sexta-feira, 4 de junho de 2010

A estratégia das coligações proporcionais I

Da definição da composição das coligações proporcionais entre partidos políticos depende a eleição de uma bancada mais ou menos numerosa.

Normalmente na montagem das chapas para deputado federal, todos os partidos da coligação em torno do mesmo candidato (a) a governador se juntam.

É o que vai acontecer este ano com as prováveis coligações:

1) PMDB, PV, DEM (?), PT (?), PTB. PSC, PP, PRB, PR, PT do B (?) e outras legendas menores;

2) PDT, PSDB, PPS e PTC;

3) PC do B ,PSB e PCB;

4) PSTU;

5) PSOL; e

6) Coligação de pequenos partidos.

A dúvida que se tem é sobre a posição do PT e do DEM.

O futuro da legenda de Lula no Maranhão só será definido no dia 11 de junho em encontro da direção nacional que decidirá com quem o PT/MA se coligará.

Muito provavelmente o PT se coligará com o PMDB de Roseana, porque Lula quer um palanque único para Dilma Roussef no estado sob o comando da família Sarney. Como a maioria dos delegados do PT resiste à entrega da legenda ao PMDB, restará à direção nacional intervir no PT maranhense.

Já no caso do DEM, o partido quer apoiar o nome de Mauro Fecury, do PMDB, ao senado. Sarney e Roseana resistem a esta indicação, pois querem um nome do PT/MA para disputar o cargo, para manter o partido de Washington Oliveira longe da candidatura a vice-governador e indicar novamente João Alberto como vice.

Se Roseana for reeleita em 2010, ela não poderá se reeleger em 2014 e deverá se descompatibilizar em março de 2014 para disputar uma vaga no Senado. Sarney nem sonha remotamente com a possibilidade de entregar o governo para o PT/MA por nove meses.

É uma questão de confiança política ou, melhor, de falta de confiança!

O presidente do DEM /MA, Clóvis Fecury vem pressionando Roseana através de seu amigo Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM. Maia dissolveu dezenas e dezenas de diretórios municipais do antigo PFL, transferindo o controle do partido no estado das mãos do grupo Sarney para as mãos da família Fecury.

A composição da bancada maranhense na Câmara Federal é dividida em dois grupos.

O primeiro é composto de onze deputados que são da base aliada de Roseana Sarney: o PMDB tem três integrantes (Gastão Vieira, Pedro Novais e Sétimo Waquim); o DEM tem dois (Clóvis Fecury e Nice Lobão), o PP tem dois (José Vieira e Waldir Maranhão), o PTB um (Pedro Fernandes), o PV um (Sarney Filho), o PR um (Davi Alves Silva Júnior) e o PRB um (Cléber Verde).

Já o segundo grupo é formado por sete deputados que fazem oposição ao governo biônico de Roseana Sarney.

Eles se dividem em dois subgrupos: Um que apóia a candidatura de Jackson Lago ao governo do estado e é constituído pelo PSDB com três deputados (Carlos Brandão, Pinto da Itamaraty e Roberto Rocha) e o PDT com um (Julião Amin).

O segundo subgrupo apóia a candidatura de Flávio Dino a governador: o PT com um (Domingos Dutra), o PSB também com um (Ribamar Alves) e o próprio Flávio Dino, do PC do B.

Fazer prognóstico do tamanho das bancadas federais é muito difícil. Se o PT apoiar Flávio Dino, entendo que a composição da Câmara Federal para o quadriênio 2011/2014 poderá ser a seguinte: chapão de Roseana (PMDB/DEM/PV/PTB/PP/PRB/
PR/PSC e outras legendas menores) de nove a 13 deputados; PDT/PSDB/PPS e PTC de três a seis deputados; e a coligação do PC do B/PT e PSB, de um a três deputados federais.

Se o DEM não se coligar no chapão, os partidos que apóiam Roseana poderão eleger um ou dois deputados a menos. Se o DEM se coligar com os partidos que apóiam Jackson, a bancada destes partidos poderá chegar a sete federais.

Se o PT se coligar com o PMDB, o chapão de federais de Roseana poderá eleger um deputado a mais, que em hipótese alguma será do próprio PT. Entendo que o PT só terá chance de eleger um ou dois federais se participar da coligação com o PC do B e o PSB.

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