aos interesses de José Sarney e de sua filha Roseana em criar dificuldades para a campanha pedetista deslanchar no Maranhão.

Nunca se viu antes no nosso Estado uma campanha eleitoral de um candidato eleitoralmente forte como é o caso de Jackson Lago com tantas dificuldades financeiras para viajar, confeccionar materiais de propaganda, alugar carros de som e ter recursos suficientes para produzir um programa eleitoral gratuito de TV e Rádio de qualidade.

Além de não ter conseguido captar doações financeiras para sua campanha eleitoral que ficou meio engessada por falta de recursos, a imagem de Jackson Lago foi manchada diariamente, apresentando-o como ficha suja, desde o período das convenções partidárias em julho pelas emissoras de televisão, estações de rádios e jornais de propriedade do Sistema Mirante/Mentira de Comunicação e de aliados como Lobão e sua rede Difusora/SBT.

Além das maledicências espalhadas por Sá, D’Eça, Caio Hostílio e outros pistoleiros da caneta associados, Jackson sofreu também um ataque frontal de seu principal adversário no campo oposicionista, Flávio Dino, que o pressionou várias vezes para retirar sua candidatura e afirmou na campanha da TV do PC do B, que ele, Flávio, era ficha limpa e que se ganhasse a eleição, ninguém tomaria dele.

Faltando dois dias para as eleições, depois de ter sido considerado ficha limpa pelo TSE, Jackson Lago passou para a ofensiva dando entrevistas em rádios, organizando carreatas por todo o Maranhão, divulgando a decisão do TSE em carros de som e distribuindo milhões de panfletos por todas as regiões do Estado.

Muita gente que queria votar em Jackson Lago, passou a optar pelo nome de Flávio Dino, por achar que Jackson não conseguiria liberar sua candidatura na Justiça Eleitoral.

Outros eleitores acabaram escolhendo a própria Roseana Sarney, influenciados pela história contada pela rádio peão em todo o Maranhão que José Sarney seria invencível no tapetão da Justiça Eleitoral.

Daqui para domingo Jackson tem a missão árdua de informar à maioria dos mais de quatro milhões de eleitores maranhenses que a justiça eleitoral em Brasília decidiu que ele é ficha limpa e que os maranhenses podem votar nele sem susto, pois ele está completamente liberado para disputar as eleições de governador depois de amanhã.

A situação lembra um pouco as eleições de 1994, quando José Sarney mentiu no jornal de sua família e armou uma denúncia contra o então candidato de oposição a Roseana Sarney, Epitácio Cafeteira.

Na época Sarney acusou Cafeteira de ter assassinado o operário Reis Pacheco, da Cia. Vale do Rio Doce, por este ter atropelado e matado o genro de Cafeteira, Hilton Rodrigues. Os correligionários de Cafeteira localizaram Reis Pacheco morando no Amapá e gravaram um depoimento com ele inocentando Cafeteira.

O depoimento seria mostrado no último dia do horário gratuito na TV antes da eleição, mas simplesmente a TV Mirante, que gerava o programa naquelas eleições, cortou o sinal da TV para o interior e só a população da ilha de São Luís foi votar sabendo que Reis Pacheco estava vivo.

Na semana anterior à eleição de 1994, aviões contratados pela família Sarney distribuíram mais de dois milhões de panfletos em todo o Estado acusando Cafeteira de assassino e de ter ocultado o cadáver de Reis Pacheco, que estava vivinho da Silva no Amapá.

Será a corrida do pequeno Davi (Jackson) contra o gigante Golias (Sarney, TV Mirante, rádio peão, etc e tal).

TSE decidiu: Jackson Lago é ficha limpa (republicado a pedidos)

Publicado pelo blog às 22h30 de ontem:

"Por quatro voto a três o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que o ex-governador Jackson Lago, do PDT do Maranhão, é ficha limpa e manteve o registro da candidatura ao governo do Maranhão nas eleições de 2010.

O processo de Jackson no TSE estava em Brasília há vinte dias e só foi julgado esta noite atendendo aos interesses político-eleitorais do grupo Sarney e da candidata Roseana Sarney ao governo do Maranhão.

O fato de Jackson ter ficado tanto tempo sub-judiceimpediu que sua campanha eleitoral captasse recursos de pessoas físicas e jurídicas que queriam contribuir com a campanha pedetista.

Enquanto isso Roseana Sarney usou e abusou da máquina administrativa e financeira do governo do Maranhão e conseguiu captar milhões de reais como doação financeira para sua campanha eleitoral.

Centenas e centenas de convênios foram celebrados com prefeituras, mais de mil carros de som foram disponibilizados para sua campanha, milhões de santinhos e cartazes inundaram os 217 municípios do Estado e foram pagos R$ 12 milhões para o publicitário Duda Mendonça.

Sob todos os aspectos foi uma disputa desleal e injusta onde Jackson Lago muitas vezes não teve dinheiro para viajar ao interior do Estado, teve menos de dez carros de som alugados, não disponibilizou cartazes e santinhos nem para 20%
dos municípios do Estado e teve que demitir a metade da equipe que produziu o programa de TV e Rádio do horário eleitoral gratuito.

A decisão do TSE de hoje à noite fez justiça à ilibada vida pública de Jackson Lago e mesmo a três dias das eleições coloca Jackson na disputa pela vaga ao segundo turno do Maranhão.

Não podemos esquecer que a tradição do IBOPE é divulgar números errados em suas pesquisas no Maranhão. O IBOPE previu a vitória de Roseana Sarney nas eleições de 1994 e 2006 no primeiro turno e as duas eleições foram para o segundo turno.

Nas eleições municipais de São Luís em 2008, o IBOPE previu que João Castelo ganharia no primeiro turno e que seu adversário teria só 22% dos votos no primeiro turno. A eleição acabou sendo decidida só no segundo turno.

Adeptos da candidatura de Jackson Lago estão neste momento promovendo carreatas em São Luís, Presidente Dutra, Imperatriz, Pinheiro, Codó e Timom."

Portal IG denuncia: genro de Ayres Britto, do TSE e do STF, tentou negociar sentença sobre ficha limpa para Roriz

Adriano Borges pede R$ 4,5 milhões para defender ex-governador, o que poderia tornar Ayres Britto impedido de julgar Ficha LImpa

Severino Motta e Danilo Fariello, iG Brasília | 30/09/2010 19:43


O delegado da antiga coligação encabeçada por Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal, Eri Varela, disse ao iG que vai ingressar nesta sexta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma queixa-crime contra o ministro Carlos Ayres Britto, sua filha, Adriele Ayres de Britto, e seu genro, Adriano Borges.

Eri Varela está de posse de uma gravação de video feita no começo do mês mostrando uma conversa entre Adriano Borges e o ex-candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz.

Na gravação, o advogado e o então candidato discutem uma forma de interferir no resultado do julgamento que o STF faria dias depois sobre recurso que o ex-governador moveu contra sua inclusão na lei do Ficha Limpa decidida pela Justiça Eleitoral.

Caso sua inclusão no Ficha Limpa fosse mantida pelos ministros do Supremo, Roriz não poderia mais ser candidato.

No video, Borges e Roriz falam em honorários na casa de 4,5 milhões de reais para a missão. Eri Varela diz ainda que a representação incluirá o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, cujo nome é citado num trecho do video.

Nas gravações, o genro do ministro diz que sua assinatura e o papel timbrado de seu escritório na representação feita por Roriz ao STF levariam seu sogro, Ayres Britto, a se declarar impedido.

Segundo as regras vigentes, ter o genro como advogado de uma das partes é motivo bastante para que um ministro se declare impedido. Roriz dá a entender na gravação que, caso permanecesse na votação, Ayres Britto seria contrário ao seu pleito. A conversa entre os dois não prosperou.

Dias depois, na madrugada de sexta-feira 24, o Supremo Tribunal Federal encerrou a sessao de votação do recurso de Roriz com um empate, 5 a 5. Ayres Britto votou contra Roriz. Diante do impasse, na manhã seguinte o candidato ao governo do Distrito Federal renunciou a favor de sua mulher, Weslian.

“[Vamos entrar com uma] Notícia-crime para o STF investigar e chegar a conclusão que se queria sobre a participação de ministro que autoriza seu genro a extorquir um cidadão de 74 anos”, disse ao iG o advogado de Roriz, Eri Varela.

A gravação, realizada no dia três de setembro, antes do julgamento do caso de Roriz no Supremo, foi feita no escritório do político, em sua residência em Brasília. De acordo com Eri, membros da coligação instalaram câmeras no local para a proteção do ex-governador, que não teria conhecimento do fato.

Para autoproteção, nós, coligação, determinamos que o escritório dele tivesse um esquema lá. Nós colocamos a câmera e o rapaz esteve lá. Depois o governador tomou conhecimento. (...) No escritório o governador só vai ter assuntos mais reservados, algumas vezes a pessoa conversa um assunto e sai dizendo outro”, disse Eri.

Em nenhum momento do vídeo Roriz acena com a possibilidade de fechar negócio com Adriano. Durante as negociações, o advogado sugere um “pró-labore” de R$ 1,5 milhão no começo da ação e R$ 3 milhões com o “êxito”. O genro do ministro argumenta que o êxito seria tornar Ayres Britto impedido de votar no recurso de Roriz contra a Ficha Limpa.

Eri Varela disse que a notícia-crime envolverá Adriele, a filha de Britto, pois ela e Adriano formam uma banca de advogados e, nas gravações, durante a negociação do pagamento, ele diz que precisa conversar com sua sócia. Em nenhum momento do vídeo, contudo, Adriele é citada nominalmente.

Procurado pelo iG, o ministro Britto, afirmou que Adriano contou-lhe que havia conversado com Roriz sobre a possibilidade, mas diz que houve “contato, e não contrato”. Segundo o ministro, Adriano se mostrou ingênuo e está arrependido. “Não tenho nada a ver com isso (...) Adriano que responda pelo que fez”, diz o ministro.

Para Eri Varela, porém: “os dois, [que agiam] com o conhecimento do ministro. O genro (Adriano) disse que ele poderia advogar para qualquer um com exceção do Paulo Maluf”. Segundo ele, durante as negociações, Adriele e Adriano chegaram a ter seus nomes incluídos no recurso extraordinário que seria enviado ao STF. Mas, de acordo com Eri, o advogado da coligação, Eládio Carneiro, retirou os dois após o que ele taxou de “tentativa de extorsão contra Roriz” por parte de Adriano.

Adriano José Borges Silva diz ao iG, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que se sente “profundamente chantageado” pela exposição do vídeo de sua conversa com Roriz. Ele destaca que se trata de uma tentativa de incriminá-lo e de prejudicar o ministro Ayres Britto. Segundo a assessoria, uma leitura atenta do vídeo pode mostrar que Adriano se coloca como um profissional para trabalhar nas peças jurídicas.

A assessoria do advogado também destaca que a conversa ocorreu na manhã do dia 3 de setembro, antes de o caso ser distribuído e o ministro Ayres Britto ter sido apontado como relator do processo de Roriz. Adriano preferiu não comentar os valores envolvidos na negociação com Roriz.

Eri diz que amanhã vai notificar o STF da situação como um todo. “Para o STF resolver o problema de Ayres Britto, Lewandowski e seus filhos. Para limpar por dentro o que quer limpar por fora”, disse Eri. Na gravação, quando Roriz diz ter pressa para que o STF julgue logo seu recurso, Adriano afirma, numa referência ao presidente do TSE e ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski:

-- É importantíssima uma conversa com o Ministro Lewandowski, para ele imediatamente receber o extraordinário, porque caso contrário, vai demorar... Ele vai passar aí 3, 4, 5 dias com esse.... Ele vai ter que abrir vista para outra parte e já perde aí uma semana, uma semana e meia.

É a única referência ao ministro no vídeo. “Na fita, diz que ele tem intimidade com Lewandowski, para liberar imediatamente. Tem outras situações do Lewandowski que eu explico em petição que vou encaminhar ao Presidente [do STF]”, disse ao iG Eri Varela.

Questionado sobre o motivo de não ter apresentado a notícia-crime antes do julgamento, Eri alegou que não pretendia interferir na dinâmica do Supremo. “Nós não utilizamos em respeito ao STF e porque acreditávamos que teria um julgamento definitivo. Para não dizer que estávamos tentando ganhar no grito. Como a Corte está pacificada nós vamos representar contra o genro, a filha, Ayres e Lewandowski”.

A reportagem do iG entrou em contato com a assessoria de Lewandowski. Ela informou que o ministro não se encontrou e sequer foi procurado por Adriano Borges.